HERDEIRO DE DOIS COMANDOS

HERDEIRO DE DOIS COMANDOS

Déborah Natália · Atualizando · 131.4k Palavras

983
Popular
1.2k
Visualizações
21
Adicionado
Adicionar à Estante
Começar a Ler
Compartilhar:facebooktwitterpinterestwhatsappreddit

Introdução

Nenhuma nuvem é mais intensa do que a tempestade que é amar você.

Nem todos os sentimentos são verdadeiros, nem todos os eu te amo são sentidos, e nem todos os beijos são com vontade.
Não aceite ser o tapa buraco, e muito menos o culpado por amar de mais.
Seja apenas quem deseja ser, no amor ou na dor, seja apenas você.

Mais uma obra feita com muito carinho, espero que gostem.

Um beijo Nat.

Capítulo 1

RELEMBRANDO OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS...

O tempo tinha passado depressa demais.

Às vezes, eu ainda conseguia enxergar meu filho como aquele menino que corria pela casa sem se preocupar com nada, mas bastava observá-lo por alguns segundos para perceber que aquele garoto já não existia mais.

Gael havia crescido.

Primeiro veio a fase em que ele deixou de ser criança. Depois, a adolescência, cheia de descobertas, questionamentos e aquela necessidade de provar que já era independente.

Agora, aos dezoito anos, eu começava a enxergar diante de mim um homem.

E aquilo me assustava um pouco.

Não porque eu não confiasse nele.

Mas porque eu sabia que o mundo não era tão simples quanto ele imaginava.

Japa também havia percebido isso.

Por isso, quando Gael começou a falar sobre assumir responsabilidades maiores dentro da família, ela foi direta.

Se algum dia ele quisesse assumir o comando, precisaria estar preparado.

Assim como o pai havia estudado, ele também precisaria estudar.

Eu mesmo tinha cursado Administração e depois me especializado em Contabilidade. Não porque alguém tivesse me obrigado, mas porque eu sabia que conhecimento também era uma forma de proteção.

Gael não reclamou.

Pelo contrário.

Disse que, se aquela era a única exigência, faria o mesmo curso.

Aquilo nos encheu de orgulho.

Nos primeiros meses da faculdade, porém, descobrimos que os estudos não seriam a única novidade na vida dele.

Ele havia se apaixonado.

Ou, pelo menos, era isso que eu começava a suspeitar.

A garota era dois anos mais nova e vinha de uma família rica. Havia entrado na faculdade por mérito e antes mesmo do esperado, algo que chamou minha atenção imediatamente.

Japa, como sempre, foi investigar.

Não por preconceito.

Por proteção.

E o que descobrimos nos surpreendeu.

Dinheiro não faltava naquela casa.

Afeto, aparentemente, sim.

O pai e a madrasta pouco se importavam com a menina. Ela ainda tinha um irmão e uma irmã que, segundo as informações que chegaram até nós, costumavam humilhá-la.

Quando contei tudo a Gael, ele ficou sério.

Disse que já havia visto o irmão mais novo puxá-la pelo braço com força.

Meu primeiro conselho foi simples:

— Tenha cuidado. Você não namora essa garota e não pode sair se metendo em problemas por alguém que mal conhece.

Ele me respondeu com aquele sorriso de canto de boca que eu conhecia muito bem.

— Eu sou um anjo, pai. O que os olhos não veem, o coração não sente.

Eu quase revirei os olhos.

Abusado.

Tinha puxado a mãe.

E aquilo me preocupava.

Porque eu conhecia muito bem a mulher com quem havia me casado.

Japa podia ser baixinha, mas conseguia colocar medo em muita gente.

Inclusive em mim.

Eu ainda tinha amor suficiente pela vida para não querer descobrir até onde ela iria para defender alguém que amava.

Só que meu conselho durou menos de vinte e quatro horas.

Naquela noite, Gael entrou em casa sorrindo.

Não era um sorriso comum.

