O Contrato do Ator

O Contrato do Ator

Zea Drew · Atualizando · 359.0k Palavras

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Introdução

Uma cidade. Duas famílias. Oito garotos quebrados. Oito histórias de amor. Dezesseis destinos diferentes.

Todos ligados ao mesmo destino. E não importa o que aconteça – eles sempre estarão juntos.

Dizem que toda história tem um começo. Talvez o começo possa ser falso... mas o destino é sempre real.

Eu sou Enrique Blackburn. Um garoto de São Francisco. Do tipo rico e famoso – um ator, um modelo, um playboy. Mas estou me escondendo atrás de muros. Sou marcado pelo meu passado. Talvez eu aja como um robô para não me machucar. Talvez eu acredite que não tenho um coração. Talvez eu não mereça ser amado. Talvez eu goste da minha vida falsa.

Então eu a encontrei. Ela é a perfeição.

Talvez seja porque eu fiquei um pouco mais velho. Talvez seja por tudo que passei. Talvez seja como me vejo com ela. Ela traz à tona o meu verdadeiro eu. Ela vê através da atuação.

Agora os muros que eu estava construindo estão começando a desmoronar. Ela está roubando as coisas que eu conheço. Talvez robôs tenham corações. Talvez a vida real seja melhor do que os filmes.

Para tê-la, eu assinei um contrato. Para mantê-la, lutei como um leão. Para amá-la, derrubei os muros.

Dizem que toda história deve terminar. Talvez você seja consumido pelo fogo do desejo. Talvez você encontre sua direção.

Eu? Eu tive que dizer as palavras.

Capítulo 1

Data = 26 de novembro (alguns dias depois da festa na praia, Livro 1)

Tudo começou com uma ligação à meia-noite de um desconhecido.

Local = Los Angeles / Berlim

Da Rússia. Sem amor.

POV Aria

A vida é feita das escolhas que a gente faz.

Ou pelo menos é o que o pessoal diz.

Também dizem que SEMPRE existe uma escolha.

(Tipo escolher “Aceitar” ou “Recusar” naquela janelinha de notificação da chamada de Zoom.)

Mas estão errados.

Às vezes, é a vida que escolhe por você.

Tem gente que chama isso de destino. Eu chamo de “a cota de azar da Aria”.

Eu não tenho escolhas… eu tenho opções impostas.

(Como ter que aceitar essa ligação inesperada quando eu queria, desesperadamente, recusar.)

“Não surta”, eu sussurro para mim mesma, dando uma última olhada no espelho da parede em frente.

Droga. Eu estou um caco.

Estou no meio da minha rotina de skincare, usando uma camiseta com um unicórnio de desenho, desbotado, vomitando arco-íris. Uma toalha enrolada na cabeça, tipo dona de casa estressada de novela, e o rosto coberto por uma gosma preta grossa que me faz parecer que acabei de rastejar para fora de um buraco de cinzas vulcânicas.

Adeus, primeira impressão.

Eu definitivamente não estava esperando a ligação dele. E definitivamente não estou pronta pra impressionar.

Com um suspiro resignado, eu clico em “Aceitar”.

A tela pisca por um segundo antes de estabilizar.

Eu vejo um quarto de hotel elegante, banhado por uma luz dourada baixa e com detalhes em cinza ardósia escuro. Linhas limpas, modernas. Janelas do chão ao teto brilhando com a chuva. Além delas, o horizonte de Berlim fica borrado atrás de uma névoa gelada de novembro.

Eu encaro.

Pele dourada. Cabelo bagunçado. Uma camisa branca casual, indecentemente aberta. Ele parece uma propaganda de perfume que ganhou vida só pra me julgar.

Sexy.

Ele pisca. Depois sorri. E então se recosta na cabeceira de madeira escura de uma cama absurdamente grande, com um sorrisinho de canto, como um garoto que acabou de descobrir um brinquedo novo.

“Por favor, me diz que eu não interrompi um sacrifício ritual”, ele diz, bem calmo.

“É skincare”, eu retruco, segurando a frente da camiseta, só pra lembrar que eu estou, de fato, sem sutiã. “Limpa os poros”, eu explico demais.

“Sem julgamentos”, ele diz. “É fofo você estar se arrumando pra mim. Eu só não esperava o primo mais gostoso do Batman.”

Eu estreito os olhos, o que só faz a máscara enrugar. “Você tem sorte de eu ter assinado aquele NDA.”

“Eu sempre tenho sorte”, ele ri baixo. “O Jackson é que dá azar.” Ele sorri com uma malícia de menino. Mas são os olhos dele que me fazem ficar olhando. Um é de um azul cortante, gelado. O outro também azul, girando e se misturando num castanho-avelã quente, como chocolate derretido num céu de verão. Eu me perco neles por um momento.

Perfeito.

— Ei, Batnip, você tá babando.

Merda. — Não tô. E você nem faz o meu tipo. — Eu limpo a boca com as costas da mão. Ele solta um risinho baixo — o som aquece meu corpo e me dá arrepios. Merda.

