Mãe solteira, amor em dobro.

Mãe solteira, amor em dobro.

Sergio Rocha · Concluído · 156.8k Palavras

1.2k
Popular
63.2k
Visualizações
2.4k
Adicionado
Adicionar à Estante
Começar a Ler
Compartilhar:facebooktwitterpinterestwhatsappreddit

Introdução

Berenice Swan é uma jovem mãe solteira que teve uma vida difícil e dedica a vida ao amado filho, que é sua única motivação para continuar. Fechada para o amor, não quer se envolver de novo com nenhum homem depois de ter sido abandonada por aquele que lhe jurou amor eterno.

Emerson Harker é um homem milionário, de atitude fria e despótica, que perdeu os pais e, depois disso, se tornou um sujeito desconfiado do mundo. No entanto, a vida dos dois vai mudar quando o destino reunir chefe e assistente fora do ambiente de trabalho, e seus caminhos acabarem entrelaçados. Emerson vai aprender a confiar nos outros nos braços daquela mãe solteira e de seu pequeno filho.

Capítulo 1

8:35 da manhã. Meu Deus, vou me atrasar de novo! Seria a terceira vez nesta semana, e embora não fosse completamente minha culpa, sabia que as desculpas não importavam mais. Fazia de tudo para chegar a tempo, mas a vida parecia conspirar contra mim todas as manhãs.

— Anda logo, Dante, rápido, ou vamos perder o ônibus! —disse ao meu pequeno, segurando sua mão com suavidade, mas com urgência.

— Hoje a tia Rose não vem? —perguntou com aquela vozinha que sempre conseguia me derreter.

— Não, meu amor, a tia Rose tem que trabalhar cedo. Vamos só nós dois —respondi enquanto terminava de guardar seu lanche na mochila, um gesto já rotineiro, mas que nunca perdia sua ternura.

Saímos do apartamento como um furacão. Por sorte, o ônibus não demorou a chegar. Descemos na parada próxima ao jardim maternal e caminhamos com passos rápidos sob o sol da manhã. Quando olhei no relógio, senti um aperto no peito: nove horas em ponto. A hora exata em que eu deveria estar sentada na minha mesa.

— Oi, Berenice. Oi, Dante —nos cumprimentou Antonella na entrada, com um sorriso compreensivo.

— Oi, Antonella. Vou buscá-lo às cinco e meia —disse, tentando soar tranquila—. Tchau, meu amor, comporte-se —me abaixei, dei um beijo no topo da sua cabeça e senti suas mãozinhas se agarrando à minha blusa por um instante.

— Eu também te amo, mamãe —murmurou antes de entrar no jardim com passinhos pequenos.

Odiava deixá-lo. Com apenas três anos, já entendia demais sobre despedidas. Minha irmã, Rosario, estava cobrindo um turno matutino e não podia me ajudar esta semana. Se eu perdesse esse emprego, não saberia como sustentá-lo.

Peguei o metrô, novamente. Desta vez a viagem foi rápida. Corri pelas ruas como se estivesse sendo perseguida, o coração batendo forte no peito. Ao entrar no prédio, ignorei o elevador e subi as escadas de dois em dois degraus. Cheguei ao meu posto sem fôlego, o cabelo grudado na testa. Eram nove e meia. Andava distraída, olhando para o chão, e esbarrei em algo firme e imóvel.

Ao levantar o olhar, deparei-me com aqueles olhos azuis e frios, a testa franzida, a boca em uma linha fina de desaprovação.

Não, hoje não.

— Berenice —disse Emerson Harker com uma voz que não deixava espaço para réplicas—. Terceiro dia consecutivo. Tive que atender suas ligações. Você acha isso aceitável?

— Não, senhor Harker —respondi, abaixando o olhar. Sentia o peso de sua autoridade como um muro.

— Eu te contrato para trabalhar, não para eu fazer seu trabalho. Se você ainda está aqui, é porque é boa no que faz. Mas até o bom tem limites —seu olhar era um iceberg—. Apenas me passe o urgente hoje. Não tolero interrupções.

