
O Bilionário que Eu Mantive
Natalia Ruth · Concluído · 233.9k Palavras
Introdução
Sophia Brown desliza um cheque generoso para o homem lindo ao seu lado, pronta para terminar seu acordo de dois anos.
Tudo começou quando seu noivo a abandonou no altar—para fugir com sua amante, nada menos.
A vingança de Sophia? Encontrar o garoto de programa mais atraente que o dinheiro pudesse comprar.
O que ela não esperava era acertar o absoluto jackpot—devastadoramente bonito, perfeitamente esculpido e totalmente dedicado a mimá-la.
Até que, em uma noite numa gala de elite da sociedade, ela se depara com o lendário herdeiro Windsor—o homem que causa medo em todos.
Aquele rosto... é idêntico ao homem que ela tem mantido por dois anos.
Pânico interno de Sophia: Ai meu Deus, acho que acidentalmente transformei um herdeiro bilionário no meu brinquedinho pessoal.
Capítulo 1
"Cansada?" a voz rouca de um homem, ainda carregada de desejo, sussurrou em seu ouvido.
Sophia Brown lutou para abrir os olhos, seus sedosos cabelos acobreados espalhados pelo travesseiro.
Acompanhando os movimentos dele, ela arqueou o pescoço, rendida ao prazer, expondo a curva elegante de sua garganta.
"Vamos dar um tempo", ela murmurou, com a voz rouca, claramente exausta do encontro apaixonado dos dois.
O olhar de Henry Windsor queimava de desejo enquanto ele brincava com uma mecha do cabelo dela, com um tom provocador. "Já está desistindo? Um momento atrás, você tinha energia de sobra para me arranhar."
Sophia olhou para as marcas vermelhas que suas unhas haviam deixado no peito de Henry, corando enquanto xingava mentalmente.
Ela o mantinha há dois anos, e de alguma forma o fôlego dele só tinha melhorado com o tempo.
Suas costas a matavam.
Henry olhou para ela, com as mãos segurando a cintura fina de Sophia. A luz acima lançava sombras sobre suas feições esculpidas, fazendo-o parecer uma obra-prima talhada por um artista devoto.
"A idade está pesando. É difícil competir com alguém jovem como você", disse Sophia, finalmente recuperando o fôlego. Suas unhas bem-feitas roçaram o peito dele de forma brincalhona, como uma gata manhosa.
Henry segurou a mão atrevida dela, com os olhos escuros de intensidade. "Aos meus olhos, você sempre será jovem."
Nesse momento, o celular de Sophia tocou na mesa de cabeceira. A tela acendeu com o nome de contato "Amor", destruindo instantaneamente a atmosfera íntima como um balde de água fria.
Os olhos de Henry escureceram. "Amor? Então é por isso que você queria terminar tudo esta noite?"
"Não terminar um namoro. Encerrar nosso acordo", corrigiu Sophia, séria. Ela esticou a mão para desligar, mas Henry foi mais rápido e atendeu a ligação.
A voz impaciente de Oliver Miller soou pelo alto-falante.
"Sophia, quando exatamente você vem para casa? Sabe que estou te esperando. Está tentando fazer birra?"
Uma voz feminina, suave e delicada, interveio ao fundo.
"Oliver, seja mais legal com a Sophia. Não seja tão duro."
A expressão de Sophia ficou fria.
Clara Garcia continuou em seu tom gentil: "Sophia, o avô do Oliver quer que ele te leve para casa. Mesmo que você esteja chateada, não desrespeite os mais velhos. Estamos esperando por você a noite toda."
Seu tom era gentil, mas suas palavras pintavam Sophia como desrespeitosa, carregadas de uma acusação sutil.
Oliver estava atualmente no que antes fora o lar conjugal deles.
Com Sophia na rua até tão tarde, a insinuação era clara.
Sophia entendeu imediatamente, com o sarcasmo brilhando em seus olhos.
Dois anos separados, e as táticas de Clara continuavam tão baixas quanto antes.
Ela não apenas havia destruído o casamento alheio, mas também convencera Oliver a levá-la para o exterior no dia do casamento dele.
Eles passaram dois anos se entregando ao relacionamento ilícito enquanto ignoravam as consequências. O avô de Oliver, Gavin Miller, havia sido hospitalizado devido ao choque, e a família Miller havia se tornado motivo de chacota.