— Eu faço o tipo de todo mundo.

Cruzo os braços. — Você é sempre tão encantador assim?

— Só depois da meia-noite. Ou quando eu tô morrendo de frio. — Ele é irritantemente convencido.

Insuportável.

Inclino a tela pra baixo com uma irritação dramática e me recosto. — Por que você ligou?

— Não conseguia dormir — ele fala com desdém, olhando de lado para a janela. A chuva tamborila fraquinho no vidro, calmante de um jeito distante.

— Berlim é fria pra caramba. Céu cinza, café mais cinza ainda. Eu tava esperando que a minha namorada me esquentasse.

Essa palavra, “namorada” — mesmo de brincadeira — faz alguma coisa afiada se retorcer dentro de mim. Pode ser o estômago. Só que essa parte da minha anatomia nunca foi muito confiável.

Seja o que for, me diz que chegar perto desse homem vai doer. Mas essa é a única escolha.

Não importa quem escolheu — eu, a vida ou o destino.

— Namorada… de mentira. — Eu expiro e tiro a toalha da cabeça, e meus cachos ruivos molhados caem sobre os ombros. Os olhos dele tremem. — Mas já vou avisando… eu não sei fingir bem. Tenho uma cara péssima pra blefe.

Ele inclina a cabeça. — Ótimo. Cresci numa família em que uma mentira podia te matar — ele diz, leve, embora alguma coisa sombreie a expressão dele por um segundo. — Longa história que envolve um poço, um apito e um estábulo. — Ele pisca duas vezes, como se eu tivesse que entender o que ele quer dizer.

— Sério — eu digo, só pra dizer alguma coisa.

— É. Então, entre nós dois, nada de fingimento. Só pro resto do mundo. — Eu não quero me aprofundar demais no significado dessas palavras.

— E quanto mais gente sabe de um segredo, menos segredo ele é e maior a chance de vazar — ele acrescenta como se fosse obrigado a recitar um poema horrível. Eu balanço a cabeça de leve, concordando.

Ele tem razão… o único jeito de manter um segredo em segredo é não contar pra ninguém. Então, nada de contar.

O cheiro fresco, frutado, meio de pêssego do meu shampoo sobe até o meu nariz. Eu inspiro fundo.

E expiro — me firmando, e empurrando alguns cachos molhados do rosto.

O contrato. É isso que a gente deveria discutir. Meu humor muda de um irritado brincalhão para sério.

— Tá bom — eu começo, indo pro meio da cama, cruzando as pernas e puxando o laptop pro colo. — Vamos falar disso. Nada de flerte. Nada de piada. Só fatos. — Eu preciso me concentrar, e a beleza dele e os comentárioszinhos não estão ajudando.

Ele arqueia uma sobrancelha. — Então você não vai ter graça nenhuma, é isso? — Ele soa como a Leyla quando não consegue o que quer.

Eu o ignoro e pego o contrato que imprimi, passando os olhos pelo texto com um distanciamento forçado. “Então… item um — eu finjo ser sua namorada. Publicamente, a partir de meados de março”, eu digo. Temos que esperar a Leyla terminar a primeira fase de quimio.

“E, em troca, eu pago todas as despesas médicas da Leyla e qualquer outra coisa de que vocês meninas precisem.” Ele me encara, e eu tenho certeza de que aqueles olhos estranhos leem mentes. Tento esconder a culpa misturada com o cansaço que eu sinto. Tento não deixar tão na cara que eu não quero aceitar esse acordo. Mas eu preciso.

“Como ela está?”, ele pergunta, baixo, e, ao notar minha expressão surpresa, acrescenta: “Eu sei que ela começou a quimio.” Meu cenho se fecha ainda mais. Viu… eu sabia que ele era clarividente.

“Como eu sei?”, ele continua. “Eu dei uma investigada… tem um arquivo.” Nossa, nada assustador isso.

Eu baixo o olhar, para não deixar que ele veja a dor nos meus olhos. “Ela vomitou quase a noite inteira.”

Enrique fica em silêncio por um segundo. Então, com cuidado — “Sinto muito”, como se a culpa fosse dele.

Por algum motivo, isso piora tudo. Minha mandíbula trava. “Você não precisa dizer isso. Só precisa cumprir a sua parte do contrato.” Eu não preciso da pena dele. Não quero. Isso deixa o estado da Leyla real demais.

Ele deixa o comentário passar. “Ela tem nove, né?”

“E meio.” Eu sorrio. Ela nunca esquece o ‘e meio’.

“Você disse que ela gosta de lagartos”, ele afirma. Na verdade, ela gosta de todos os animais. Principalmente os esquisitos.

Eu arqueio uma sobrancelha. “Isso está no arquivo?”

Ele dá uma risada. É… sexy.

“Isso, e você comentou que ela é obcecada pelo camaleão de Enrolados.”