Era aquele sorriso de quem tinha feito alguma coisa e sabia perfeitamente que deveria contar antes que descobríssemos por outra pessoa.

Olhei para ele.

— O que você aprontou?

Ele levantou as mãos.

— Calma, coroa.

— Quando você me chama de coroa desse jeito, já sei que vem problema.

Ele riu.

Sentou-se no sofá e começou a contar.

— Eu estava passando pela faculdade tranquilo. Não estava procurando confusão com ninguém. Só que aquela menina passou por mim...

Ele fez uma pausa.

— A irmã dela veio logo atrás. Começou a rir e puxou o cabelo dela.

Meu sorriso desapareceu.

Gael continuou.

A garota carregava uma maquete enorme, provavelmente um trabalho no qual havia passado horas ou até dias trabalhando. Quando a irmã puxou seu cabelo, ela perdeu o equilíbrio e deixou a maquete cair.

Tudo se quebrou.

E, em vez de ajudá-la, a irmã começou a rir.

O irmão apareceu logo depois.

E piorou tudo.

Segundo Gael, ele ainda pisou no trabalho.

— Eu não pensei, pai. Só fui até ele.

Fiquei olhando para meu filho.

— E então?

Gael deu de ombros.

— Dei um soco nele.

Fechei os olhos por alguns segundos.

— Gael...

— Ele caiu na mesma hora.

— E a irmã?

— Começou a gritar comigo. Disse que eu era louco.

Ele fez uma pequena pausa.

— Eu só olhei para ela.

— Só olhou?

— Só.

Pelo jeito como ele falou, eu sabia que aquele olhar tinha sido suficiente.

Respirei fundo.

— E o que aconteceu depois?

— Ele quis saber por que eu tinha batido nele. Expliquei.

— Explicou?

— Com toda a paciência do mundo.

Não consegui evitar uma risada.

— Claro.

— E falei que ele e a irmã iriam refazer a maquete.

— Você obrigou os dois?

— Não.

Ele abriu um sorriso.

— Só deixei bem claro que seria melhor se fizessem.

Balancei a cabeça.

— Gael, o que você fez?

— Nada, pai. Só dei uma pequena ameaça.

— Pequena?

Ele riu.

— Relaxa, coroa. Eu não machuquei ninguém.

Fiquei sério novamente.

— Eles moram na pista.

O sorriso dele diminuiu.

— Eu sei.

— E lá as coisas podem ser resolvidas de maneira muito diferente.

— Eu sei também.

Ele se levantou.

— Ninguém sabe onde eu moro. E, se descobrirem, também não vão mexer comigo tão fácil.

Aquilo não me tranquilizou.

Muito pelo contrário.

— Sua mãe já sabe disso?

Gael ficou imóvel.

Depois respondeu:

— Eu sou jovem demais para morrer.

Ele subiu as escadas rapidamente.

Eu fiquei sentado no sofá, tentando decidir se ria ou se começava a me preocupar.

Não tive tempo para escolher.

A porta da frente se abriu com força.

Japa entrou.

— GAEL!

Meu filho parou no meio da escada.

— Desce aqui agora que eu sei muito bem que você está em casa!

Olhei para ela.

— O que aconteceu, amor?

Ela apontou para mim.

— Esse garoto justiceiro aprontou na faculdade.

Fechei os olhos.

Gael apareceu devagar.

— O que houve, mãe?

— Você me diz.

Ela segurava o celular.

— Recebi um e-mail da faculdade informando que você infringiu algumas regras. Quero saber exatamente o que aconteceu.

Gael respirou fundo.

Sentou-se.

E contou tudo.

Japa ouviu em silêncio.

Quanto mais ele falava, mais vermelha ela ficava.

Quando chegou ao final, ela respirou profundamente.

— Você tem noção da confusão que isso pode causar?

Gael abaixou os olhos.

— Tenho.

— Você tem apenas dezoito anos.