— Sim, senhor.

— Que seja a última vez —acrescentou, virando-se, me deixando tremendo diante de sua porta fechada.

Sentei-me na minha cadeira, respirando fundo. Emerson Harker, o "geleira". Todos o conheciam assim: frio, calculista, inacessível. Mas também era meu sustento, a razão pela qual Dante podia ter uma infância tranquila. Aguentaria o que fosse necessário.

— Hoje ele veio mais mal-humorado do que o normal, não acha? —Jessica se aproximou da minha mesa, baixando a voz como se o próprio Harker pudesse nos ouvir através das paredes.

— Sim, é verdade —suspirei, passando os dedos pela borda dos papéis que revisava—. Mas você sabe como é; a gente acaba se acostumando até com os trovões.

—Não sei como você aguenta, Berenice —disse, balançando a cabeça com uma mistura de admiração e pena—. Eu, na primeira, já teria mandado ele ir plantar batatas.

Um sorrisinho escapou. —Não tenho outra escolha, Jess. Em nenhum outro lugar me pagariam o suficiente para sustentar o Dante sem precisar trabalhar em dois empregos ao mesmo tempo. Pelo menos aqui, mesmo com o chefe sendo um iceberg, posso dar alguns luxos ao meu filho.

—Você tem razão —reconheceu Jessica, e sua expressão se suavizou—. O iceberg serve para algo bom, pelo menos. Mas eu, sinceramente, não aguentaria nem um dia sendo sua secretária. Eu te admiro, e também te compadeço, amiga.

—Tem que ver o lado positivo de tudo —disse, dando de ombros, um gesto que já era quase automático—. E você? Como estão Fernando e Clarise?

—Crescendo que dá até medo! —seu rosto se iluminou na hora—. Daqui a algumas semanas, é o aniversário do Fernando, você sabe. Claro que você e Dante estão mais que convidados.

—Muito obrigada —respondi, e desta vez o sorriso foi genuíno—. Dante vai ficar muito feliz. Ele adora brincar com o Fernando.

Jessica era uma das poucas pessoas naquele lugar a quem eu podia chamar de amiga. Mãe de duas crianças lindas —Fernando, que logo faria quatro anos, e Clarise, de apenas dois—, ela foi um porto de normalidade no meio do mar gelado da Corporação Harker. Dante e Fernando se davam muito bem, e aquelas tardes de brincadeira eram um luxo que eu guardava com carinho. Jess foi uma das primeiras a me estender a mão quando cheguei, perdida e sobrecarregada, há dois anos. Ela já estava na empresa há mais de três anos e me ensinou, com paciência de santa, o ritmo implacável que se respirava aqui. Eu devia muito a ela e à sua família, que me ajudaram a encontrar meu caminho quando essa cidade ainda me parecia um labirinto de cimento.

Bip!

O intercomunicador da minha mesa piscou com uma luz vermelha, seguido da voz seca e sem inflexões que eu já conhecia bem demais.

—Berenice. No meu escritório. Agora.

Jessica me lançou um olhar de “boa sorte” entre zombeteiro e compassivo.

Revirei os olhos para o céu, mentalmente contando até três, e me dirigi para a porta de madeira escura que todos evitavam. Toquei com os nós dos dedos, sentindo a solidez do material.

—Entre —soou de dentro.

Abri e cruzei o limiar. O ar aqui sempre parecia mais frio.

—Senhor Harker —disse, mantendo meu tom profissional, aquele que eu praticava até no espelho.

—Sente-se —ordenou sem levantar os olhos da tela. Obedeci na hora, com as mãos no colo—. O que temos na agenda para amanhã?

—Reunião com o senhor Eleazar Esposito às onze da manhã —recitei de memória—, e à noite, a festa de inauguração do novo Hotel Grand Luxe, no centro.