“Pascal”, eu suspiro, baixo. Clarividente e observador, com memória de elefante. Ótimo. Traços de um bom serial killer. “É.”

Há uma pausa. Eu me forço a voltar pro assunto.

“Dá pra fazer o dinheiro como um empréstimo? Eu trabalho e te pago.” Eu não gosto de pegar dinheiro de ninguém. “Eu não quero caridade”, eu rebato, ríspida.

A voz dele continua calma. “Não é caridade. É um trabalho. Uma troca. Você me ajuda a consertar minha imagem — eu ajudo a salvar a vida da sua irmã. Esse é o acordo.”

“Tipo um salário?” Eu paro um instante, pensando.

“Tudo bem, eu aceito as despesas médicas como meu salário”, eu concordo. “Mas qualquer coisa extra vai ser empréstimo.” Ele faz um bico e dá de ombros. Eu tomo aquilo como um acordo.

A chuva tamborila no vidro da janela dele como um baterista impaciente. Eu olho de novo para a pilha de páginas no meu colo. O papel está quente por causa das minhas mãos, amassado nas bordas de tanto eu apertar, como se pudesse, de repente, se soltar e me morder. Eu pigarreio.

“Cláusula dois…” Minha voz sai mais cortante do que eu pretendia, as palavras rasgando o zumbido baixo da tempestade ao fundo. Umedeço os lábios e estreito os olhos para ele através da tela. “Aqui diz que a gente não pode ser VISTO ficando com outras pessoas. Eu preciso que isso mude.”

As sobrancelhas dele se erguem, e um lampejo de malícia puxa o canto da boca. Ele se recosta, se espreguiçando como se fosse dono de Berlim inteira, um braço jogado com preguiça sobre uma almofada — igualzinho a um advogado metido esperando eu me incriminar.

“Mude como?”, ele pergunta, num tom perigosamente suave.

Eu inspiro. O ar tem um leve cheiro cítrico do chá que abandonei na mesa de centro, forte o bastante pra arder na língua quando eu falo. “Já que a gente vai agir como um casal… então vai agir como um casal por completo.”

Isso pega nele. Os lábios dele se contraem num sorriso que é metade charme, metade ameaça. O tipo de sorriso que diz: isso-vai-ser-divertido-pra-mim-mas-desastroso-pra-você.

“Você não vai me trair e me colocar numa saia justa”, continuo antes que ele me interrompa. Meu coração martela como se estivesse fazendo teste pra bateria de escola de samba, mas meu tom se mantém seco, objetivo, profissional. “Eu não vou ser a garota que não conseguiu segurar o próprio homem. Entendeu?”

O sorriso se abre de vez agora, e a tempestade sacode a janela como se estivesse aplaudindo ele. Ele inclina a cabeça, os olhos se estreitando numa consideração teatral.

“Então…” ele arrasta, cada sílaba carregada de malícia. “Nada de sexo com terceiros.”

Ele deixa as palavras pairarem no ar, me observando me contorcer.

“Só um com o outro.”

A cara de pau.

Escapa de mim um som — entre um bufar e uma morsa morrendo. Um charme. Eu encaro mais forte, apertando os papéis como se fossem a única coisa me mantendo presa à sanidade.

“Sem sexo. Ponto”, eu corto, o impacto das minhas palavras mais afiado que o meu olhar.

Ele nem pisca. Só me lança um sorriso torto, como um gato que achou o creme e sabe que eu não vou tirar o pires. Aquele sorriso diz que ele não acredita em mim nem por um segundo. O que — ótimo. Tanto faz. Mente, mente, calça em chamas e auto-sabotagem.

Eu sigo em frente antes que ele diga isso em voz alta. “Continuando. Cláusula três…”

“… ao término deste contrato, haverá um período de carência de dois meses antes que qualquer uma das partes possa voltar a namorar publicamente.” Estranho… mas ok… não é como se eu tivesse uma fila de pretendentes esperando eu terminar esse ‘trabalho’.

“Só pra ninguém desconfiar”, ele explica. Eu confirmo com a cabeça.

“Ótimo. Número quatro… você não pode se envolver em nenhum tipo de conduta inadequada em público: sem discutir, sem brigar, sem chilique — sem nenhum comportamento humilhante, de espécie alguma.”

Meu rosto se transforma sozinho numa expressão esquisita.

Ele dá um sorrisinho de canto. “Quer acrescentar alguma coisa?”

“Sim, vale o mesmo pra você — você não pode me humilhar por motivo nenhum… nem em particular, nem em público.” Eu encaro ele bem nos olhos, sem vacilar.

“Por que você acha que eu faria isso?” Ele fica com um ar meio nostálgico.

“Você passa uma impressão bem insensível,” eu digo.

Um Robô.

Continuo desafiando ele com aquele olhar implacável. Ele fecha a cara, como se minhas palavras tivessem atingido o ego dele. O que não atingiram.

“Você não precisa se preocupar com a Cláusula Cinco. Eu sempre me visto de um jeito apresentável.” Minha voz sai firme, porque é a verdade. “Eu sou profissional.”