Ele ficou alguns segundos em silêncio.

Então levantou o rosto.

E foi naquele momento que percebi que aquilo não era apenas uma história sobre uma briga na faculdade.

Meu filho estava realmente envolvido.

— Talvez eu ainda não saiba exatamente o que é amar, mãe.

A voz dele saiu diferente.

Mais baixa.

Mais sincera.

— Mas eu gosto muito dela.

Japa ficou quieta.

— Quando eu não vejo ela, fico preocupado. E quando encontro ela daquele jeito... com os olhos vermelhos, chorando... eu sinto vontade de simplesmente chegar perto e dizer que ela não está sozinha.

Ele engoliu em seco.

— Eu não sei explicar o que estou sentindo. Só sei que, quando ela sorri, parece que meu dia fica melhor.

Japa perdeu parte da dureza no olhar.

Eu também.

Porque naquele instante deixei de enxergar o garoto que havia dado um soco em outro estudante.

Vi meu filho.

Um jovem descobrindo pela primeira vez que gostar de alguém também significava se preocupar, proteger, respeitar e aprender a controlar os próprios impulsos.

Japa respirou fundo.

— Você sabe quem é o pai dela?

— Sei.

— E sabe que ele foi anunciado hoje como candidato a deputado federal?

Gael assentiu.

— Sei.

— Se alguma coisa envolvendo os filhos dele vier a público, isso pode causar problemas. E, se ele descobrir que você se envolveu com a filha dele...

— Eu não tenho medo dele.

— Não é sobre ter medo.

Japa se aproximou.

— É sobre entender as consequências.

Gael abaixou a cabeça.

— Eu só não quero que ele faça alguma coisa contra ela.

Foi quando Japa percebeu que havia algo ainda mais profundo por trás daquela preocupação.

— O que você pretende fazer?

Gael respirou fundo.

— Pedi o número dela.

Japa ergueu as sobrancelhas.

— E?

— Estamos conversando.

Ele sorriu discretamente.

— Eu quero ser sincero com ela. Não quero decidir nada por ela. Se ela quiser ficar perto de mim, eu vou estar aqui. Se não quiser, vou respeitar.

Japa permaneceu em silêncio.

— E se o pai e a madrasta expulsarem ela de casa?

A pergunta saiu mais séria.

Gael não hesitou.

— Se ela quiser e vocês permitirem, eu quero trazer ela para cá.

Japa abriu a boca, mas ele continuou.

— Não estou falando de morar comigo ou de qualquer coisa desse tipo. Somos jovens. Eu só quero que ela tenha um lugar seguro para ficar. Quero mostrar que ela não está sozinha.

Olhei para Japa.

Ela estava emocionada, embora tentasse esconder.

— Gael...

Ela se aproximou dele.

— Eu nunca vou virar as costas para você.

Ele levantou os olhos.

— Mesmo quando eu tiver vontade de te dar uns bons tapas por causa das suas decisões?

Ele sorriu.

— Principalmente nessas horas.

Ela respirou fundo.

— Eu vou lutar por você e te defender enquanto puder. Mas preciso que você entenda uma coisa.

Gael ficou atento.

— Não brinque com os sentimentos dessa menina.

Ele assentiu.

— Ela já sofreu demais.

Gael ficou alguns segundos em silêncio.

Então respondeu:

— Eu não quero brincar com ela, mãe.

Ele sorriu de leve.

— Quero ser o ponto de apoio dela.

Japa cruzou os braços.

— E depois?

O sorriso dele aumentou.

— Quem sabe, um dia, eu possa ser algo mais.

— Mais o quê?

Ele respirou fundo.

— Talvez o marido dela.

Japa arregalou os olhos.

— Garoto, eu ainda não estou preparada para essa fase.

Gael riu.

— Eu te amo, mãe.

— Vai para o seu quarto antes que eu mude de ideia!

Ele subiu as escadas rindo.

Ficamos sozinhos na sala.

