Jogo de Submissão

Jogo de Submissão

Nia Kas · Concluído · 183.7k Palavras

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Introdução

"Deixa eu provar sua buceta!"

Eu enfio minha língua o mais fundo possível dentro dela. Meu pau latejava tão forte que tive que alcançar e acariciá-lo algumas vezes para ele se comportar. Eu chupei sua buceta doce até ela começar a tremer. Lambi e mordisquei ela enquanto provocava seu clitóris entre meus dedos.


Tia não fazia ideia de que seu criado-mudo seria mais do que ela poderia lidar.

Quando ela se depara com o mesmo caso de uma noite em seu novo emprego, que por acaso é o único e inigualável Dominic, o chefe de sua chefe. Ele a quer e quer que ela se submeta, mas a vida profissional deles fica em perigo quando ela se recusa a ceder, e ele não aceita um não como resposta. A gravidez repentina e o desaparecimento de uma ex-namorada deixam todos chocados, e o relacionamento deles chega a um impasse. Quando Tia desaparece uma noite e fica traumatizada, Dominic fica sem respostas e miserável.

Tia se recusa a recuar e se recusa a desistir do homem que ela quer, e ela fará de tudo para garantir que o mantenha. Ela encontrará a pessoa que a machucou e fará com que paguem pelo que fizeram.

Um romance de escritório que te deixa sem fôlego. Dominic tem como objetivo fazer Tia se submeter a ele e, depois de tudo pelo que Tia passou, só o tempo dirá se ela se submeterá a ele ou não. Eles podem ter um final feliz juntos ou tudo irá por água abaixo.

Capítulo 1

⚠️ AVISO DE CONTEÚDO

Este livro é um romance sombrio com cenas gráficas que podem ser gatilho para alguns leitores.

Os temas incluem:

Agressão sexual e estupro

Sequestro e cárcere

Violência gráfica e assassinato

Trauma psicológico severo

Recomenda-se fortemente discrição ao leitor. ---

Tia

Aquilo ia dar ruim. Eu estava em casa com a Mel e as outras, tomando vinho.

— Vamos pra balada, Tia.

— Não dá. Eu começo no meu emprego novo na segunda-feira e eu realmente não preciso ficar de ressaca, Mel. — Eu não estava nem um pouco a fim de sair.

Dois dias atrás eu tinha a vida perfeita. Eu tinha acabado de conseguir o emprego dos meus sonhos como diretora de Marketing e de Projetos na Chase Organisation. Eu ralei muito nos últimos dois anos pra chegar aqui. O que eu não contava era com o Jason, meu agora ex-namorado, me traindo.

Ele também não esperava ser pego. Eu cheguei mais cedo do trabalho porque era meu último dia e encontrei ele na cama com a secretária. Nem preciso dizer que eu coloquei ele pra fora e, quando a Mel e as outras chegaram, elas praticamente expulsaram ele dali.

— Vai, Tia, por favor.

— Tá, tá bom. A gente vai pra balada. — Eu podia, sim, usar um pouco de diversão e relaxar, nem que fosse por uma noite. Depois que a gente se arrumou e saiu, elas ficaram debatendo pra onde queriam ir.

— Aaah, tem uma balada nova.

— Onde?

— Eu passo o endereço. — Eu olhei pra Cassie. — Cassie, é melhor não ser nenhum lugar esquisitão, porque a gente sabe que você gosta dessas coisas estranhas.

— Ah, qual é.

Eram oito da noite, porque a gente já tinha enrolado demais decidindo qual balada escolher. A gente começou a beber, o que era totalmente normal pra nós; quando a gente se juntava, sempre se divertia. Eu perdi a noção do tempo. Não sei quantas horas depois… A gente estava na pista, dançando, quando eu senti ele atrás de mim. Eu não sabia quem era, mas eu senti a presença de alguém bem perto.

Quando eu me virei, fiquei cara a cara com ele. Ele só me olhou e sorriu; então se aproximou e sussurrou no meu ouvido:

— Eu te quero.

— Sim — eu respondi, sem nem pensar.

Eu não me importei. Ele só pegou na minha mão e me puxou mais pra dentro da balada.

— Qual é o seu nome, princesa?

— Tia. E o seu?

— Dominic.

— Pra onde a gente está indo?

— Pro meu escritório.

Eu só fui. No segundo em que a gente entrou no escritório dele e a porta se fechou, as mãos dele estavam em mim. Eu não conseguia colocar em palavras o que ele me fazia sentir. Ele me curvou sobre a mesa enquanto me dava prazer. Os sons que enchiam a sala eram de prazer.

Eu não estava completamente bêbada, mas estava bêbada o bastante pra escapar dele. Eu encontrei a Mel, a Cassie e a Leah no bar.

— Onde diabos você estava? — Eu só sorri.

— A gente achou que o bonitão tinha te sequestrado, sei lá — falou uma delas.

— Nada. Eu só despistei ele. Que horas são?

— Uma da manhã. E, além disso, a Leah está bêbada.

— Tá, vamos embora. Eu também estou acabada. Eu trabalho na segunda.

Depois que a gente saiu, fomos todas pra casa, garantindo que a Leah chegasse primeiro, porque ela estava completamente fora de si. Quando eu cheguei em casa, tomei um banho e fui direto pra cama. Apaguei em poucos minutos.

Na segunda de manhã eu acordei às sete. Hora de me preparar pro trabalho. Às oito em ponto, eu entrei no estacionamento subterrâneo da empresa e subi pro nono andar, onde ficava meu escritório. Eu já tinha ido na sexta e conhecido um dos outros diretores, que me apresentou pra todo mundo, me mostrou minha sala e providenciou meus acessos.