Ele dá um sorrisinho. “Ah, é?”

“É.” Eu levanto o queixo. “Eu não apareço no trabalho parecendo que acabei de fugir de uma seita… ou de um strip club,” eu acrescento, já que o contrato diz que eu tenho que me vestir sexy, mas não vulgar.

Ele abre um sorriso ainda maior, claramente se divertindo. Eu não entendo a graça. “Então, só pra deixar bem claro… a sua versão de ‘apresentável’ inclui uma máscara facial pretíssima, cabelo molhado e uma camiseta com um unicórnio vesgo vomitando um arco-íris?”

Eu pisco e, então, olho pra baixo.

Merda.

É minha camiseta de dormir. O unicórnio está com os olhos tortos. O arco-íris parece radioativo.

A voz dele baixa, provocadora e sem vergonha nenhuma. “Não que eu esteja reclamando, Cupcake. É um visual bem… expressivo. Grita seita com um toque de stripper.” Ele consegue ver meus mamilos? Tenho certeza que sim. A camiseta é branca, o tecido já ficou fino de tão velha, de tanto usar e lavar.

Eu pego a mantinha mais próxima e puxo pra cobrir meu peito. “Você tá —?! Seu —!” Eu gaguejo. Aí minha voz falha. “Eu não estava esperando uma ligação.”

Ele levanta as duas mãos, numa rendição de brincadeira, sorrindo que nem o diabo. “Ué, você disse que estava apresentável. Eu só… tô observando os fatos.”

“Você é impossível.”

“Eu sou um homem, Batnip.” Ele diz, com um ar convencido. “Homem repara em peitos e partes sexy do corpo. Tá no nosso DNA.”

Eu encaro ele pela tela, com as bochechas coradas. “Isso aqui é estritamente profissional.”

Ele apoia o queixo na mão. “Se isso é profissional, é a melhor reunião que eu já tive.”

Eu inspiro fundo, mordendo o lábio de baixo pra me acalmar. O fogo nos olhos dele muda pra uma sensação que eu não tô a fim de destrinchar. Ele tá com fome, com raiva ou com tesão. Ficando meio desconfortável sob aquele olhar, eu começo a brincar com a bordinha franzida da manta.

“Já terminei com o contrato… é chato. Tem alguma cláusula com a qual você tenha um problema sério? Alguma mudança grande que você queira?” ele pergunta.

“Não muito. Uma coisinha aqui e ali.”

“Tá, manda pelo correio pra mim. A gente assina quando você se mudar”, ele diz, com a maior naturalidade do mundo… como se fosse a coisa mais normal do mundo eu deixar minha vida inteira pra trás pra ir morar numa casa que eu nunca nem vi, numa cidade em que eu nunca pisei — por causa de uma mentira.

“Ei, não é mentira. É… um acordo. E, além disso, você vai morar numa casa na praia com um cara gostoso. E Wi‑Fi grátis.” As habilidades telepáticas dele me assustam um pouco. Tenho quase certeza de que só vampiros, demônios e o próprio diabo leem mentes. E eu não quero dividir uma casa com nenhum deles.

“Por que eu?”, pergunto, toda séria. “Você nem me conhece.”

“Não preciso. Seu dossiê tem tudo.”

Eu encaro ele.

Ele dá de ombros. “Aria Thompson. Nascida em 25 de julho. Você tem 21 anos. É de Leão. Assumiu a guarda da sua irmã quando terminou o ensino médio pra que o Noah pudesse estudar. Você vem trabalhando em três empregos enquanto fazia aulas à noite na escola de cosmetologia, que largou quando a Leyla ficou doente. Você tem um blog de maquiagem e moda. Gosta de rosa e sofre de claustrofobia.”

Minha garganta aperta. Ele se inclina pra frente de novo, com os cotovelos apoiados nos joelhos. “Você acha que eu te escolhi porque você é bonita?”

“Acho que você me escolheu porque ninguém mais estaria desesperada o suficiente pra dizer sim.” Embora eu não consiga imaginar nenhuma garota dizendo não.

Ele não discute. Em vez disso, diz: “Na verdade, o destino escolheu você.” Eu sabia, porra. “Eu estava desesperado. Eu queria alguém de verdade. Alguém com algo a perder. E o seu irmão literalmente caiu no meu colo na nossa festa na praia. Se isso não é um sinal do universo, eu não sei o que é.”

Eu sustento o olhar dele. Meu estômago revira. Não sei bem o que Noah, destino ou o universo têm a ver com isso, mas eu entendo que nós dois estamos desesperados.

“E qual é a sua parte nessa história?”, pergunto, mudando de assunto.

“Eu tive dezessete orgias, quatrocentas e trinta e quatro namoradas, noventa e dois relacionamentos, seis gravidezes, cinquenta e cinco ligações por assédio, sete stalkers — três ficaram violentos. E isso só no último ano. Algumas eu conheci, outras não.” Uau. Só… uau, porra.