Japa olhou para mim.

Eu olhei para ela.

E nós dois entendemos a mesma coisa.

Nosso filho havia crescido.

E, pela primeira vez, ele estava descobrindo o amor.

E talvez aquela fosse apenas a primeira de muitas mudanças que ainda estavam por vir.

Últimos Capítulos

Você Pode Gostar 😍

A Noiva do Alfa Mafioso

A Noiva do Alfa Mafioso

6.4k Visualizações · Atualizando · Flavia Roberta
A noiva do. Alfa Mafioso, trás uma história envolvente, Clara e Miguel nunca se viram, mas eles mal sabem que o destino deles já estavam escritos, mesmo quando o perigo está por perto eles não param de buscar a verdade. Terão que superar muitas fases para chegar num final feliz. Mas será que eles querem final feliz?
Refém do Don italiano

Refém do Don italiano

6.9k Visualizações · Concluído · Naira Santos
Lorenzo Vaccari manda no medo.
Jade Correia não se curva.
— Você não sabe nada sobre mim.
— Um dia vai me procurar, e vai implorar de joelhos pela minha ajuda.
Uma Noite Com Meu Chefe

Uma Noite Com Meu Chefe

4.2m Visualizações · Concluído · Ela Osaretin
Álcool e coração partido definitivamente não são uma boa combinação. Pena que aprendi isso um pouco tarde demais. Eu sou Tessa Beckett e fui dolorosamente dispensada pelo meu namorado de três anos. Isso me levou a ficar bêbada em um bar e ter uma noite de sexo com um estranho. Antes que ele me visse como uma qualquer no dia seguinte, eu o paguei pelo sexo e insultei profundamente sua habilidade de me satisfazer. Mas esse estranho acabou sendo meu novo chefe!
Grávida de uma Noite só do Meu Chefe Bilionário

Grávida de uma Noite só do Meu Chefe Bilionário

9.9k Visualizações · Atualizando · maiarafreitas1979
Comprar uma passagem só de ida para Nova York foi a única saída que Antonella Rios encontrou para enterrar a dor de uma traição cruel. Ela só não imaginava que uma única noite de impulsividade, perdida nos braços de um desconhecido de olhos hipnotizantes, mudaria seu destino para sempre.
Semanas depois, o teste positivo mudou tudo. Sem saber o nome dele e sem qualquer forma de contato, ela engoliu o medo e decidiu criar o filho sozinha na cidade grande.
Quatro anos se passaram. Antonella finalmente conseguiu respirar aliviada ao ser contratada como secretária executiva em uma das maiores multinacionais de Manhattan. O emprego perfeito. A estabilidade que ela tanto buscou. Até a porta da presidência se abrir...
Lorenzo Volkov manda no império. Um homem frio, implacável e avesso a surpresas. Ele também é o homem daquela noite.
Ele não faz ideia de que é pai. Ela sabe que um único deslize pode custar o seu sustento e o segredo que protegeu com unhas e dentes. Mas como esconder a verdade quando a mesa do escritório é pequena demais para a química perigosa que ainda queima entre os dois?
Sexy Atrás da Máscara

Sexy Atrás da Máscara

204.7k Visualizações · Concluído · Ellie Wynters
Ela se esconde atrás de ternos feios e nomes falsos. Ele já não confia em mulher nenhuma. Quando eles se encontram em um clube de sexo com máscaras, nenhum dos dois percebe que vem brigando com o outro em mesas de reunião há dezoito meses. Na Taylor Industries, ela é Joy Smith — a diretora financeira sem graça que afoga suas curvas em poliéster sem forma e usa peruca. Em casa, ela é a esposa esquecida de um advogado infiel, que não a toca há tanto tempo que ela começa a se perguntar se tem algum problema.

Quando ela encontra uma calcinha de renda rosa‑choque enfiada entre as almofadas do sofá… definitivamente não é dela, não é exatamente um coração partido que ela sente. É liberdade.