Ele, como sempre, tinha os olhos cravados nos relatórios. Às vezes eu me perguntava se ele realmente lembrava como era meu rosto, ou se apenas reconhecia o som da minha voz entre as demais.

—Ah, sim. Eu lembro —murmurou, finalmente desviando o olhar do computador para fixá-lo em mim. Era um olhar avaliador, frio—. Muito bem. Amanhã preciso de você aqui às oito em ponto. Quero que me ajude a refinar o discurso para a gala. Você é boa nessas coisas.

O silêncio se tornou pesado por alguns segundos. Minha mente correu mais rápido que o metrô: Dante, a creche que abria às oito e meia, a impossibilidade de deixá-lo antes...

— Senhor Harker — comecei, sentindo como meus dedos se enroscavam nervosamente —. Desculpe, mas... não seria possível o senhor vir no meu horário habitual? Eu posso ficar mais tarde hoje e trabalhar no discurso, mas chegar às oito... é materialmente impossível para mim.

Ele deixou a caneta que segurava sobre a mesa com um baque seco.

— Berenice, vamos esclarecer uma coisa — disse ele, e sua voz baixou de temperatura vários graus —. Aqui, quem dá as ordens sou eu. Seu contrato é muito claro: disponibilidade total, vinte e quatro horas, se necessário. E agora, mais ainda, porque a partir de hoje seu cargo não é apenas de secretária. Você é também minha assistente pessoal.

Meus olhos se arregalaram. — Assistente... pessoal?

— Exatamente. Você é a pessoa mais eficiente deste andar, e eu preciso de você para ambas as funções. Não se preocupe, haverá um aumento adequado — acrescentou, como se estivesse falando de um ajuste com um fornecedor e não da minha vida —. Então, repito: preciso de você disponível. Começando amanhã às oito. Nem um minuto a mais, nem um a menos. Pode se retirar.

Fechei a boca, engolindo as palavras — e a raiva — que ferviam na minha garganta. Não havia mais nada a dizer.

O restante do dia passou em um turbilhão de chamadas automáticas e papelada. Às cinco em ponto, saí disparada como de costume. Meu verdadeiro trabalho, aquele que dava sentido a todo o resto, começava agora.

A creche era um oásis de barulho e cor. E lá, no meio de tudo, estava o rostinho que dissipava qualquer nuvem.

— Mamãe! — Dante veio correndo, seus sapatinhos fazendo um barulhinho rápido contra o chão.

— Oi, meu amor! — ajoelhei-me e o envolvi em um abraço, inalando seu cheiro de bebê e bolachas —. Você foi bem?

— Eu te amo muito, mamãe — sussurrou, enterrando o nariz no meu pescoço.

— E eu te amo mais, meu vida — dei um beijo em seu cabelo, macio e bagunçado —. Pronto para ir para casa?

— Siiim! — saltou de emoção, segurando minha mão.

Despedimo-nos de Antonella e começamos a viagem de volta. O ônibus, fiel à sua natureza imprevisível, demorou quase quarenta minutos. Mas finalmente chegamos, e o aroma de comida caseira nos recebeu na porta.

— E quem é essa criança linda? — cantou Rosario, minha irmã, da cozinha. Dante soltou uma risada e correu para abraçá-la.

— Oi, tia Rose!

— E eu? Não mereço cumprimentos? — reclamei, fingindo zangada.

— Ah, é mesmo. Vamos lá, Dante, cumprimentar sua mãe antes que ela fique triste — disse ela em um "sussurro" teatral —. Oi, Beri — aproximou-se e me deu um beijo na bochecha.

— Estou com fome — anunciou Dante, apontando para a barriga com seriedade.

— Então venham, senão esfria — disse Rose, nos guiando para a sala de jantar.

