O Amor Que Ele Apagou

O Amor Que Ele Apagou

Luna Vasconcelos · Concluído · 11.6k Palavras

654
Popular
1.2k
Visualizações
54
Adicionado
Adicionar à Estante
Começar a Ler
Compartilhar:facebooktwitterpinterestwhatsappreddit

Introdução

Meu marido comprou três passagens para Lisboa: uma para ele, uma para a nossa filha, uma para a consultora de bem-estar dele.

O quarto e-mail não era uma passagem. Era um formulário de clínica. Objetivo do tratamento: transtorno de apego ao cônjuge e à filha menor. Solicitante: meu marido.

Eu não chorei no estacionamento do aeroporto. Diante dele, diante dela, diante da minha filha de doze anos que já tinha escolhido o lado dele, eu peguei o celular e apertei "concordo".

Três meses depois ele veio me buscar. O tratamento funcionou. Eu lembro de tudo — só não sinto mais nada.

Agora quem está de joelhos pedindo que eu me lembre é ele.

Capítulo 1

Meu marido comprou três passagens para Lisboa: uma para ele, uma para a nossa filha, uma para a consultora de bem-estar dele.

O quarto e-mail não era uma passagem. Era um formulário de clínica. Objetivo do tratamento: transtorno de apego ao cônjuge e à filha menor. Solicitante: meu marido.

Eu não chorei no estacionamento do aeroporto. Diante dele, diante dela, diante da minha filha de doze anos que já tinha escolhido o lado dele, eu peguei o celular e apertei "concordo".

Três meses depois ele veio me buscar. O tratamento funcionou. Eu lembro de tudo — só não sinto mais nada.

Agora quem está de joelhos pedindo que eu me lembre é ele.


O estacionamento do aeroporto de Guarulhos tem um cheiro que eu nunca tinha reparado em onze anos de casamento: cheiro de concreto quente e de despedida. Naquela quinta-feira de manhã eu reparei, porque foi ali, entre uma van branca e um pilar pintado de amarelo, que a minha vida deixou de fechar a conta.

Otávio tinha me pedido para levar a Lívia até o terminal. "Só um abraço de despedida", ele disse na véspera, sem me olhar nos olhos. "Ela vai sentir falta de você." Eu achei que era uma viagem de trabalho dele com a Lívia a tiracolo, uma daquelas conferências médicas em que ele exibia a filha como se exibe um diploma. Eu não desconfiei da terceira mala.

A terceira mala era cor-de-rosa, com um adesivo de palmeira, e estava encostada na perna de Bruna Salles.

Bruna é coach de bem-estar. Foi assim que ela se apresentou no jantar da clínica, oito meses antes, com um sorriso treinado e a mão fria. "Trabalho com regulação emocional", ela disse, e eu, idiota, achei graça da expressão. Naquela manhã ela estava de óculos escuros, com uma echarpe que custava mais que o meu mês de aluguel do antigo ateliê, e segurava a mão da minha filha.

— Mãe — disse Lívia, e havia uma cautela na voz dela que eu não reconheci. — A gente vai pra Lisboa.

— A gente quem, filha?

Otávio apareceu por trás do carro com o celular na mão, como sempre. Otávio sempre teve o celular na mão como outros homens têm aliança no dedo: um sinal de pertencimento a alguma coisa que não era eu.

— Helena. — Ele disse o meu nome com a paciência de um médico que vai dar uma notícia. Ele é cirurgião; ele sabe dar notícias. — Eu ia te explicar com calma, em casa. Mas já que você está aqui.

— Explicar o quê.

Foi então que ele virou a tela do celular para mim. Não para eu ler — Otávio nunca queria que eu lesse nada, ele queria que eu obedecesse ao resumo. Mas eu li mesmo assim, rápido, do jeito que se lê a conta quando o garçom já está esperando.

Três passagens. Otávio Duarte. Lívia Duarte. Bruna Salles. Lisboa, ida sem volta marcada.