Grayson Taylor não se envolve mais em relacionamentos. Não depois de flagrar sua noiva atriz na cama com outra mulher. Agora ele canaliza tudo para aquisições hostis e reuniões de diretoria, especialmente aquelas em que sua diretora financeira exageradamente cautelosa enfrenta cada maldita compra que ele quer fazer. Joy Smith é brilhante, irritante e engraçada quando ele aperta todos os botões dela.

Mas Honey está cansada de ser invisível. Cansada de nunca ter sentido prazer de verdade. Então, quando a melhor amiga lhe passa os detalhes do The Velvet Room — o clube mascarado mais exclusivo de Manhattan — ela se promete apenas uma noite. Uma noite para descobrir se o marido tem razão, se ela é mesmo frígida, ou se só nunca foi tocada pelas mãos certas.

Ela não espera que o estranho mascarado a reclame no segundo em que ela entra. Não espera a química que explode entre os dois, o jeito como ele faz o corpo dela cantar, nem os orgasmos que a deixam tremendo. Não espera que ele lhe entregue um endereço de e‑mail com uma única ordem:

— Só eu. Ninguém mais encosta em você.
A Esposa Contratada do Bilionário

A Esposa Contratada do Bilionário

170.8k Visualizações · Concluído · Lecia Wipere
Eu posso ter o recorde mundial pelo motivo mais estranho para me casar.
Para me vingar do meu ex traidor, tive uma noite de loucura na festa de noivado dele.
Meu delicioso erro? Ele—o CEO mais rico e implacável da cidade.

Agora, ele está me chantageando para um contrato de casamento temporário.
Ele precisa de uma esposa para cumprir sua própria agenda. Eu preciso escapar da minha vida que está desmoronando.

O acordo era simples: sem sentimentos e uma separação limpa em cinco meses.
Mas o homem que exigiu esse arranjo agora está quebrando todas as regras.
Ele disse que isso era negócio, então por que está lutando para tornar nosso casamento temporário permanente?
A Bailarina no Morro

A Bailarina no Morro

683 Visualizações · Concluído · Déborah Natália
Em uma comunidade marcada por desafios, uma simples ação solidária desperta esperança onde muitos já haviam desistido de sonhar. O que parecia ser apenas um gesto de bondade acaba cruzando os caminhos de pessoas completamente diferentes, unindo destinos que jamais imaginariam se encontrar.
Enquanto aprendem a enfrentar as dores do passado, descobrir o valor da confiança e superar preconceitos, eles percebem que o amor verdadeiro nasce dos atos mais sinceros. Entre escolhas difíceis, recomeços e emoções intensas, cada passo revela que até os corações mais feridos podem encontrar um novo motivo para acreditar.
Porque, às vezes, basta um único gesto de amor para transformar vidas e mudar uma história para sempre.
O CEO Acima da Minha Mesa

O CEO Acima da Minha Mesa

1m Visualizações · Concluído · McKenzie Shinabery
“Você acha que ela precisa de você”, ele diz.

“Eu sei que precisa.”

“E se ela não quiser esse tipo de proteção?”

“Ela vai querer”, eu digo, baixando um pouco a voz. “Porque ela precisa de um homem que seja capaz de dar o mundo a ela.”

“E se o mundo pegar fogo?”

Minha mão se fecha de leve na cintura de Violet.

“Então eu construo um novo pra ela”, eu respondo. “Mesmo que eu tenha que queimar o velho com as minhas próprias mãos.”

Eu não trabalho para Rowan Ashcroft.
Eu trabalho abaixo dele.

Da minha mesa, eu decido quem consegue acesso ao CEO mais implacável da cidade e quem nunca passa da recepção. Eu administro o tempo dele, o silêncio dele, os inimigos dele. Eu mantenho o mundo dele funcionando enquanto o meu desaba em silêncio sob contas atrasadas, uma mãe internada numa clínica de reabilitação e um irmão que sumiu sem nem se despedir.