Enquanto jantávamos a deliciosa comida que minha irmã havia preparado, senti um momento de paz. Rosario, dois anos mais velha que eu, era minha rocha. Estávamos morando juntas em Chicago há três anos, após deixar para trás nosso pequeno vilarejo, Forks. Eu havia chegado pouco antes de Dante nascer, uma reviravolta agridoce do destino que trouxe luz após uma profunda escuridão. Nossos pais haviam falecido quando eu ainda era muito jovem, e Rose teve que assumir tudo, até mesmo deixando seu sonho de ser chef. Agora, felizmente casada com Ernest, o dono do restaurante onde trabalhava, ela havia construído uma nova vida, e me acolheu nela sem hesitar.

—Oi, pessoal! —Ernest entrou na casa com sua energia habitual.

—Tio Urso! —gritou Dante, abandonando sua cadeira para se lançar em seus braços.

—E aí, campeão? Como você está? —ele o ergueu em direção ao teto, fazendo-o girar entre risadas.

—Ernest, abaixa ele, por favor —interveio Rose, embora com um sorriso—. Ele acabou de jantar.

—Certo, certo —rindo, ele baixou o menino com cuidado antes de vir me cumprimentar—. Tudo bem, Berenice?

Mais tarde, depois de dar banho no Dante e de tomar uma ducha eu mesma, a ansiedade voltou. Com um nó no estômago, fui à sala, onde Rose assistia televisão.

—Rose... —chamei, sentindo-me desajeitada.

—Diga —respondeu ela, se virando. Seu olhar era tão caloroso e familiar que por um segundo me transportou à infância.

—Preciso te pedir um favor enorme —disse, olhando para o chão—. Odeio isso, mas não tenho alternativa.

—O que você precisar, você sabe disso.

—Amanhã meu chefe exige que eu esteja lá às oito em ponto. É impossível levar o Dante à creche a tempo. Você pode... levar ele? Sei que é pedir muito, que você tem seu trabalho...

—Berenice —ela me interrompeu suavemente—. Ele é meu sobrinho. Eu faço alguém cobrir meu turno. Não é problema algum.

A gratidão me inundou. —Obrigada, Rose. De verdade, não sei o que faria sem você.

—Para isso estamos aqui —me abraçou—. Mas o que está acontecendo? Você está com cara de quem está preocupada.

—É tudo... isso —soltei, a frustração borbulhando—. Não passo tempo suficiente com meu filho, e agora esse iceberg me nomeou sua assistente pessoal. Vou ter ainda menos horas livres.

—O quê?! —exclamou, se afastando para me olhar melhor.

—Sim —suspirei, cobrindo o rosto com as mãos—. Tudo fica mais complicado.

—Respira, Beri. Pelo Dante, você aguenta. Ele sabe que você o ama, e tudo isso é por ele —suas palavras eram um bálsamo, justo quando o pequeno em questão apareceu no marco da porta, esfregando um olho.

—Mamãe, estou com sono.

—Vamos, então —disse, levantando-me e carregando-o—. Vamos dar boa noite.

—Boa noite, tios —murmurou Dante, entre um bocejo e um sorriso.

Uma vez no nosso quarto, vesti-o com seu pijama listrado e o deitei no centro da cama que compartilhávamos. Me deitei ao seu lado e comecei a cantarolar sua canção de ninar, a de sempre.

—Você me conta uma história? —pediu, já meio dormindo.

—Qual você quer?

—O Pequeno Príncipe —disse, e uma dor familiar e aguda me atravessou o peito. Segurei as lágrimas que ameaçavam cair.

—Esse era o favorito do papai, né? —perguntou com sua voz sonolenta.

—Sim, querido. Esse mesmo —consegui dizer, buscando o livro na estante.

Li para ele até sua respiração se tornar lenta e profunda. Me inclinei e deixei um beijo em sua testa.

Ele era meu tudo. A razão para suportar dias cinzentos e olhares gelados. Ser mãe solteira era uma batalha constante entre a culpa e a determinação, entre o cansaço infinito e o maior amor que eu já conheci.

Por que a vida tinha que nos tirar quem mais amávamos, deixando-nos navegar às cegas?