E embaixo, um quarto item. Não era passagem. Era um anexo em PDF, um formulário com um cabeçalho que eu levaria o resto da vida para esquecer: Instituto Solano — Programa de Dessensibilização Emocional.

Solicitante: Otávio Duarte.

Paciente: Helena Duarte.

Objetivo do tratamento: transtorno de apego excessivo ao cônjuge e à filha menor.

Eu li três vezes. Na terceira, as letras pararam de ser palavras e viraram apenas formas, como acontece quando a gente repete o próprio nome até ele perder o sentido. Apego excessivo. Como se amar fosse um número que tinha estourado o orçamento. Como se o meu amor pela minha própria filha precisasse ser tratado.

Tinha mais coisa no formulário. Eu rolei a tela com o polegar, e o Otávio fez menção de pegar o celular de volta, mas eu virei o corpo de leve, do jeito de quem protege a tela do sol, e continuei lendo. Havia uma lista de "sintomas" descritos pelo solicitante. Liga para a filha em excesso. Demonstra ansiedade quando o cônjuge se ausenta. Resiste a delegar cuidados parentais a terceiros qualificados. Terceiros qualificados. A Bruna era a terceira qualificada. Eu tinha resistido a entregar a minha filha à amante do meu marido, e isso tinha virado um sintoma, com uma marcação ao lado, num formulário com letra de médico.

Havia até uma data. O formulário tinha sido preenchido três semanas antes. Três semanas. Enquanto eu fazia o jantar, enquanto eu dobrava as camisas dele, enquanto eu perguntava se ele tinha tido um bom dia na clínica, ele já tinha sentado em algum lugar e escrito, com calma, um documento que classificava o meu amor como doença. A traição não tinha sido a Bruna. A Bruna era detalhe. A traição era aquele documento, frio, paciente, datado.

— Você quer me internar — eu disse. A minha voz saiu estranhamente firme, e foi a primeira coisa que me assustou em mim. — Por amar vocês demais.

— Não é internação, Helena. — Otávio falou devagar, como quem ensina. — É um programa. A Bruna explicou tudo pra mim. Você sufoca a Lívia. Você me sufoca. Esse seu jeito de... — ele procurou a palavra, e a encontrou na boca dela, não na dele — ...de se agarrar. Não é saudável. Tem tratamento.

— Tem tratamento — repeti.

— A Dra. avaliou o seu caso pelo meu relato. É um quadro de apego ansioso. Dessensibilização emocional temporária. Você sai de lá leve. — Ele quase sorriu. — Eu só quero o seu bem.

Eu olhei para a Lívia. Doze anos. O cabelo preso num coque torto que ela mesma fez, e que eu ainda quis, por reflexo de mãe, ajeitar. Procurei nos olhos dela alguma coisa — um pedido de socorro, uma confusão, qualquer rachadura por onde eu pudesse entrar. E o que eu encontrei foi pior do que ódio. Era vergonha. A minha filha tinha vergonha de mim, e a vergonha de uma criança é uma coisa que os adultos ensinam.

— Filha — eu disse, e dei um passo na direção dela.

Ela recuou. Recuou para mais perto da Bruna, e a Bruna, com aquele instinto de quem sabe ocupar espaço vazio, pousou a mão de leve nas costas dela. Foi um gesto pequeno e foi a coisa mais violenta daquela manhã inteira.

— A Bruna deixa tudo normal — disse a minha filha, baixinho, sem coragem de levantar os olhos do chão. — Você só faz o papai se sentir culpado.

Foi aí que a dor que eu esperava não veio. No lugar dela veio uma frieza que eu não conhecia, larga e silenciosa, a frieza de quem finalmente entende a planilha inteira de uma vez. Os sábados em que ele "trabalhava". A echarpe de Bruna no banco do carro. A forma como a Lívia tinha começado a me responder com as palavras de uma adulta que não era eu. Tudo de repente fechava. E o que fecha para de doer e começa a virar outra coisa.