Rowan Ashcroft é poder embrulhado num terno sob medida.
Frio. Intocável. Impiedoso.
Ele não flerta. Não sorri. Não enxerga pessoas, só utilidade.

E por muito tempo, eu fui apenas útil.

Até que ele começou a me observar.

No começo, a mudança na atenção dele é sutil. Uma pausa longa demais. Um olhar que se demora. Ordens que me puxam para mais perto em vez de me manterem à distância. O homem que fica de pé acima da minha mesa começa a controlar mais do que a minha agenda, e eu percebo tarde demais que ser notada por Rowan Ashcroft é muito mais perigoso do que ser ignorada.

Porque homens como ele não desejam afeto.
Desejam posse.

Era pra ser só um emprego.
Não um teste dos meus limites.
Não uma descida lenta e calculada para dentro da autoridade dele.

Mas se Rowan Ashcroft decidir que eu pertenço debaixo da mesa dele, que seja.
Sobreviver tem um preço, e as contas não querem saber como eu pago.
O Don da Máfia Implora para Eu Voltar

O Don da Máfia Implora para Eu Voltar

182.3k Visualizações · Concluído · Claire
Cinco anos de casamento. Elara encontrou um laudo de compatibilidade cardíaca no escritório do marido, Damian. Só então percebeu que Damian Montgomery — o mais jovem chefão da máfia italiana da história — a amara e a valorizara todos esses anos por um único motivo: transplantar o coração dela para a mulher que ele realmente amava, Vivian.

Damian segurou o queixo dela com frieza. “O estado da Vivian piorou. A cirurgia está marcada para daqui a um mês. Não se preocupe — vou encontrar o melhor jazigo para você e vou garantir que sua família fique bem amparada. Você precisa entender: se não fosse pelo seu coração, você nunca poderia ter virado minha esposa, nunca poderia ter se tornado a Sra. Montgomery. Você aproveitou anos de uma vida luxuosa. Agora é hora de retribuir.”

Até o filho que ela criara com as próprias mãos gritou com ela: “Por que você simplesmente não morre? Se você morrer, seu coração pode ir pra Vivian! Eu quero que a Vivian seja minha mãe!”

Elara desmoronou. Mas não estava completamente destruída.

Ela enfiou o acordo de divórcio no meio de uma pilha de contratos que precisavam da assinatura de Damian. Ele não leu com atenção. Assinou. Agora, ela estava livre.

Elara aceitou a proposta — Avaliadora-Chefe de Joias, um salário anual de sete dígitos. Deu a si mesma um mês para se despedir dos cinco anos que perdera. Foi se retirando da vida de Damian e da vida de Caleb, pouco a pouco, até não restar nada dela.

Até aquela noite, quando Damian assistiu, impotente, a uma bala rasgar o ombro dela e ela despencar nas águas geladas do Atlântico.

“Não! Elara! Você não tem permissão pra morrer!”

Naquele instante, Damian finalmente entendeu — em algum ponto ao longo daqueles cinco anos, ele já tinha se apaixonado por Elara. E uma certa verdade em que sempre acreditara se inverteu depois que Elara foi embora.

Ele estava errado. Terrivelmente errado. Errado desde o começo. Esse chefão da máfia, orgulhoso, nobre e implacável, foi consumido pelo remorso e jurou passar o resto da vida em expiação — para reconquistar Elara, que perdera até o último fiapo de fé nele.

“Elara, eu imploro. Volta. Volta pra mim e pro Caleb.”

“Mamãe, me desculpa. Por favor, não me abandona.”

Quando Elara — agora uma figura internacional, admirada e adorada por incontáveis pessoas — fica frente a frente mais uma vez com o homem que um dia amou de todo o coração e com o filho que um dia desejou a morte dela, que escolha ela fará?
O CEO QUE ME SALVOU QUER MEU AMOR

O CEO QUE ME SALVOU QUER MEU AMOR

1.6k Visualizações · Atualizando · Juan Acosta
Anastasia suporta cruelmente a violência que sofre por culpa do homem a quem se entregou enganada por amor.
Ela se sente como a Cinderela presa em um castelo escuro sem saída, até que o CEO mais poderoso e arrogante se fixa nela e, sem pensar duas vezes, se torna sua salvação.

