
A Híbrida Rejeitada: Herança de Sangue
Diene Médicci · Concluído · 217.6k Palavras
Introdução
Quando retorna à cidade onde tudo começou, Kaya descobre a verdade brutal: ela faz parte de uma profecia antiga, ligada a uma herança de sangue que pode salvar ou condenar todos os clãs. Agora, desejada por uns, temida por outros e rejeitada por quem mais deveria protegê-la, Kaya precisa enfrentar sua natureza obscura antes que o caos domine.
Mas o destino decide ser ainda mais cruel.
Kaya e sua irmã se apaixonam pelo mesmo lobo, o único destinado a apenas uma delas. Enquanto amor, sangue e dever se entrelaçam, o destino exige sacrifícios… e alguns deles custam mais do que a própria vida.
Entre guerras de poder, segredos antigos e uma herança que clama por sangue, Kaya terá que escolher: ser a híbrida quebrada que tentaram controlar… ou a criatura implacável que nasceu para comandar.
Capítulo 1
O cheiro de terra molhada era a primeira coisa que ela sentia. Não vinha de um lugar específico, mas parecia subir do chão, das raízes, das sombras. A floresta era densa, escura, árvores altas se inclinavam como testemunhas silenciosas enquanto Kaya corria, sentindo os pés afundarem na lama fria enquanto galhos rasgavam sua pele, mas ainda assim ela não diminuía o ritmo. Não podia. O som vinha de trás, passos pesados, firmes, não humanos.
O ar vibrava com um rosnado grave, profundo, que fazia seus ossos tremerem e parecia se aproximar cada vez mais rápido.
— Não… — sua voz saiu fraca, engolida pelo vento.
— Socorro! Alguém me ajuda!
Ela não olhava para trás, sabia o que encontraria se fizesse isso. Sabia desde o início do sonho, desde o momento em que seus pulmões começaram a queimar e o medo se alojou em seu peito como algo impossível de se ignorar, familiar demais para ser apenas imaginação. Parecia real, uma premonição talvez.
A floresta parecia se fechar ao redor dela, as árvores se aproximavam, os troncos retorcidos formavam caminhos impossíveis, enquanto a lua grande e brilhante cheia, observava tudo de cima, indiferente, como se pouco se importasse com o terror que a garota vivia. O lobo uivou, e o som atravessou seu corpo como uma conexão. Kaya tropeçou e caiu de joelhos, com a lama grudando em suas mãos, fria e viscosa.
O coração batia tão forte que parecia querer saltar de seu peito, ela tentou se levantar, mas era tarde demais. O lobo saltou. Ela sentiu o impacto antes de ver, sentiu o peso esmagador, o calor da respiração próxima ao seu pescoço, o cheiro forte de sangue e selvageria e, quando finalmente ergueu os olhos, encontrou os dele. Olhos dourados. Profundos. Não havia raiva ali, nem ameaça. Apenas conexão.
Os dentes se aproximaram, brancos demais, afiados demais… e então os olhos dela se abriram para a claridade do dia. O ônibus deu um solavanco no exato momento em que seus olhos se abriram, e seu corpo estava tenso, com os dedos cravados no tecido da poltrona e o coração disparado como se ainda estivesse correndo pela floresta. Demorou alguns segundos para perceber onde estava.
Não havia árvores. Nem lua. Nem lobo. Apenas o interior abafado de um ônibus de viagem, o zumbido constante do motor e o cheiro misturado dos passageiros, o perfume barato, salgadinho e cigarro.
Pela janela, ela via o trânsito passando enquanto as primeiras casas começavam a surgir. Respirou fundo, passando a mão pelo rosto pálido, ainda sentindo o gosto amargo impregnado na boca, como se o sonho tivesse deixado um resíduo físico.
— Droga… — falou para si mesma, antes de olhar novamente pela janela e suspirar.
A placa surgiu à margem da estrada, grande e enferrujada, cercada de vegetação:
“Bem-vindo a São Veridiano.”
Depois de horas, haviam chegado, a cidade nova. Era um recomeço forçado. O lugar onde nada de bom, segundo seu instinto, poderia acontecer. Kaya observou enquanto o ônibus diminuía a velocidade, entrando pela estrada principal, e as construções surgiam aos poucos: sítios, casas antigas, fachadas desbotadas. Tudo parecia parado no tempo, como se a cidade estivesse esperando por algo. Ou alguém. Era uma cidade pequena e feia, insossa.
Um arrepio percorreu sua pele e a deixou arrepiada, ao passar por um posto de combustível e ver um grupo de jovens, aparentemente ricos, com motos de trilhas e carros de luxo.
— Acordou, bela adormecida?
O chute veio logo em seguida, forte o suficiente para balançar sua poltrona. Kaya fechou os olhos por um instante, respirando fundo, enquanto atrás dela Nilufer se remexia no assento, claramente satisfeita com a provocação. Ela era sua irmã caçula, uma verdadeira pentelha.