O mais bizarro é que a Chase Organisation é — ou era — comandada por Marcus Chase, 54 anos, mas uma semana atrás ele passou a empresa pro filho. Dominic Chase. E ninguém sabia como ele era.

Eu queria saber pra quem eu ia trabalhar, então a Mel e as meninas me ajudaram a procurar ele nas redes sociais, mas não tinha nada. Dominic Chase não ia a eventos sociais; ele só trabalhava. O nome dele aparecia em algum acordo comercial ou outro, mas nunca tinha foto.

Isso não me incomoda. Além do mais, eu vim pra trabalhar, e é isso que eu vou fazer.

Quando saí do elevador, vi Tatiana, minha assistente.

— Bom dia, senhorita Sommers, feliz em ter você a bordo. Aqui, eu trouxe um café pra você.

— Bom dia, Tatiana. Obrigada. Por que você não vem comigo até a minha sala? Vamos conversar um pouco, já que você vai me ajudar.

Depois que chegamos ao meu escritório, eu só fiquei olhando em volta por um minuto. Era inacreditável que eu estivesse mesmo ali, então parei um instante pra aquilo cair a ficha.

— Senhorita Sommers, você quer falar comigo?

— Ah, sim, desculpa. Senta, por favor.

Esperei até ela se sentar e então me acomodei na minha cadeira.

— Primeira coisa: por favor, me chama de senhorita Tia, não de Sommers. E você não precisa me trazer café, eu dou conta disso sozinha. Não tô sendo grossa nem maldosa. Mas você tem um trabalho pra fazer, e eu não espero que você fique fazendo recado pra mim ou pra qualquer outra pessoa, a menos que seja pra um gerente, diretor ou pro CEO.

Ela só me olhou com uma cara estranha.

— Uau… hã… obrigada. É que a nossa última… bom, a última chefe mandava a gente fazer os recados dela, cuidar da vida pessoal dela… todo mundo no escritório.

— Então você pode garantir pros outros que eu só quero que eles trabalhem e sejam produtivos. E tenho certeza de que a gente vai trabalhar muito bem junto.

— Eu também acho, senhorita Tia. Você ficou sabendo da novidade?

— Eu acabei de chegar. E tô contando com você pra me manter por dentro de toda a fofoca e boato.

— Na sexta-feira, o senhor Chase anunciou que, a partir de hoje, Dominic Chase vai começar no escritório e vai se apresentar a todos os chefes de departamento.

— Então é melhor a gente apertar os cintos e torcer pelo melhor.

— Certo. Vou pegar as pastas pra você, e você pode avisar sua equipe do que eles vão fazer.

— Obrigada, Tatiana.

Às nove, eu já estava com toda a equipe de marketing no meu escritório. Éramos doze, contando comigo.

Depois que todos se apresentaram, a gente mergulhou no trabalho.

— Então, o primeiro projeto é um anúncio pra vodka.

— Eles querem vodka de mirtilo? Quem bebe essa porcaria?

Eu só ri.

— Bom, acho que todo mundo beberia se não fosse azul.

Isso arrancou risadas.

— Certo. Jane e Chris, vocês dois ficam com o design. Mark e Steve, teste de sabor. Eu vou dar um jeito de vender essa porcaria. Vamos trabalhar, pessoal.

Eu estava sentada sozinha no meu escritório, revisando as exigências, quando Tatiana bateu na porta.

— Sim, Tatiana?

— O senhor Chase está aqui pra se apresentar.

Droga, eu tinha esquecido disso.

— Tá, vamos ver o que o bilionário quer.

Fechei o zíper da minha calça e saí do escritório, seguindo Tatiana. Eu estava de cabeça baixa, sem prestar atenção. Só levantei o olhar quando ouvi Tatiana… e quase afundei no chão.

Eu me vi encarando o rosto do homem misterioso da boate.

— Senhorita Sommers, este é o senhor Dominic Chase, nosso CEO. Senhor Chase, esta é a senhorita Tia Sommers, nossa nova diretora de marketing e desenvolvimento.

Ele apenas ficou ali, sorrindo pra mim.

Eu xinguei em silêncio, entre dentes. Mas, ainda assim, apertei a mão dele.

— É um prazer conhecê-lo, senhor Chase. Espero que a minha equipe e eu entreguemos um trabalho à altura dos seus padrões.

— Bom… pelo que eu tô vendo, acho que você vai ser perfeita.

Depois de mais algumas palavras com os outros, voltei pro meu escritório. Assim que entrei, fechei as persianas e comecei a me repreender.

Que porra… meu Deus, eu tô muito ferrada. Calma. Eu não sabia quem ele era, e ele também não sabia quem eu era. Aquela noite foi só uma vez. Eu estava bêbada. E não acho que ele me reconheceu. O principal é que não pode acontecer de novo, e não vai. Eu não vou deixar isso acontecer.

Parei de pensar nisso porque, sinceramente, só me dava dor de cabeça. Trabalhei durante o almoço; perdi o apetite.

Lá pelas quatro, Tatiana entrou no meu escritório.

— Senhorita Tia, o senhor Chase quer ver você no escritório dele.

— Obrigada. Já vou.

Maravilha. O que ele queria agora? O escritório dele ficava no décimo quinto andar. Quando saí do elevador, a secretária dele só me encarou. Eu conhecia aquele olhar; eu já tinha recebido aquele olhar muitas vezes. Ela era ruiva. Que diabos ela estava vestindo? Parecia um vestido colado no corpo.

— Eu vim falar com o senhor Chase.

Ela abriu um sorriso falso, daqueles bem ensaiados.

— O senhor Chase está esperando você.

Eu não ia gastar um “obrigada” com ela. Quando entrei na sala dele, ele estava em pé, encostado na mesa, bonito e gostoso pra caramba.

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