Otávio ainda segurava o celular. Na tela, o formulário tinha um botão verde no rodapé: O paciente concorda com o início do programa. Ele esperava que eu chorasse. Que eu implorasse. Que eu me agarrasse — para provar, ali, no estacionamento, que ele tinha razão sobre o meu apego.

Eu estendi a mão e peguei o celular dele.

— Helena, o que você...

Eu apertei o botão verde.

O celular fez um tilintar alegre, ridículo, de tarefa concluída. Concordância registrada.

— Pronto — eu disse, devolvendo o aparelho na mão dele, que continuava aberta no ar como se tivesse esquecido o que fazer com ela. — Vou. Vou me tornar mais fácil de abandonar. É isso que você quer, não é? Que eu pare de amar vocês a ponto de atrapalhar.

Bruna tirou os óculos escuros. Pela primeira vez ela pareceu não ter um roteiro. A Lívia levantou os olhos, finalmente, e havia neles um susto de criança que percebe que o jogo dos adultos é de verdade. Otávio abriu a boca e não disse nada.

Eu peguei a minha bolsa do banco do carona. Não dei tchau para a minha filha — não porque não quisesse, mas porque eu sabia que se eu a abraçasse ali, eu provaria o ponto dele, e eu não ia dar a ele essa última vitória.

— A clínica manda um carro? — perguntei. — Ou eu pego um Uber para a minha própria cura?

Ninguém respondeu. O avião deles partia em duas horas. O meu tratamento começava naquele mesmo dia.


Últimos Capítulos

Você Pode Gostar 😍

Vendida Ao Rei da Máfia

Vendida Ao Rei da Máfia

36.3k Visualizações · Concluído · hazelhwinchester
Damian De Santis nunca precisou de amor. Herdou o império do pai aos vinte e cinco anos, junto com o sangue nas mãos e um trono que ninguém ousa disputar. Chamam-no de Rei da Máfia, e ele usou o título como uma sentença, isolando o coração atrás de contratos, dívidas e ameaças. Até a noite em que uma dívida qualquer lhe entregou, sem querer, a única coisa que o dinheiro nunca havia comprado: um motivo para sentir alguma coisa.

Isabella Bellatorre não pediu para ser moeda de troca. Filha de pais desesperados, ela se vê arrastada para dentro do mundo do homem mais temido da cidade, presa por um contrato que ele mesmo redigiu, um contrato que não lhe dá o direito de dizer não. Mas Isabella não é o tipo de mulher que se curva. Cada ordem dele encontra um desafio na resposta dela, cada tentativa de controlá-la esbarra em um orgulho que ele jamais viu em ninguém.

Ele quis comprá-la. Acabou sendo conquistado.

Entre ameaças sussurradas como juras e desejo disfarçado de posse, Damian vai descobrir que existe algo mais perigoso do que uma guerra entre famílias: uma mulher que se recusa a ter medo dele. E Isabella vai aprender que, às vezes, a jaula mais bonita ainda é uma jaula, e o carcereiro pode ser o único capaz de arrancá-la de dentro dela mesma.

Um contrato os uniu. O desejo vai decidir se algum dos dois sai vivo do próprio coração.
O Don da Máfia Implora para Eu Voltar

O Don da Máfia Implora para Eu Voltar

175.4k Visualizações · Atualizando · Claire
Cinco anos de casamento. Elara encontrou um laudo de compatibilidade cardíaca no escritório do marido, Damian. Só então percebeu que Damian Montgomery — o mais jovem chefão da máfia italiana da história — a amara e a valorizara todos esses anos por um único motivo: transplantar o coração dela para a mulher que ele realmente amava, Vivian.

Damian segurou o queixo dela com frieza. “O estado da Vivian piorou. A cirurgia está marcada para daqui a um mês. Não se preocupe — vou encontrar o melhor jazigo para você e vou garantir que sua família fique bem amparada. Você precisa entender: se não fosse pelo seu coração, você nunca poderia ter virado minha esposa, nunca poderia ter se tornado a Sra. Montgomery. Você aproveitou anos de uma vida luxuosa. Agora é hora de retribuir.”