“Você é um cafajeste.”

Garotinho de programa.

“Eu sou um rostinho bonito com problemas”, ele corrige. “Mas também sou o rosto de várias marcas de muitos bilhões de dólares que querem que eu pare de ser manchete por sexo e comece a ser manchete por estabilidade. Ou seja: eles querem que eu mude minha imagem pra gostoso‑pra‑caralho‑mas‑indisponível. Aparentemente, indisponibilidade vende.”

“Aí eu entro.” Eu me pergunto como seria transar com ele. Não pode ser pior do que minhas experiências anteriores. Tenho certeza de que aquele último atleta que eu peguei quebrou meu orgasmo com aquelas metidinhas patéticas.

“Exatamente. Eles querem que eu tenha uma namorada”, ele diz. “E eu quero uma garota doce, com os pés no chão. De verdade. Não de Hollywood. Não mais uma famosa com cara de vadia.”

“Você me faz parecer uma freira”, eu rio.

“E você me faz parecer um idiota.”

“Pra isso você não precisa de mim. Você é idiota sozinho.”

Ele solta um riso pelo nariz, curto, divertido, que repuxa nos cantos dos lábios. Eu não consigo evitar um sorriso — só um lampejo — antes de me conter. “Então qual é a nossa história? Como a gente se conheceu?”

“Livraria?”, ele sugere depressa demais, como se tivesse pegado a primeira coisa inocente que encontrou na prateleira.

Deixo meu olhar percorrer ele, devagar, avaliando. O cabelo perfeito. O jeito largado do corpo na cama, como se a gravidade obedecesse a ele. O brilho de alguém que vive de ser visto, não de ficar escondido no silêncio, se perdendo entre as páginas de um bom livro.

“Você já entrou numa? Você parece o tipo que nem lê os próprios roteiros.”

“Ai.” Mas eu sei que não tô errada. Esse homem não lê.

Ele apoia o queixo nos nós dos dedos, fingindo estar ofendido. “Tá. Qual é a sua sugestão?”

Eu me sento mais ereta, a coluna estalando no lugar, os ombros pra frente como se eu fosse dar uma aula. “Algo crível. Natural. Respeitável.”

Ele inclina a cabeça pra mim, os olhos brilhando de divertimento. “Então… uma feira orgânica?” Eu reviro os olhos enquanto um gemido escapa de mim.

“Eu disse crível.”

Ele dá uma risada baixa no peito, um som quente, aveludado e irritantemente contagioso. Eu luto contra um sorriso e continuo.

“Evento… numa galeria em LA. Eu era garçonete, você supostamente tava num encontro.”

Isso faz ele rir de verdade, daquele tipo que se espalha pelo quarto como o clarão de um fósforo riscado. Por um segundo, chega a suavizar as linhas duras do rosto dele.

E, droga, é perigosamente fácil gostar desse som.

“Eu não saio em encontro”, ele interrompe. “Mas eu tava lá pela exposição… você tava passando com vinho. Eu trombei em você. Você derramou em mim.”

Eu sorrio e deixo a máscara de carvão rachar um pouco mais. “Isso é meio fofo.”

“Você achou que eu fui grosseiro. Eu achei que você era dramática. Você me deu um esporro. Eu pedi seu número. Você disse não.” Parece bem isso mesmo. Eu teria achado ele um babaca insuportável… um babaca sexy, perfeito, atraente… com um jeito robótico… um boy toy com T maiúsculo… mas ainda assim um babaca irritante.

E eu nunca dou meu número. Não depois do incidente. O Noah sabe disso.

“Mas aí”, eu sorrio, mais de verdade dessa vez. Ele não é tão ruim… eu acho. “Você me esperou lá fora, me entregando sua camisa italiana caríssima pra eu lavar. No dia seguinte a gente se encontrou num brunch pra eu te devolver essa camisa idiota”, eu rosno.

“Viu? Você tá pegando o jeito.”

“Mas por que a gente tá indo morar junto tão rápido?” O Noah vai saber que eu nunca moraria com um cara… ainda mais depois de só quatro meses.

—Você foi despejada. O aluguel aumentou. Você não tinha pra onde ir, e eu ofereci.

—Oferta por pena? —dou uma risadinha.

—Não. Eu tava implorando. Porque eu senti falta de você quando você não tava aqui. —Não. Não serve. Eu preciso de um motivo que combine comigo pra isso parecer legítimo.

—Leyla… a gente foi morar junto pra Leyla poder começar a próxima rodada de quimio com o médico novo. —Agora sim, isso é algo que até eu acreditaria que eu faria. Ele assente.

A gente fica em silêncio por um instante, o pingue suave da chuva ecoando fraquinho do lado dele da tela.

—O que a gente fala pro Noah? —pergunto, por fim.

—Não fala nada pra ele. —Não tem nem sinal de preocupação no rosto dele. Só que eu não fico confortável com essa atitude de “vamos vendo”. Eu preciso saber.

