
Casada com o Sr. Arrogante
Destiny Hyacinth · Atualizando · 71.8k Palavras
Introdução
Essa lembrança vivia com ela e a derrubava.
Aquela noite foi o motivo pelo qual sua mãe morreu, deixando seu irmão mais novo para se virar sozinho.
Seu pai era um homem pobre que passou por muita coisa na vida para sustentar sua pequena família de quatro pessoas.
Tudo estava indo bem e era administrável para eles até a noite em que a campainha tocou, e na frente deles estava ele, em sua poça de sangue, assassinado.
Tudo muda quando, por acaso, Alexa conhece Anderson Green.
Conhecido como o homem de todas as mulheres. Ele é bonito, sexy, inteligente, esperto e, para completar, é o herdeiro de um magnata dos negócios, e ah... Ele também era um mulherengo.
O que acontece quando seus dois mundos se entrelaçam e colidem, com vários segredos sombrios entre eles?
Capítulo 1
Subtítulo: Meu Casamento de Contrato
Escrito por: Marvy Hyacinth
"Jace, você precisa parar de correr!" Alexa gritou pela segunda vez.
Eram 11 da manhã e, depois de tomar café da manhã, o garoto de 10 anos, Jace, não conseguia parar de correr pela casa.
"Jace, pare de correr, isso não faz bem para sua saúde," Alexa disse, mais como um sussurro.
Ela estava sem fôlego, principalmente porque tinha estado correndo atrás do irmãozinho. Ela se inclinou um pouco, colocou as mãos nos joelhos e descansou um pouco.
Para um garoto de 10 anos, ele era realmente ágil e rápido.
"Jace, por favor, estou implorando, pare de correr," ela pediu uma última vez.
"Estou atrasada para meu turno da tarde," Alexa respondeu sem fôlego.
"Mas são só 12:03," Jace disse.
"Sim... Eu não sabia que tínhamos passado tanto tempo correndo atrás de você," Alexa respondeu.
"Mas você está só 3 minutos atrasada. O Sr. Judy não vai ficar bravo, né?" Jace perguntou preocupado.
Alexa olhou para ele e sorriu. O que ele sabe? O chefe dela era uma pessoa muito mal-humorada, se não a mais mal-humorada. Ele estava sempre de mau humor. Alexa suspirou e se dirigiu ao corrimão de ferro enferrujado onde estavam pendurados seus cachecóis e jaquetas. Ela rapidamente pegou um de cada, beijou a testa de Jace e saiu apressada de casa.
"Seja bonzinho, Jace!" ela gritou e fechou a porta.
"Ela nunca se despede direito," Jace suspirou e foi trancar a porta.
Alexa diminuiu o passo ao chegar ao seu local de trabalho, um restaurante. Ela olhou para cima e sorriu ao ler o nome do restaurante "En Lunch". Ela sempre se perguntava por que Judy deu um nome francês quando ele era puramente americano.
Bem, isso não era da conta dela. Ela apertou o cachecol, alisou o vestido amassado, respirou fundo para acalmar os nervos e entrou... se preparando para qualquer bronca que Judy fosse dar.
Ela entrou e suspirou de alívio quando tudo o que pôde ver, depois de olhar pelo restaurante, foram alguns clientes em suas mesas. Ela caminhou direto para o balcão e cumprimentou a recepcionista.
"Oi, Tina."
"Alexa! Boa tarde," Tina respondeu calorosamente, com um sorriso estampado no rosto.
Essa era a única coisa no En Lunch que encantava Alexa. Ela não conseguia entender o motivo pelo qual Tina Michaels sempre sorria! Era como se ela não tivesse problemas.
"Bom dia para você também, Tina," Alexa sorriu de volta. "Judy...?"
"Oh, Judy?" Tina repetiu e deu uma risadinha.
"Você está com medo de ser pega? Não se preocupe, ele está no escritório com uma de suas amantes," Tina disse, mais como um sussurro, e Alexa riu.
Era um fato conhecido dentro do restaurante que Judy Brown gostava de se divertir com mulheres, mas por mais que gostasse de garotas, ele nunca assediava nenhuma de suas funcionárias. Ele mantinha distância e mantinha o relacionamento estritamente profissional. Isso lhe rendia um grande respeito de seus funcionários.
Alexa suspirou de alívio e foi para a cozinha deixar sua bolsa. Quando estava prestes a sair, ela pulou de susto. Era Judy... parado na porta, com uma expressão severa no rosto.
"Você está chegando agora... Alexa?" Judy franziu a testa.
"Ah... sim."
"Às 12:13, hein?" Judy perguntou.
"Me desculpe. Estava tão ocupada cuidando do meu irmão que não percebi o tempo passar," Alexa se desculpou e mordeu o lábio inferior com a cabeça ligeiramente abaixada.
"E isso é problema meu como? Seu irmão? Ele não é e nunca será o único com doença cardíaca."
Lágrimas encheram os olhos de Alexa. Ela sabia que ele estava absolutamente certo, mas isso a machucava muito.
"Mas..." Alexa tentou explicar e se esforçou para não deixar nem uma gota escapar de seus olhos.
"Mas o quê?" Judy interrompeu.
"Alexa, pare com essas suas atitudes. Eu já conheço seu tipo. Você quer colher onde não plantou, mas, mocinha, escute bem. Certifique-se de não sair daqui até as 16:30. Esses são os 30 minutos extras que você já desperdiçou." Judy ordenou e então saiu.
Alexa sentiu as lágrimas ameaçando cair, ela não conseguiu segurar mais. Correu para o banheiro e chorou até se sentir aliviada.