Enxuguei uma lágrima furtiva, pus meu pijama e me enrosquei ao redor de seu pequeno corpo, sentindo como seu calor afastava o frio do mundo. Na penumbra, uma pergunta antiga sussurrou em minha mente antes que o sono me vencesse por completo:

Por que você nos abandonou?

Últimos Capítulos

Você Pode Gostar 😍

Casamento arranjado: O Príncipe e eu

Casamento arranjado: O Príncipe e eu

233.3k Visualizações · Concluído · Kudzai Mukoyi
“Não vou mais tolerar seu comportamento insolente, garoto. Você trouxe isso para si mesmo. Você marcou esta jovem e agora deve tomá-la como sua.”

Nesse instante, Ziza sentiu seu coração encolher, morrer e afundar profundamente no fundo de seu estômago ácido. Tomá-la como sua? Sua mão em casamento? Certamente o rei não seria tão cruel a ponto de dar sua mão em casamento ao seu filho bestial.

Ela acabou de perder o emprego, perdeu o namorado e foi torturada por seus meio-irmãos e pela mãe deles. E isso era o que ela recebia—casar-se com um príncipe implacável e frio que a esbofeteou e insultou?!

Será que ela teria ao menos um vislumbre de esperança nesse casamento arranjado?
Srta. Maxwell Eu Quero Você Agora

Srta. Maxwell Eu Quero Você Agora

58.2k Visualizações · Atualizando · Molly Mae
Quando Sarah é forçada a aceitar um pedido de casamento no lugar de sua meia-irmã, Veronica, ela nunca imaginou que o homem seria Edward Huxley.

Edward Huxley, o formidável dono da Huxley Airline and Shipping Company e o solteiro bilionário mais cobiçado do país, fica chocado e enfurecido ao descobrir que a mulher em sua cama não é Veronica, como ele esperava, mas a desconhecida e aparentemente sem graça filha ilegítima dos Maxwell. O encontro deles termina em uma noite de paixão não planejada.

Quando Veronica descobre a verdadeira identidade de Edward, ela decide que o quer para si. Junto com sua mãe, ela acusa e humilha Sarah.

Com o coração partido e devastada, Sarah deixa o país. Quatro anos depois, ela retorna como uma mulher diferente, com uma carreira de sucesso e seus adoráveis gêmeos, que carregam os traços inconfundíveis do galã bilionário do país, Edward Huxley.

Edward fica impressionado com a transformação dela e se vê apaixonado por ela mais uma vez. Determinado a conquistar seu coração, ele se empenha em reconstruir a família deles. Mas será que ele conseguirá, ou já é tarde demais com o enigmático Benicio sempre ao lado de Sarah, com os olhos cheios de amor e devoção?
O Pet Contratado do Bilionário

O Pet Contratado do Bilionário

48.1k Visualizações · Concluído · Laurie
"Não vou te beijar." Sua voz estava fria.
Certo, é apenas um negócio...
Mas seus toques eram calorosos e...tentadores.
"Uma virgem?" ele de repente me encarou...


Emma Wells, uma estudante universitária prestes a se formar. Ela foi abusada e torturada por sua madrasta Jane e sua meia-irmã Anna. A única esperança em sua vida era seu namorado príncipe encantado Matthew David, que prometeu fazê-la a mulher mais feliz do mundo.
No entanto, seu mundo desabou completamente quando sua madrasta aceitou $50000 como presente de noivado de um homem mais velho e concordou em casá-la. Para piorar, ela descobriu que seu querido namorado estava traindo-a com sua colega de quarto Vivian Stone.
Caminhando pela rua sob a chuva torrencial, ela estava desesperada e sem esperança...
Apertando os punhos, ela decidiu. Se estava destinada a ser vendida, então ela seria sua própria vendedora.
Correu para a rua e parou em frente a um carro luxuoso, apenas se perguntando quanto valeria sua virgindade...
SENHOR (Um Romance de Máfia e BDSM)

SENHOR (Um Romance de Máfia e BDSM)

156.4k Visualizações · Concluído · Aria Steele
De dia, Nora Ellis é a secretária eficiente e de língua afiada do enigmático bilionário David Reid. À noite, ela se transforma em Mistress Scarlet – a dominatrix mascarada que comanda o The Red Room.