Mesmo sem olhar, Kaya conseguia imaginá-la perfeitamente: postura impecável, roupas delicadas, acessórios meigos, cabelo preso de forma elegante, tudo para impressionar as pessoas da cidade nova. Ela era a filha perfeita. A irmã boazinha. O oposto dela.
— Vai começar cedo hoje? — respondeu com a voz baixa, controlada demais para alguém que queria virar e socar a cara da irmã.
Nilufer riu, um som curto e irritante.
— Só achei engraçado você babando enquanto dormia. Combina com esse visual depressivo. Eu te disse, deveria ter vindo, mais arrumada.
Kaya esfregou os olhos devagar. Pensou em se virar, pensou em dizer algo cruel, algo que realmente machucasse, porque ela tinha um talento natural para isso, palavras eram chamas em sua boca, sempre prontas para queimar onde mais doía. Mas o gosto ruim voltou com força, amargando sua boca como carne crua pingando sangue. Não valia a pena. Nunca valia, pois a mãe delas, tinha uma filha preferida e não era Kaya.
Ela apenas esticou a mão, pegou os fones de ouvido e os encaixou, isolando o mundo externo. A música começou a tocar, Lana Del Rey, era pesado, melancólico, com batidas profundas que vibravam em seu peito. Seu refúgio era sempre, se isolar. Olhou novamente para a cidade. São Veridiano se revelava pouco a pouco, pessoas caminhavam pelas calçadas, algumas paravam para observar o ônibus passar e havia curiosidade nos olhares. E algo mais. Algo que ela não gostou: Expectativa.
“Ótimo”, pensou. “Uma cidade pequena, o paraíso do julgamento alheio. Não tinha um buraco melhor para minha mãe me enfiar?”
Kaya passou os dedos pelos próprios braços, sentindo as mangas pretas cobrindo sua pele pálida, enquanto correntes discretas pendiam do pescoço e anéis diversos adornavam seus dedos. Seu estilo não era um pedido de atenção, estava mais para uma armadura, gostava de afastar as pessoas para que elas não enchessem seu saco com coisas que não valiam a pena.
Ela nunca tentou se encaixar, e nunca foi perdoada por isso.
Sua mãe odiava aquele seu jeito de ser e sempre quis que ela fosse mais como Nilufer, e pensar nisso fez ela soltar um risinho amargo, mesmo sem querer. A mente voltou, involuntariamente, ao sonho. Ela visualizava o lobo, perfeitamente. A forma como ele a perseguiu, não com pressa, mas como quem sabia exatamente o que estava fazendo. Como se soubesse exatamente onde ela estaria e como se não importasse o quanto ela corresse, porque ele sempre a alcançaria.
O ônibus parou com um chiado alto. As portas se abriram.
— Chegamos. — anunciou a mãe delas, sem entusiasmo.
Kaya engoliu em seco. Algo dentro dela se contraiu, um pressentimento pesado, quase físico, como se o ar estivesse mais denso ali fora. Ela não acreditava em destino, muito menos em sinais. Mas acreditava em instinto. E o dela gritava, que algo ia acontecer.
Enquanto se levantava, sentiu o olhar de Nilufer em suas costas, e não precisou virar para saber que a irmã carregava aquele sorriso contido, satisfeito. Nilufer adorava mudanças, novas chances, novas plateias para seu teatro de perfeição. Para Kaya, aquilo era apenas mais um exílio. Ela desceu do ônibus, o vento da cidade bateu contra seu rosto, trazendo consigo o mesmo cheiro de terra úmida do sonho.
Seu estômago revirou.
— Não é possível… — sussurrou.
São Veridiano parecia silenciosa demais, sombria mesmo à luz do dia, misteriosa demais e, de alguma forma, lhe lembrava da floresta, do lobo, do sonho… Um arrepio subiu por seu corpo, fazendo-a encolher os ombros enquanto ela erguia o olhar, observando as ruas, os guiches e as sombras longas projetadas pela luz do sol.