No entanto, o que ela não sabia é que o CEO quer seu amor, seu corpo e sua alma.
As marcas do passado não a deixarão em paz. Seu ex quer tê-la de volta, mas ela se tornou forte o suficiente para enfrentar seu passado — e não está mais sozinha.

O CEO que salvou sua vida está disposto a dar tudo por ela… e a incendiar o mundo inteiro por ela.
Despertar - Companheiro Rejeitado

Despertar - Companheiro Rejeitado

15.1k Visualizações · Concluído · Leanne Marshall
Alora Dennison é uma criança órfã de uma linhagem envergonhada, sobrevivendo na antiga alcateia de sua família. Na aurora de sua transição para a idade adulta, em uma reviravolta inesperada do destino, ela imprime-se no companheiro com quem será ligada para a eternidade. Apenas ele não é o homem dos seus sonhos. Ele é o único em todo o estado com quem ela nunca teria desejado se ligar. Colton Santo é o arrogante e dominante filho do Alfa de uma alcateia rival, que está destinado a unir as alcateias e reinar em um único reino. Ao longo dos anos, seu desprezo por ela e por qualquer um de sua linhagem tem sido evidente. O tratamento que ela recebeu de sua alcateia a empurrou para viver em quase isolamento, temendo por sua existência. E agora, na aurora de seu despertar, diante de todos os presentes, eles veem sua impressão no futuro líder deles. O destino assim decretou, mas todos ao seu redor estão prestes a tentar impedi-lo. O destino também não está prestes a facilitar as coisas para ela, pois uma guerra há muito esquecida irrompe em suas terras, trazendo um inimigo ancestral com sede de sangue de volta ao centro da vida licantropa. Ela sobreviverá tempo suficiente para descobrir por que carrega uma marca negra em sua linhagem durante toda a sua vida? E por que o pai de Colton está tão ansioso para vê-la morta? Colton irá se posicionar e honrar o vínculo, ou será ele quem dará o golpe final?
Vendida Ao Rei da Máfia

Vendida Ao Rei da Máfia

39.2k Visualizações · Concluído · hazelhwinchester
Damian De Santis nunca precisou de amor. Herdou o império do pai aos vinte e cinco anos, junto com o sangue nas mãos e um trono que ninguém ousa disputar. Chamam-no de Rei da Máfia, e ele usou o título como uma sentença, isolando o coração atrás de contratos, dívidas e ameaças. Até a noite em que uma dívida qualquer lhe entregou, sem querer, a única coisa que o dinheiro nunca havia comprado: um motivo para sentir alguma coisa.

Isabella Bellatorre não pediu para ser moeda de troca. Filha de pais desesperados, ela se vê arrastada para dentro do mundo do homem mais temido da cidade, presa por um contrato que ele mesmo redigiu, um contrato que não lhe dá o direito de dizer não. Mas Isabella não é o tipo de mulher que se curva. Cada ordem dele encontra um desafio na resposta dela, cada tentativa de controlá-la esbarra em um orgulho que ele jamais viu em ninguém.

Ele quis comprá-la. Acabou sendo conquistado.

Entre ameaças sussurradas como juras e desejo disfarçado de posse, Damian vai descobrir que existe algo mais perigoso do que uma guerra entre famílias: uma mulher que se recusa a ter medo dele. E Isabella vai aprender que, às vezes, a jaula mais bonita ainda é uma jaula, e o carcereiro pode ser o único capaz de arrancá-la de dentro dela mesma.

Um contrato os uniu. O desejo vai decidir se algum dos dois sai vivo do próprio coração.