Até o filho que ela criara com as próprias mãos gritou com ela: “Por que você simplesmente não morre? Se você morrer, seu coração pode ir pra Vivian! Eu quero que a Vivian seja minha mãe!”

Elara desmoronou. Mas não estava completamente destruída.

Ela enfiou o acordo de divórcio no meio de uma pilha de contratos que precisavam da assinatura de Damian. Ele não leu com atenção. Assinou. Agora, ela estava livre.

Elara aceitou a proposta — Avaliadora-Chefe de Joias, um salário anual de sete dígitos. Deu a si mesma um mês para se despedir dos cinco anos que perdera. Foi se retirando da vida de Damian e da vida de Caleb, pouco a pouco, até não restar nada dela.

Até aquela noite, quando Damian assistiu, impotente, a uma bala rasgar o ombro dela e ela despencar nas águas geladas do Atlântico.

“Não! Elara! Você não tem permissão pra morrer!”

Naquele instante, Damian finalmente entendeu — em algum ponto ao longo daqueles cinco anos, ele já tinha se apaixonado por Elara. E uma certa verdade em que sempre acreditara se inverteu depois que Elara foi embora.

Ele estava errado. Terrivelmente errado. Errado desde o começo. Esse chefão da máfia, orgulhoso, nobre e implacável, foi consumido pelo remorso e jurou passar o resto da vida em expiação — para reconquistar Elara, que perdera até o último fiapo de fé nele.

“Elara, eu imploro. Volta. Volta pra mim e pro Caleb.”

“Mamãe, me desculpa. Por favor, não me abandona.”

Quando Elara — agora uma figura internacional, admirada e adorada por incontáveis pessoas — fica frente a frente mais uma vez com o homem que um dia amou de todo o coração e com o filho que um dia desejou a morte dela, que escolha ela fará?
Desta Vez Ele Me Persegue Com Tudo

Desta Vez Ele Me Persegue Com Tudo

1.3m Visualizações · Concluído · Sherry
Maya congelou quando o homem que atraía todos os olhares do salão entrou. Seu ex-namorado, que havia desaparecido cinco anos atrás, agora era um dos magnatas mais ricos de Boston. Naquela época, ele nunca havia dado pistas sobre sua verdadeira identidade — e então desapareceu sem deixar rastros. Vendo seu olhar frio agora, ela só podia presumir que ele havia escondido a verdade para testá-la, concluído que ela era fútil, e partido decepcionado.

Do lado de fora do salão, ela foi até ele enquanto ele fumava perto da porta, querendo pelo menos se explicar.

— Você ainda está com raiva de mim?

Ele jogou o cigarro longe e olhou para ela com um desprezo evidente.

— Com raiva? Você acha que eu estou com raiva? Deixe-me adivinhar: a Maya finalmente descobre quem eu sou e agora quer "se reconectar". Mais uma chance, agora que ela sabe que meu sobrenome vem acompanhado de dinheiro.

Quando ela tentou negar, ele a interrompeu.

— Você foi um mero detalhe. Uma nota de rodapé. Se não tivesse aparecido esta noite, eu nem teria me lembrado de você.

Lágrimas arderam nos olhos dela. Ela quase lhe contou sobre a filha deles, mas se conteve. Ele apenas pensaria que ela estava usando a criança para prendê-lo e ficar com seu dinheiro.

Maya engoliu tudo a seco e foi embora, certa de que seus caminhos nunca mais se cruzariam — apenas para que ele continuasse aparecendo em sua vida, até ser ele aquele a se rebaixar, implorando humildemente para que ela o aceitasse de volta.
Jogo do Destino

Jogo do Destino

3.5m Visualizações · Concluído · Dripping Creativity
A loba de Amie não se manifestou. Mas quem se importa? Ela tem uma boa alcateia, melhores amigos e uma família que a ama. Todos, incluindo o Alfa, dizem que ela é perfeita do jeito que é. Isso até ela encontrar seu companheiro e ele a rejeitar. De coração partido, Amie foge de tudo e começa de novo. Nada de mais lobisomens, nada de mais alcateias.