Teve a sensação absurda de estar sendo observada, não por pessoas, mas por algo escondido entre a vegetação, entre as árvores … Ela colocou as mãos nos bolsos da blusa de moletom, com os dedos tremendo levemente. Algo estava errado. Algo estava prestes a mudar. E Kaya teve certeza de uma coisa:
Aquele sonho não era apenas um sonho…
Últimos Capítulos
#150 Capítulo 150 Capítulo 150
Última Atualização: 7/26/2026#149 Capítulo 149 Capítulo 149
Última Atualização: 7/26/2026#148 Capítulo 148 Capítulo 148
Última Atualização: 7/26/2026#147 Capítulo 147 Capítulo 147
Última Atualização: 7/26/2026#146 Capítulo 146 Capítulo 146
Última Atualização: 7/26/2026#145 Capítulo 145 Capítulo 145
Última Atualização: 7/26/2026#144 Capítulo 144 Capítulo 144
Última Atualização: 7/26/2026#143 Capítulo 143 Capítulo 143
Última Atualização: 7/26/2026#142 Capítulo 142 Capítulo 142
Última Atualização: 7/26/2026#141 Capítulo 141 Capítulo 141
Última Atualização: 7/26/2026
Você Pode Gostar 😍
A Lua Proibida e Seu Alfa Renegado
No entanto, aquele sonho foi despedaçado no dia da cerimônia, quando ela viu Canagan jurar amor eterno e marcar como sua Lua Cordelia, a cruel irmã mais velha de Artemisa. Mas o destino, caprichoso, tinha preparada uma ruptura brutal. Em meio ao casamento, o caos irrompe quando Velkan Amarok, o meio-irmão exilado de Canagan e o rebelde mais perigoso da estirpe, invade a mansão com um exército de párias. Velkan, com sua pele morena e seu selvageria indomável, chega buscando vingança e poder, desafiando Canagan para um duelo de sangue pela liderança. Em um ímpeto de desafio contra o irmão, Velkan rapta Artemisa diante de todos. Ele não apenas a toma como refém; ele a reivindica como sua própria Lua, desafiando os céus, a profecia e, acima de tudo, Canagan.
Agora, Artemisa encontra-se nas mãos de um Alfa que não conhece a piedade, arrancada de sua vida de submissão para ser o troféu de uma guerra sangrenta.
Prometida ao Homem Errado
Aurora Monteiro cresceu sabendo que seu casamento já havia sido decidido muito antes de seu nascimento. Durante vinte e quatro anos, acreditou que seu futuro pertencia ao herdeiro da influente família Vasconcellos.
Mas, quando faltam apenas alguns dias para subir ao altar, uma única descoberta transforma sua vida em um caos.
Um documento esquecido revela que houve um erro capaz de abalar duas famílias.
O homem que ela sempre acreditou ser seu noivo... nunca foi.
Seu verdadeiro prometido é Gabriel Vasconcellos.
O irmão mais velho.
O homem de olhar frio, poucas palavras e segredos impossíveis de decifrar.
Obrigados a aceitar um acordo firmado por gerações, Aurora e Gabriel precisarão conviver com uma verdade que nenhum dos dois esperava enfrentar. Porém, quanto mais ela tenta entender homem distante, mais percebe que existe algo por trás de cada silêncio, de cada olhar e de cada decisão.
Porque algumas promessas não resistem à força do destino.
E alguns segredos podem transformar um casamento por obrigação na mais perigosa das tentações.
Quando a verdade finalmente vier à tona, Aurora descobrirá que o maior erro de sua vida talvez nunca tenha sido estar prometida ao homem errado... mas acreditar que seu coração seria capaz de resistir ao homem certo.
Uma promessa feita no passado. Um casamento inesperado. Um amor proibido pelo tempo, pelo destino e pelos próprios segredos.
A Jornalista no Morro
Porém os desafios e as armadilhas do coração lhe farão por a prova o que de fato é mais importante na dua vida.
O profissional ou o pessoal?
Qual será a escolha da Estagiária?
Mais uma obra feita por mim, espero que gostem.
Um beijo Nat.
Vendida Ao Rei da Máfia
Isabella Bellatorre não pediu para ser moeda de troca. Filha de pais desesperados, ela se vê arrastada para dentro do mundo do homem mais temido da cidade, presa por um contrato que ele mesmo redigiu, um contrato que não lhe dá o direito de dizer não. Mas Isabella não é o tipo de mulher que se curva. Cada ordem dele encontra um desafio na resposta dela, cada tentativa de controlá-la esbarra em um orgulho que ele jamais viu em ninguém.
Ele quis comprá-la. Acabou sendo conquistado.
Entre ameaças sussurradas como juras e desejo disfarçado de posse, Damian vai descobrir que existe algo mais perigoso do que uma guerra entre famílias: uma mulher que se recusa a ter medo dele. E Isabella vai aprender que, às vezes, a jaula mais bonita ainda é uma jaula, e o carcereiro pode ser o único capaz de arrancá-la de dentro dela mesma.
Um contrato os uniu. O desejo vai decidir se algum dos dois sai vivo do próprio coração.
Refém do Don italiano
Jade Correia não se curva.
— Você não sabe nada sobre mim.
— Um dia vai me procurar, e vai implorar de joelhos pela minha ajuda.
A Noiva do Alfa Mafioso
MARCADA POR DOIS NO MORRO
O que ela não imaginava é que acordaria no dia seguinte numa cama desconhecida, com o corpo cheio de marcas da noite anterior, ao lado de Escorpião e de Pesadelo: o homem mais temido de todo o território, dono de um poder absoluto que ninguém ousa questionar.