Eu hesito.

—E pra sua família, o que você vai dizer? —tento de novo.

—Nada. Uma hora eles vão descobrir.

—Quando? No dia em que eu me mudar? —Ele dá de ombros.

—Provavelmente. Embora o Jackson talvez saiba de tudo até amanhã —ele solta uma risada alta. —Juro que ele tem acesso a arquivo confidencial nível FBI. —Ele tá confortável demais com tudo isso. Eu não.

Eu faço uma careta.

—Eu já tô odiando isso. —Não vou mentir. Isso tá muito fora da minha zona de conforto.

—Você se acostuma. —Calmo, calmo demais.

—Não vou.

—Você talvez até comece a gostar de mim. —Isso acerta perto demais. Acho que eu já tô começando a gostar dele.

Eu rio.

—Improvável.

—Tá bom, eu falo com o Noah. Conto nossa história. Encanto ele. Sou educado e não o meu eu de sempre. —Eu acredito que ele vai encantar meu irmão. Tenho certeza de que ele consegue encantar até o diabo.

—Ele vai ficar bem. Você vai ficar bem. Para de se preocupar tanto —ele encerra.

Eu tô cansada. E eu preciso pensar. Preciso terminar essa chamada.

Eu suspiro.

—Tem mais alguma coisa?

—Só uma. —A voz dele desce pra aquele tom lento, provocador, que faz parecer que ele vai me pedir em casamento ou vender perfume. —Eu mal posso esperar pra você se mudar.

—Por favor, não flerta comigo enquanto eu tô assim.

—Pelo contrário —ele diz, com um meio sorriso—, eu acho que essa versão sua é a mais honesta. Crua. De verdade. Coberta de piche vulcânico.

—É CARVÃO. —Eu realmente preciso encerrar essa chamada. Ele tá entrando na minha cabeça.

—Eu tô curtindo. —Curtindo o piche ou a minha cabeça? E eu nunca conheci ninguém tão convencido.

—Eu vou desligar agora.

—Ansioso pra te ver pessoalmente, Batnip. —Qual é a porra desse Batnip?

Clique. Eu bato a tampa do notebook e grito pro nada.

Meu vizinho berra do lado, “Você acabou de se apaixonar ou explodiu?” Paredes finas. Apartamentinhos minúsculos, porcarias, bem merdas. Acessíveis.

—Nenhum dos dois!

Mas meu coração tá fazendo umas coisas estranhas e traiçoeiras. E isso não tá no contrato.

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Ao observar ao seu redor, Cecília viu apenas carne nua. Os músculos carnais e os rostos bonitos, entrelaçados ao seu redor.

Quatro Alfas.

Um enrolava seu cabelo entre os dedos. Outro segurava sua mão junto à boca, roçando um beijo leve como uma pluma contra seus dedos. Ela se apoiava nos peitos de dois deles, suas risadas suaves em seus ouvidos e seus corpos quentes pressionados contra seus ombros.

Os dedos dos Alfas deslizavam por sua pele nua, provocando arrepios por onde passavam. Linhas quentes e gentis eram traçadas na parte interna de suas coxas, no peito, no estômago.

"Em que humor você está esta noite, Cecília?" sussurrou um dos homens em seu ouvido. Sua voz era suave, baixa e agradável enquanto seus lábios roçavam sua pele. "Quer brincar de forma mais intensa?"

"Você é muito egoísta com ela," disse outro. Este parecia mais jovem, descansava atrás dela, onde ela se apoiava em seu peito nu. Ele inclinou sua cabeça docemente sob seu queixo e beijou o canto de sua boca, dizendo contra seus lábios, "Deixe-nos ouvir você."


Bem-vindo a este mundo hierárquico de Alfa, Beta e Ômega.

Cecília, uma garota Ômega de uma família pobre, e cinco Alfas de alta patente, se encontraram em uma mansão.

Aviso de Conteúdo Maduro
Uma dose de amor e o coração de um CEO, por favor

Uma dose de amor e o coração de um CEO, por favor

6.8k Visualizações · Concluído · roseana2701
Maria Eduarda Montez Deocca desperta de um coma de quase um ano para descobrir que foi abandonada por todos durante este tempo. Determinada a surpreender o marido, a quem dedicou sua vida, se depara com uma chocante revelação: talvez por anos tenha sido enganada por ele e sua melhor amiga, uma das pessoas em quem mais confiava.
Sentindo-se sozinha e fragilizada, decide ir a um bar para afogar as mágoas, achando que beber uma dose de amor próprio seria a cura para seu coração partido. Disposta a se vingar do marido, Maria Eduarda dorme com o primeiro homem que encontra. Só não esperava que aquele encontro inesperado fosse mudar seu destino.
Afinal, aquele estranho CEO cheio de segredos e dono dos mais belos olhos que já vira era sua salvação ou seria sua ruína? Ela aceitaria ser “a outra”, mesmo constatando o quanto aquilo doía?
Em meio a uma trama de conspirações que levaram à ruína financeira e emocional de seu avô, Maria Eduarda se encontra num impasse entre vingar-se de todos ou aproveitar a segunda chance que a vida lhe deu e tentar ser feliz. Em um cenário de mentiras, intrigas e ambições, ela descobre que, mesmo em meio ao caos, o amor verdadeiro e a amizade genuína podem surgir das situações mais improváveis.
Uma Rainha do Gelo à Venda