Quando Finlay a encontra, ela está vivendo entre humanos. Ele fica encantado com a loba teimosa que se recusa a reconhecer sua existência. Ela pode não ser sua companheira, mas ele quer que ela faça parte de sua alcateia, loba latente ou não.

Amie não consegue resistir ao Alfa que entra em sua vida e a arrasta de volta para a vida na alcateia. Não só ela se encontra mais feliz do que esteve em muito tempo, como sua loba finalmente se manifesta. Finlay não é seu companheiro, mas se torna seu melhor amigo. Juntos com os outros lobos de alto escalão da alcateia, eles trabalham para criar a melhor e mais forte alcateia.

Quando chega a hora dos jogos da alcateia, o evento que decide a classificação das alcateias para os próximos dez anos, Amie precisa enfrentar sua antiga alcateia. Quando ela vê o homem que a rejeitou pela primeira vez em dez anos, tudo o que ela pensava saber é virado de cabeça para baixo. Amie e Finlay precisam se adaptar à nova realidade e encontrar um caminho para sua alcateia. Mas será que essa reviravolta os separará?
A Noite Antes de Eu Conhecê-lo

A Noite Antes de Eu Conhecê-lo

1.2m Visualizações · Atualizando · bjin09036
deixar um estranho me destruir em um quarto de hotel.

Dois dias depois, entrei no meu estágio e o encontrei sentado atrás da mesa do CEO.

Agora eu busco café para o homem que me fez gemer, e ele age como se eu fosse a pessoa que ultrapassou os limites.


Tudo começou com um desafio. Terminou com o único homem que ela nunca deveria desejar.

June Alexander não planejava dormir com um estranho. Mas na noite em que comemora conseguir o estágio dos seus sonhos, um desafio ousado a leva para os braços de um homem misterioso. Ele é intenso, quieto e inesquecível.

Ela achou que nunca mais o veria.
Até que entra no seu primeiro dia de trabalho—
E descobre que ele é seu novo chefe.
O CEO.

Agora June tem que trabalhar sob o comando do homem com quem compartilhou uma noite imprudente. Hermes Grande é poderoso, frio e completamente proibido. Mas a tensão entre eles não desaparece.

Quanto mais próximos ficam, mais difícil se torna manter seu coração e seus segredos a salvo.
O Sangue que Nos Condena

O Sangue que Nos Condena

1.5k Visualizações · Atualizando · renatasanjo
Por gerações, as mulheres da família Santos compartilham o mesmo destino trágico: um coração partido. Condenadas por uma herança emocional silenciosa e invisível, elas parecem programadas a se apaixonarem perdidamente pelos homens errados, enquanto ignoram sistematicamente aqueles que realmente as valorizam.

Aléxia Santos cresceu assistindo ao sofrimento de sua mãe e de sua avó, e jurou que seria a primeira a quebrar esse ciclo. Determinada, racional e focada em sua carreira como designer de interiores, ela acredita piamente estar no controle absoluto de sua vida e de suas emoções. Tudo muda quando Marcos Fontes cruza seu caminho como o novo e poderoso cliente de sua agência. Magnético, imprevisível e emocionalmente indisponível, ele desperta em Aléxia uma paixão avassaladora e viciante que desafia toda a sua lógica.

Enquanto se afunda no labirinto dessa relação tóxica e destrutiva, Aléxia se apoia em Lucas, seu arquiteto parceiro e amigo de longa data, sem perceber que a resposta para a sua verdadeira felicidade sempre esteve ao seu lado. Quando cartas antigas de sua bisavó revelam a verdadeira natureza dessa "maldição", Aléxia precisa enfrentar seus próprios traumas e reescrever sua história antes que o sangue que corre em suas veias a condene para sempre.
CHAMADA CRUZADA

CHAMADA CRUZADA

1.7k Visualizações · Concluído · Déborah Natália
Um número discado errado, um novo destino traçado um amor que nasceu apenas pelo tom de voz , duas vidas uma ligação que mudou toda uma história. o caminho pode ser cruzado de diversas formas . Quando tem que ser será .