Suas duas vidas nunca se tocam.
Até a noite em que o chefe dela entra em seu mundo como um novo cliente.

David não é estranho ao controle: de dia, ele é o CEO implacável com um império mafioso oculto; à noite, ele é o cliente mais exigente dela, sem saber que a submissa mascarada que ele deseja é a mulher que conhece todos os seus segredos. O que começa como um prazer proibido se transforma em uma obsessão perigosa, que embaralha as fronteiras entre poder, dor e amor.

À medida que os inimigos se aproximam e o passado de Nora ressurge, ela precisa decidir qual parte de si mesma vai salvar… a mulher que ele comanda ou a mulher que pode destruí‑lo.

Aviso de gatilho: Esta história contém cenas explícitas de BDSM (incluindo dinâmicas de dominação/submissão, práticas de impacto, imobilização e privação sensorial), descrições gráficas de violência armada e assassinato, tentativas de sequestro, ameaças ligadas à máfia e elementos de crime organizado, consumo de álcool e temas de segredo, traição e manipulação emocional. Leitura com cautela é recomendada – práticas seguras, sãs e consensuais são enfatizadas, mas o conteúdo pode ser intenso para alguns leitores.
Por Favor, Volte, Meu Amor

Por Favor, Volte, Meu Amor

75.5k Visualizações · Concluído · Daisy
Três anos dentro do nosso casamento sem amor:

— Julian... o que você faria se eu engravidasse? — perguntei, me agarrando a uma esperança boba.

Ele avançou com força; o calor do gozo dele se espalhou entre minhas coxas.

— Você? Gerar meu herdeiro? — a risada dele foi gelada. — Filha de empregada nunca vai ser digna do sangue Sterling.


Eu sou Elena — a filha da empregada que ousou amar Julian Sterling.

Ele é o herdeiro implacável que se casou comigo por vingança.

— Você não passa de uma vadia interesseira — ele sussurrou. — Você achou mesmo que eu algum dia ia amar alguém como você?

Ele me usou. Me quebrou. Me fez implorar por migalhas enquanto desfilava o primeiro amor dele dentro da nossa casa.

Naquela noite, eu fiquei na ponte, encarando a água escura lá embaixo.

Eu tinha perdido tudo. Minha mãe. Minha dignidade. Minha vontade de lutar.


Cinco anos depois, num shopping lotado:

Minha filha puxa a manga de um estranho.

— Moço, você pode me ajudar a encontrar a minha mamãe? Eu me perdi.

O homem paralisa, olhando para ela.

— Qual é o seu nome, querida? — a voz dele sai quebrada.

— Lila! E o seu, tio?

— Julian.

Minutos depois, ele vem andando na minha direção, com a mão da minha filha na dele, o rosto sem cor.

— Elena.

Meu nome na boca dele soa como sofrimento.

Antes que eu consiga responder, ele já atravessou a distância entre nós. Os braços dele me envolvem com uma força desesperada.

— Meu Deus, você está viva. Eu achei que... — a voz dele falha. — Me perdoa... eu sinto muito...

Ele se inclina, procurando minha boca.

Minha mão se mexe por instinto.

O tapa ecoa pelo shopping.

— Com licença? — eu dou um passo para trás, gelada, puxando Lila para trás de mim. — Por favor, se controle, senhor. A gente se conhece, por acaso?
A Fingidora Perfeita

A Fingidora Perfeita

48.9k Visualizações · Concluído · Vivian Udemba
— Você me beijou — disse ela, com a voz tremendo. — Você me segurou como se eu significasse alguma coisa pra você. E agora está me dizendo que isso não é pessoal?

O maxilar de Kennedy se contraiu.