Uma Rainha do Gelo à Venda

3.6m Visualizações · Concluído · Maria MW
"Coloque-os." Peguei o vestido e a roupa íntima, então quis voltar para o banheiro, mas ela me impediu. Pareceu que meu coração parou por um segundo quando ouvi sua ordem. "Vista-se aqui. Deixe-me ver você." Não entendi o que ela queria dizer no início, mas quando ela me encarou com impaciência, soube que devia fazer o que ela disse. Abri meu roupão e coloquei-o no sofá branco ao meu lado. Segurando o vestido, eu queria vesti-lo quando a ouvi novamente. "Pare." Meu coração quase pulou para fora do peito. "Coloque o vestido no sofá por um segundo e fique em pé." Fiz o que ela disse. Fiquei ali completamente nua. Ela me examinou dos pés à cabeça com os olhos. A forma como ela verificou meu corpo nu me fez sentir terrível. Ela moveu meu cabelo para trás dos ombros, passando suavemente o dedo indicador sobre meu peito, e seu olhar parou em meus seios. Então ela continuou o procedimento. Seu olhar desceu lentamente entre minhas pernas, e ela olhou por um tempo. "Abra as pernas, Alice." Ela agachou, e eu fechei os olhos quando ela se aproximou para me ver de perto. Eu só esperava que ela não fosse lésbica ou algo assim, mas finalmente ela se levantou com um sorriso satisfeito. "Perfeitamente depilada. Homens são assim. Tenho certeza de que meu filho também vai gostar. Sua pele é bonita e macia, e você é musculosa, mas não demais. Você é perfeita para o meu Gideon. Vista a roupa íntima primeiro, depois o vestido, Alice." Eu tinha muitas coisas para dizer, mas as engoli de volta. Só queria escapar, e aquele era o lugar e momento em que jurei a mim mesma que teria sucesso uma vez.

Alice é uma patinadora artística de dezoito anos, bela. Sua carreira está prestes a atingir o ápice quando seu cruel padrasto a vende para uma família rica, os Sullivans, para se tornar a esposa do filho mais novo deles. Alice presume que há uma razão para um homem bonito querer se casar com uma garota estranha, especialmente se a família faz parte de uma organização criminosa conhecida. Ela encontrará o caminho para derreter os corações gelados, para libertá-la? Ou conseguirá escapar antes que seja tarde demais?
Reivindicada Pelo Bilionário

Reivindicada Pelo Bilionário

888.1k Visualizações · Atualizando · Khey Coco
—Assine.

A voz dele era fria, afiada como aço.

—Espera... tem alguma coisa errada.

—Assina essa porcaria de papelada —ele disse, a voz baixa e cortante como lâmina.

Eu engoli em seco.

As ameaças do meu pai ecoaram na minha cabeça: Se você não assinar, nunca mais vai ver seu filho.

E eu assinei.

Elizabeth Harper nunca deveria se casar com ele. Ele era perigo dentro de um terno sob medida, riqueza embrulhada no silêncio, poder disfarçado por olhos azuis e gelados.

Um erro, uma assinatura na sala errada, e agora ela está presa a Christian Reed, o bilionário implacável conhecido por destruir impérios... inclusive a própria linhagem.

Ela devia ser invisível. Obediente e descartável.
O homem errado é meu par perfeito

O homem errado é meu par perfeito

3.2k Visualizações · Concluído · roseana2701
Aimê D'Auvergne Bretonne não nasceu a primeira na linha de sucessão ao trono. Mas todos sabiam, desde sempre, que ela tinha vocação para ser a rainha.
Dentre suas certezas na vida, sabia que:

Não poderia casar com seu namorado por ele não ser da realeza, embora o tivesse colocado num cargo em que estariam sempre juntos.
Que as obrigações com o povo vinham antes de qualquer coisa, inclusive de si mesma.
Que o povo de Alpemburg amava os D'Auvergne Bretonne e que ela precisava ser uma monarca tão boa quanto ou melhor que seu pai e sua irmã.
O que nossa futura Majestade não esperava era que:
Todas as suas certezas virariam incertas, depois de um fatídico acidente, onde a princesa blogueira agora era chamada de irresponsável, ocupando a primeira página dos principais noticiários do mundo.
Concomitantemente, um escândalo num pequeno reino vem à tona mundialmente, com um príncipe nu estampando os principais veículos de comunicação. Um futuro rei com a pior das famas, levando seu país a ser alvo de especulações sobre uma possível queda do governo monárquico.
Uma proposta é feita para amenizar os noticiários negativos.
Uma princesa é rejeitada.
Um rei é desmascarado.
Uma revelação muda tudo que o povo sempre acreditou.
Aimê estava preparada para absolutamente tudo. Menos para aceitar que poderia ter qualquer coisa na vida, mas tudo que desejava era ser dele, o homem mais errado que já tinha conhecido até aquele momento.
Com diálogos espirituosos, personagens carismáticos e uma dose saudável de reviravoltas inesperadas, "O Homem Errado é Meu Par Perfeito" é uma história de amor hilariante que explora a jornada de Aimê em busca do amor verdadeiro, enquanto ela lida com suas próprias inseguranças e dúvidas.
Accardi