Melissa descobre então que os dois não são apenas parceiros de mando — dividem muito mais do que o comando do morro: dividem desejos, segredos e agora, ela. Envolvida sem querer num jogo que não conhece, entre a fuga desesperada e a atração que não consegue controlar, ela vai perceber que cruzou uma linha da qual não há volta.
Presa entre o medo, a paixão e um mundo regido por regras duras e possessivas, Melissa terá que escolher: correr para tentar recuperar a vida que conhecia... ou aceitar o lugar que eles já reservaram para ela, bem no centro da sua vida e da sua sombra.
Jackson Thompson- O ceo na minha vida
Jackson Adam Thompson tem 29 anos mesmo jovem a 2 anos assumiu o lugar de seu pai como Presidente da grande empresa Thompson's Marketing & Tecnologia corporation,a maior empresa de marketing e tecnologia de nova york fundada por seu pai a 30 anos atras em 1992.
Jake como é chamado pelos amigos e familia se tornou um homem frio cauculista e com mta raiva após sofrer com umas coisas no passado,construiu um muro que ninguem além de sua familia consegue ultrapassar,até Hoje.
Essa e uma historia cheia de segredos,raiva,amizade,familia e amor .
A Herdeira da Máfia
O CEO Acima da Minha Mesa
“Eu sei que precisa.”
“E se ela não quiser esse tipo de proteção?”
“Ela vai querer”, eu digo, baixando um pouco a voz. “Porque ela precisa de um homem que seja capaz de dar o mundo a ela.”
“E se o mundo pegar fogo?”
Minha mão se fecha de leve na cintura de Violet.
“Então eu construo um novo pra ela”, eu respondo. “Mesmo que eu tenha que queimar o velho com as minhas próprias mãos.”
Eu não trabalho para Rowan Ashcroft.
Eu trabalho abaixo dele.
Da minha mesa, eu decido quem consegue acesso ao CEO mais implacável da cidade e quem nunca passa da recepção. Eu administro o tempo dele, o silêncio dele, os inimigos dele. Eu mantenho o mundo dele funcionando enquanto o meu desaba em silêncio sob contas atrasadas, uma mãe internada numa clínica de reabilitação e um irmão que sumiu sem nem se despedir.
Rowan Ashcroft é poder embrulhado num terno sob medida.
Frio. Intocável. Impiedoso.
Ele não flerta. Não sorri. Não enxerga pessoas, só utilidade.
E por muito tempo, eu fui apenas útil.
Até que ele começou a me observar.
No começo, a mudança na atenção dele é sutil. Uma pausa longa demais. Um olhar que se demora. Ordens que me puxam para mais perto em vez de me manterem à distância. O homem que fica de pé acima da minha mesa começa a controlar mais do que a minha agenda, e eu percebo tarde demais que ser notada por Rowan Ashcroft é muito mais perigoso do que ser ignorada.
Porque homens como ele não desejam afeto.
Desejam posse.
Era pra ser só um emprego.
Não um teste dos meus limites.
Não uma descida lenta e calculada para dentro da autoridade dele.
Mas se Rowan Ashcroft decidir que eu pertenço debaixo da mesa dele, que seja.
Sobreviver tem um preço, e as contas não querem saber como eu pago.
O VIÚVO SOLITÁRIO E A FUGITIVA
Determinada a proteger a pequena Melinda, Marla segue para Michigan, onde iniciará um intercâmbio profissional na residência de Valentino, um magnata viúvo e recluso que ainda tenta superar a perda da esposa grávida em um trágico acidente aéreo.
Enquanto uma nova vida começa a surgir entre eles, o passado se aproxima cada vez mais. Até quando Marla conseguirá esconder a verdade? Orion desistirá de procurar a filha? E, quando o perigo finalmente bater à porta, Valentino escolherá protegê-las ou se afastará para sempre?
A Última Cláusula do Bilionário
Três anos de casamento terminaram com uma linha e uma caneta tremendo na mão dela. Não eram os papéis que doíam — era o jeito como ele nem sequer pestanejou quando ela tremeu.
Amelia Hart saiu do cobertura dele naquela noite com nada além de uma mala e o coração em frangalhos. Ela tinha dado tudo a Daniel Sterling — o amor, a própria identidade, a devoção silenciosa — só para ser descartada no instante em que virou um incômodo.
Mas, quando o império que ele construiu começa a ruir, quando o CEO frio que nunca olhou para trás de repente precisa da mulher que jogou fora, ele volta com as mesmas mãos que um dia a deixaram ir, agora estendidas para recuperar o que ele destruiu.
Só que, desta vez, existe uma cláusula que ele não leu…