— Aquilo foi um erro.

A palavra a atravessou como uma lâmina.

— Você não tem o direito de me apertar nos braços numa noite e me destruir na seguinte.

......................................................................................................

Kennedy Walton era um CEO poderoso, intocável, ainda protegendo o coração com ferocidade depois da morte trágica da esposa.

Antonia era apenas sua nova funcionária, desesperada, que por acidente vandalizou o carro de luxo dele.

Para pagar a dívida, Kennedy a forçou a entrar num acordo distorcido: fingir ser sua noiva e agir de um jeito totalmente detestável, para que a mãe intrometida dele a rejeitasse.

Mas o plano deu errado.

Apavorado com os próprios sentimentos, que só escalavam, o CEO frio decidiu afastar Antonia de forma brutal. Ordenou que ela fabricasse provas de uma traição, destruindo a reputação dela só para acabar com a encenação.

Ele a tratou como uma transação descartável.

Mas, quando Antonia finalmente for embora, Kennedy vai perceber que seu “erro” é a única mulher sem a qual ele não consegue viver.

Será que ele vai conseguir reconquistá-la?
O Primeiro Olhar do Bilionário

O Primeiro Olhar do Bilionário

221.3k Visualizações · Concluído · Jane Lexington
Amelie Cavanaugh enfrentou muitas dificuldades em sua vida. Ela ficou órfã aos 8 anos, fugiu com seu irmão do sistema de adoção aos 14 anos e trabalhou constantemente para alcançar seu objetivo de entrar na universidade. Justamente quando sua vida estava indo conforme o planejado, tudo vira de cabeça para baixo em um dia tempestuoso de novembro, quando seu irmão se machuca durante um jogo de futebol. O bilionário Dr. Nathan Michaels está na linha de sucessão para assumir o Grupo de Investimentos Michaels, já que seu avô, Carrington Michaels, está se aposentando. O problema é que os membros do conselho acham que seu estilo de vida de playboy precisa ser ajustado para o cargo de CEO. Solução: Carrington Michaels diz a Nathan que ele tem 6 semanas para se casar, ou perderá a empresa. Um encontro casual com a deslumbrante Amelie, de cabelos castanhos, na cafeteria do hospital vira o mundo de Nathan de cabeça para baixo, mas quando ele se vira após receber seu pedido, ela já se foi. Quem é ela? Para onde foi? Como ele pode torná-la sua? Isso sequer importará quando um segredo obscuro envolvendo ambas as famílias pode ameaçar qualquer chance de felicidade?
Casamenteira de Bebês

Casamenteira de Bebês

51.4k Visualizações · Concluído · Natalia Ruth
Traída pelo meu pai e minha meia-irmã, fui forçada a passar uma noite com Charles Windsor. Fugindo de casa, logo descobri que estava esperando os trigêmeos dele.
Seis anos depois, retorno como uma designer renomada, determinada a buscar vingança. Charles, cegado pelas mentiras da minha meia-irmã, me vê como inimiga. Quando a verdade finalmente vem à tona, ele implora por outra chance—mas eu o rejeito com um coração frio.
Mal sabia eu que meus três filhos se tornariam suas armas secretas para conquistar meu coração...
Grávida de um Lobisomem

Grávida de um Lobisomem

11k Visualizações · Atualizando · J Landim
Em uma vila simples, algo chama a atenção dos moradores, eles acreditam que o reino está amaldiçoado, as mulheres não conseguem mais conceber e pensam que a humanidade vai perecer.
O mundo se tornou infestado de monstros e todos temem um grande mal, entre todos esses eventos, apenas duas famílias conseguirão procriar. Em um momento de clímax, uma jovem mulher fica grávida, e quando descobre que o pai de seu filho é uma das criaturas, sua vida vira de cabeça para baixo...
Para que a vida da jovem mulher não esteja em perigo, ela terá que aceitar um contrato de casamento com o homem com quem dormiu apenas uma vez.
DELE POR QUATORZE NOITES

DELE POR QUATORZE NOITES

29k Visualizações · Atualizando · Esther King
"Sim, sim."