Accardi

1.9m Visualizações · Concluído · Allison Franklin
Ele abaixou os lábios até o ouvido dela. "Vai ter um custo," ele sussurrou antes de puxar o lóbulo da orelha dela com os dentes.
Os joelhos dela fraquejaram e, se não fosse pelo aperto dele em seu quadril, ela teria caído. Ele empurrou o joelho entre as coxas dela como um suporte secundário, caso decidisse que precisava das mãos para outra coisa.
"O que você quer?" ela perguntou.
Os lábios dele roçaram o pescoço dela e ela gemeu enquanto o prazer que os lábios dele proporcionavam se espalhava entre suas pernas.
"Seu nome," ele sussurrou. "Seu nome verdadeiro."
"Por que é importante?" ela perguntou, revelando pela primeira vez que a desconfiança dele estava correta.
Ele riu baixinho contra a clavícula dela. "Para eu saber que nome gritar quando gozar dentro de você de novo."


Genevieve perde uma aposta que não pode pagar. Em um compromisso, ela concorda em convencer qualquer homem que seu oponente escolher a ir para casa com ela naquela noite. O que ela não percebe, quando a amiga de sua irmã aponta o homem sombrio sentado sozinho no bar, é que aquele homem não vai se contentar com apenas uma noite com ela. Não, Matteo Accardi, Don de uma das maiores gangues de Nova York, não faz sexo casual. Não com ela, pelo menos.
O Incrível Ajudante - Completo

O Incrível Ajudante - Completo

3.1k Visualizações · Concluído · krushandkill
Jack Snyder morreu na Terra durante um acidente de carro. O tempo passou, e ele ouviu a voz de uma garota chamando Nozomu Shinchaku. Jack abriu os olhos lentamente e uma garota desconhecida estava chorando na sua frente, mas tudo nela parecia errado. Cabelos longos e azuis, olhos amarelos, orelhas de gato em vez de orelhas humanas normais. Jack olhou para a mão dela e viu unhas afiadas e longas acariciando seu rosto. Um rabo fofo e azul tremia atrás dela, sinalizando sua preocupação.
Jack viu uma poça de sangue no chão perto de uma pedra, e ele tinha um grande curativo na cabeça. Estranhamente, sua alma viajou para o corpo de um garoto jovem, que, a julgar pela poça de sangue, morreu por causa daquela pedra.
Agora, ele tem que aprender a viver em um Mundo Mágico estranho como o adolescente humano Nozomu Shinchaku, que estranhamente não pode usar Magia, e a Magia não tem efeito sobre ele.

"Definição de ajudante:

Um ajudante é alguém que acompanha o protagonista em suas aventuras. Se ele é um super-herói, o ajudante ajuda a combater o crime. Às vezes, essa palavra significa um desequilíbrio de poder, e implica que o ajudante é menos poderoso que o protagonista.
Ajudante é uma das formas mais eficazes de ataque em uma briga de rua. Chutes fortes, especialmente no joelho, podem derrubar um oponente maior ou pelo menos desequilibrá-lo, deixando-o vulnerável a golpes subsequentes."

Pretendo manter esta história gratuita até que esteja finalizada.
A Noite Antes de Eu Conhecê-lo

A Noite Antes de Eu Conhecê-lo

1.1m Visualizações · Atualizando · bjin09036
deixar um estranho me destruir em um quarto de hotel.

Dois dias depois, entrei no meu estágio e o encontrei sentado atrás da mesa do CEO.

Agora eu busco café para o homem que me fez gemer, e ele age como se eu fosse a pessoa que ultrapassou os limites.


Tudo começou com um desafio. Terminou com o único homem que ela nunca deveria desejar.

June Alexander não planejava dormir com um estranho. Mas na noite em que comemora conseguir o estágio dos seus sonhos, um desafio ousado a leva para os braços de um homem misterioso. Ele é intenso, quieto e inesquecível.

Ela achou que nunca mais o veria.
Até que entra no seu primeiro dia de trabalho—
E descobre que ele é seu novo chefe.
O CEO.

Agora June tem que trabalhar sob o comando do homem com quem compartilhou uma noite imprudente. Hermes Grande é poderoso, frio e completamente proibido. Mas a tensão entre eles não desaparece.

Quanto mais próximos ficam, mais difícil se torna manter seu coração e seus segredos a salvo.