Mais uma obra feita por mim, espero que gostem.
Um beijo Nat.
Sexy Atrás da Máscara

Sexy Atrás da Máscara

201.4k Visualizações · Concluído · Ellie Wynters
Ela se esconde atrás de ternos feios e nomes falsos. Ele já não confia em mulher nenhuma. Quando eles se encontram em um clube de sexo com máscaras, nenhum dos dois percebe que vem brigando com o outro em mesas de reunião há dezoito meses. Na Taylor Industries, ela é Joy Smith — a diretora financeira sem graça que afoga suas curvas em poliéster sem forma e usa peruca. Em casa, ela é a esposa esquecida de um advogado infiel, que não a toca há tanto tempo que ela começa a se perguntar se tem algum problema.

Quando ela encontra uma calcinha de renda rosa‑choque enfiada entre as almofadas do sofá… definitivamente não é dela, não é exatamente um coração partido que ela sente. É liberdade.

Grayson Taylor não se envolve mais em relacionamentos. Não depois de flagrar sua noiva atriz na cama com outra mulher. Agora ele canaliza tudo para aquisições hostis e reuniões de diretoria, especialmente aquelas em que sua diretora financeira exageradamente cautelosa enfrenta cada maldita compra que ele quer fazer. Joy Smith é brilhante, irritante e engraçada quando ele aperta todos os botões dela.

Mas Honey está cansada de ser invisível. Cansada de nunca ter sentido prazer de verdade. Então, quando a melhor amiga lhe passa os detalhes do The Velvet Room — o clube mascarado mais exclusivo de Manhattan — ela se promete apenas uma noite. Uma noite para descobrir se o marido tem razão, se ela é mesmo frígida, ou se só nunca foi tocada pelas mãos certas.

Ela não espera que o estranho mascarado a reclame no segundo em que ela entra. Não espera a química que explode entre os dois, o jeito como ele faz o corpo dela cantar, nem os orgasmos que a deixam tremendo. Não espera que ele lhe entregue um endereço de e‑mail com uma única ordem:

— Só eu. Ninguém mais encosta em você.
Resgatada pelo alfa

Resgatada pelo alfa

2.2k Visualizações · Concluído · Leticia Silva
Harém reverso+ Age gap + Mocinha gravida + Inimigos para amantes + Hot + Eles dividem o mesmo teto
Um dia, durante uma missão, Ceyas Belegus resgata uma mulher grávida depois de ela ameaçar a sua vida, ao dizer que precisa de uma compensação para o seu sofrimento. Contudo, mesmo com essas palavras, ele a levou para casa, protegendo quando tentaram sequestrá-la repetidamente. Entretanto, ele não imagina os segredos por trás dessa mulher, muito menos pôde reconhecer os sentimentos que continuaram borbulhando em seu peito sempre que a olhava. Com revelações, perigos e um inimigo que o atormenta continuamente, Ceyas conhecerá Neamir e os motivos para que ela se mantenha com a guarda alta e proteja ativamente o bebê em seu ventre, mesmo que isso custe a vida de qualquer outra pessoa.
Meu Doce Monstro