A voz de Sophia soou fria e cheia de sarcasmo. "Não aguenta esperar meio dia? Uma vez eu esperei por você a noite inteira, só para ouvir que você tinha levado a Clara para o exterior."
A raiva de Oliver explodiu. "Sophia, não tenho tempo para os seus dramas! Onde você está? Venha para casa imediatamente."
Sophia franziu a testa, com a atenção fixa na ligação. Ela não percebeu a expressão de Henry escurecendo ao seu lado.
Ela não queria ver Oliver, mas não podia ignorar Gavin.
Já era tarde, mas ele ainda estava esperando.
Ela se recompôs. "Estarei aí em breve."
No momento em que ela falou, a mão de Henry se moveu. Ele abaixou a cabeça e mordeu o lóbulo da orelha dela de leve, com a voz deliberadamente abafada. "Sophia, você consegue mesmo voltar? Eu não sou melhor do que ele?"
A voz de Henry já era grave e rouca, mas agora ele baixou o tom de propósito, e suas palavras carregavam um tom de sedução intencional.
Sophia lançou-lhe um olhar de advertência, dizendo-lhe silenciosamente para ficar quieto.
A infidelidade de Oliver era de conhecimento público.
Ela precisava manter sua posição de vítima. Se Oliver a pegasse em qualquer situação comprometedora, ela perderia sua vantagem.
Oliver ouviu nitidamente a voz do outro lado. Seu tom ficou mais ríspido e ele perguntou: "Tem um homem com você? Sophia, onde exatamente você está agora?"
"Você ouviu mal."
Sophia encerrou a ligação imediatamente, não lhe dando outra chance de questioná-la.
Ela colocou o celular no silencioso e o jogou de lado.
Virando-se para Henry, ela montou nele, olhando-o de cima. Sua mão pousou no pomo de adão dele, os dedos traçando-o lentamente.
Henry engoliu em seco.
Os belos olhos de Sophia se estreitaram.
"Você fez isso de propósito. O que está tentando fazer? Substituir o Oliver?"
Ela deu um tapinha de brincadeira nos músculos esculpidos do peito de Henry. "Me responda."
O olhar de Henry ficou ainda mais sombrio, sua voz baixa. "Você conhece minhas intenções desde o começo."
"Belo pensamento, mas é impossível." Sophia sentiu uma pontada de arrependimento.
Afinal, Henry era o companheiro perfeito.
Ele era atraente, tinha um corpo incrível e sabia exatamente como agradá-la.
Caso contrário, o acordo deles não teria durado dois anos.
Embora desprezasse Oliver, ela valorizava a bondade de Gavin.
Quando a família Brown a tratou como um peão, foi Gavin quem lhe deu um senso de família.
Se não fosse por sua saúde debilitada, ele não teria chamado Oliver de volta com urgência.
Sophia estava prestes a falar novamente quando Henry de repente capturou seus lábios, impedindo-a de dizer qualquer outra coisa.
Sophia suspirou intimamente. Tudo bem. Deixe-o aproveitar o momento.
Enquanto isso, Oliver não conseguia afastar a sensação de que algo estava errado. Embora o som fosse fraco, ele tinha certeza de que ouvira a voz de um homem.
A essa hora, Sophia estava com outro homem!
Clara observou sua expressão sombria com cuidado. "Oliver, não pense demais. Talvez Sophia esteja discutindo negócios com um cliente."
"Que tipo de negócio acontece tão tarde da noite?"
Oliver levantou-se de um salto, uma raiva possessiva rugindo dentro dele.
"Se a Sophia me traiu, eu nunca vou perdoá-la."
Ele reprimiu a inquietação que crescia em seu peito.
De volta ao quarto de hotel, Sophia e Henry finalmente haviam terminado.
Sophia estava tão exausta que não conseguia se mexer.
Henry a carregou gentilmente para o banheiro para se limpar — um hábito que ele mantinha havia dois anos.
Sophia relaxou no banho quente de espuma.
Depois de lavá-la com cuidado, ele a enrolou em uma toalha, carregou-a de volta para a cama e então foi se limpar.
Mas quando ele voltou, Sophia lhe entregou um cartão bancário.
"Você é ótimo, e me satisfaz em todos os sentidos. Mas meu marido voltou." Ela encontrou o olhar dele com calma.
"Então é aqui que termina. O cartão contém sua compensação."
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