Os gemidos começaram a escapar dos meus lábios incontrolavelmente. Eu não conseguia ver suas expressões faciais no escuro, mas sabia que um sorriso presunçoso estava em seu rosto e seus olhos semicerrados me observavam.

Sua voz era baixa, "Você gosta disso? Gosta de como eu te toco assim? Gosta de como eu esfrego seu clitóris com meu dedo como se você fosse minha?"

Eu acenei com a cabeça continuamente, gemendo de prazer, sem saber por quanto tempo mais eu poderia esperar antes que ele colocasse seu membro dentro de mim. Ele enfiou os dedos mais rápido e esfregou meu clitóris com a outra mão, "Isso. Vamos lá. Eu adoro os pequenos gemidos que você faz quando estou te provocando."

Eu lutava para formar as palavras, "P-p-por favor, pare de me provocar. Coloque logo—" um grito desesperado, "Eu quero sentir tanto. Eu quero—"

Um suspiro escapou dos meus lábios quando ele enfiou seu pau. Meu cérebro se encolheu como folhas murchas. Eu abri ainda mais as pernas e ele se inclinou completamente sobre mim. Pesado demais para segurar, e leve demais para não segurar. Ele começou a estocar. As estocadas ficando mais profundas e mais fortes a cada movimento. Dentro de mim. Sem parar. Eu enrolei meus pés ao redor de suas costas para que ele não pudesse escapar.


Voltando para a cidade onde nasceu, Rebecca Lewis teve uma discussão acalorada com o bastardo mais implacável da cidade; mal sabia ela que seu ato não tão esperto a colocaria em perigo.

14 dias. Uma mansão. Uma cama. Um homem não tão inocente. O que poderia dar errado?
Os Reis Lycan e Sua Companheira Híbrida

Os Reis Lycan e Sua Companheira Híbrida

75.7k Visualizações · Concluído · theresachipps
Os Reis Lycan e Sua Companheira Híbrida
Livro Dois de Os Reis Lycan e o Lobo Branco. Também pode ser lido de forma independente.

Dezessete anos se passaram desde a ascensão do Lobo Branco, e o reinado dos Reis Lycan garantiu a paz em todo o reino. A próxima geração de guerreiros cresceu sob a proteção de governantes poderosos.

Cassian e Atlas, os herdeiros gêmeos do trono Lycan, já não são mais crianças. Prestes a completar dezoito anos, os futuros reis já se provaram no campo de treinamento, com força, habilidade e poder muito além do que sua idade sugeriria. Como gêmeos idênticos nascidos com habilidades extraordinárias, o vínculo entre eles é inquebrável, e a lealdade de um ao outro, absoluta. O reino sabe que, um dia, eles governarão juntos.

Mas completar dezoito anos traz mais do que responsabilidade.

Para os Lycans, é o momento em que o destino pode revelar a única pessoa destinada a ficar ao lado deles: sua companheira.

Para celebrar o aniversário de dezoito anos dos gêmeos, o palácio se prepara para um grande baile real. Alfas e famílias de todo o reino são convidados, e muitos chegam com a esperança de que suas filhas sejam escolhidas como a futura rainha do trono Lycan.

Só que o destino raramente segue o caminho que os outros esperam.

Em algum lugar do reino vive uma garota cuja existência nunca deveria ser conhecida. Escondida nas sombras dentro das muralhas do reino, ela carrega segredos no sangue capazes de mudar tudo — segredos poderosos o bastante para redesenhar o futuro do reino Lycan.

À medida que a noite do baile se aproxima, fios invisíveis do destino começam a entrelaçar vidas de um jeito que ninguém poderia prever.

O próximo capítulo da história dos Reis Lycan está prestes a começar.

E a companheira destinada a dois reis pode ser muito mais poderosa — e perigosa — do que qualquer um seria capaz de imaginar.