Meu Doce Monstro

5.9k Visualizações · Atualizando · autorakeitlinraianefagundesdep
Eu era apenas uma sombra à margem do mundo. Sozinha, invisível, esquecida.
Até o momento em que ele cruzou a porta da lanchonete... e o silêncio foi substituído por temor.
Sussurros pronunciaram seu nome. Seus olhos encontraram os meus.
E, com um passo, ele me encurralou.
Com um gesto, me entregou um envelope.
Com uma oferta, selou meu destino.
Era simples.
Eu não tinha nada. Nenhum lar. Nenhum laço. Nenhuma chance.
E foi exatamente por isso que ele me escolheu.
Nunca o conheci. Nunca o vi. Mas o nome dele sempre foi um sussurro de medo nos cantos mais escuros da cidade: Alexius Del Rossa.
Herdeiro de um império subterrâneo, forjado na sombra e no sangue, ele carrega a reputação de ser ainda mais impiedoso que o próprio pai - o Soberano das Trevas.
Dizem que sua presença rouba o ar de qualquer ambiente. Que seus olhos veem através da alma. Que sua frieza não perdoa.
Agora, pertenço à escuridão.
E não sei se um dia poderei escapar dela - ou se, no fundo, já desejei ser engolida por ela desde o início.
É você que eu quero

É você que eu quero

1.3k Visualizações · Concluído · Déborah Natália
O dono do morro bastou apenas um olhar, para ele se apaixonar.

Uma história eletrizante onde o poder das ruas encontra a firmeza da medicina. Após cinco longos anos atrás das grades, TK está de volta para reassumir seu lugar como o dono do morro. Determinado a reestruturar seu domínio, ele só não contava com um obstáculo imprevisto: Natália, a nova e dedicada médica do posto de saúde local.
​Sem se intimidar com a fama ou a marra de TK, Natália encara o chefe da comunidade de frente, respondendo ao seu charme exagerado com tiradas afiadas e uma boa dose de sarcasmo. O choque inicial logo se transforma em uma química incontrolável, dando início a uma intensa aventura marcada por provocações, noites de baile e o perigo constante que ronda a vida no morro.
​Entre ameaças de rivais, plantões agitados e um deboche sem limites, Natália e TK descobrem que o amor pode surgir nos lugares mais improváveis. Resta saber se esse romance resistirá ao caos da comunidade ou se o diagnóstico final será a rendição total.
A Lua Proibida e Seu Alfa Renegado

A Lua Proibida e Seu Alfa Renegado

6.1k Visualizações · Atualizando · Isabel Lopez
Artemisa Levana não é uma mulher-lobo qualquer; ela é um presságio. Marcada desde o nascimento por seu albinismo, a bruxa de sua alcateia sentenciou seu destino com um decreto tão cruel quanto absoluto: como loba branca, ela é a portadora de uma maldição ancestral. Para evitar que o mundo dos licantropos desmorone sob a sombra da tragédia, Artemisa foi condenada a uma vida de solidão e castidade. Deve manter-se virgem, longe do alcance de qualquer Alfa, sob o peso de uma profecia que a obriga a observar o mundo das sombras, sabendo que sua entrega seria o fim de tudo o que conhece. Seu maior sofrimento tem nome e olhos dourados: Canagan Amarok, o Alfa da alcateia aliada à sua família, o homem cuja bondade foi o único refúgio em sua vida de ostracismo, sempre foi o sonho proibido de Artemisa.

No entanto, aquele sonho foi despedaçado no dia da cerimônia, quando ela viu Canagan jurar amor eterno e marcar como sua Lua Cordelia, a cruel irmã mais velha de Artemisa. Mas o destino, caprichoso, tinha preparada uma ruptura brutal. Em meio ao casamento, o caos irrompe quando Velkan Amarok, o meio-irmão exilado de Canagan e o rebelde mais perigoso da estirpe, invade a mansão com um exército de párias. Velkan, com sua pele morena e seu selvageria indomável, chega buscando vingança e poder, desafiando Canagan para um duelo de sangue pela liderança. Em um ímpeto de desafio contra o irmão, Velkan rapta Artemisa diante de todos. Ele não apenas a toma como refém; ele a reivindica como sua própria Lua, desafiando os céus, a profecia e, acima de tudo, Canagan.

Agora, Artemisa encontra-se nas mãos de um Alfa que não conhece a piedade, arrancada de sua vida de submissão para ser o troféu de uma guerra sangrenta.