... alguns minutos depois...
Alexa assumiu o lugar de Samantha, uma colega de trabalho, e enquanto a primeira ia para casa, ela começou seu turno. Ela vestiu um avental e começou a atender os clientes. Eram quase 16:30, faltavam apenas 5 minutos para ela ir para casa.
"Ei!"
"Ei... Garçonete!" Alguém chamou.
Deus! Ela tinha caído no hábito de pensar em coisas aleatórias... de novo. Ela rapidamente caminhou até o cliente que a chamava.
Assim que chegou à mesa dele, ele gritou e perguntou por que ela não tinha respondido antes. Ela se desculpou suavemente, mas o cara não quis aceitar.
"Por que você ficaria sonhando acordada enquanto trabalha? É assim que você é profissional?" O cara perguntou com os braços cruzados sobre o peito.
Esse cara era bonito, Deus! O que ela estava dizendo? Ele era muito bonito e cheirava a dinheiro, mas, nossa, como ele era arrogante.
"Se eu me lembro bem, eu já pedi desculpas. Isso não é suficiente?" Alexa revirou os olhos para ele.
"Pedir desculpas, é? Isso não muda o fato de que você me deixou neste lugar horrível por mais 2 minutos," o idiota disse rudemente.
Sim, ela se perguntava.
O que um cara que cheirava a dinheiro estava fazendo em Crevalle... O lugar mais horrível em que ela já esteve. Bem, ela morava lá também, então, duh!
"Sim, idiota, já que você quer tanto sair daqui rápido, por que veio aqui em primeiro lugar... Príncipe rico?" Ela respondeu rudemente e revirou os olhos para ele.
"O quê? Príncipe rico?" O idiota repetiu e riu, mas, por mais alta que fosse a risada, ela terminou rapidamente também.
"E espere, você acabou de revirar os olhos para mim?"
"Sim! Sim, eu revirei. Quer revirar os seus de volta para mim?" Alexa desafiou e jogou o cabelo para trás.
"Você sabe quem eu sou?" O idiota perguntou e franziu a testa.
"Não, não sei, e não me importo," Alexa respondeu.
"Bem, vadia, eu sou..."
"Ei! Você acabou de me chamar de vadia?" Alexa interrompeu.
"Bem, sim. O que você vai fazer a respeito?" O cara desafiou e se recostou na cadeira com as mãos atrás da cabeça e as pernas cruzadas.
Alexa avançou e agarrou a gola da jaqueta dele com força, tentando sufocá-lo.
Ele bufou e disse, "com esses dedos desnutridos, você tem certeza de que quer fazer isso?" Ele sorriu.
"Claro que sim," Alexa gritou e se inclinou para ele para segurar a gola mais firmemente, mas ele se puxou para baixo da cadeira, fazendo Alexa perder o equilíbrio, e seu nariz frio tocou a bochecha dele, com seus lábios a apenas centímetros dos dele.
Ele poderia jurar naquele momento que sentiu uma eletricidade passar por ele.
"Ah... Desculpe por isso," Alexa se desculpou e o soltou.
"Você sabe, para uma garçonete, você é bem rude."
"Veja quem está falando sobre ser rude," Alexa bufou.
"Somos diferentes. Não estamos na mesma classe, mocinha."
"Tanto faz," Alexa resmungou e começou a se afastar.
"Ei! Você ainda não pegou meu pedido."
"Bem, já são 16:34, meu turno terminou há 4 minutos. Chame outra garçonete, príncipe rico ou devo dizer... Idiota?" Alexa disparou e foi para a cozinha pegar sua bolsa.
Nesse momento, Judy saiu do escritório e caminhou em direção ao "idiota" assim que o avistou.
"Sr. Green, é um prazer vê-lo aqui," o Sr. Judy disse com um tom animado na voz. A surpresa não passou despercebida.
"Eu te conheço?" Ele perguntou em um tom entediado.
"Não, não. Eu sou apenas o dono deste restaurante," o Sr. Judy respondeu.
"Mas você me conhece?"
"Claro... Quem não conheceria?" O Sr. Judy respondeu, pensando que algo devia estar errado com a cabeça do jovem.
"Um dos vira-latas que você contratou aqui," o humano desagradável franziu os lábios em frustração.
"E... Quem seria?" O Sr. Judy perguntou e, como um déjà vu, Alexa se aproximou dele.
"Judy, estou indo embora agora. Meu turno acabou," Alexa anunciou.
"Essa é a vira-lata de quem eu estava falando," o idiota, Sr. Green, sorriu.
"Ela?" Judy perguntou, não surpreso. Alexa era uma pessoa bem local, então ele tinha uma suspeita o tempo todo de que ela era a "vira-lata" de quem o Sr. Green estava falando.
"Sim! Ela."
"E o que essa 'ela', que sou eu, fez?" Alexa perguntou.
"Você se recusou a pegar meu pedido!" O Sr. Green reclamou.
"Você realmente fez isso?" Judy perguntou.
"Bem, obviamente sim. Meu turno acabou, então eu disse para ele chamar outra garçonete," Alexa respondeu.
"Você sabe quem ele é?" Judy perguntou a Alexa.
"Agora, isso soa muito familiar, eu já ouvi isso em algum lugar. Ah, sim, o idiota rico já me perguntou isso. Adivinha o que eu disse? Eu disse NÃO!" Alexa sorriu.
"Alexa!" Judy gritou. Era tão óbvio que ele queria lidar com ela com palavras, mas estava se segurando por causa da pessoa sentada à sua frente.
Ele se virou para o Sr. Green.
"Desculpe, ela vai pegar seu pedido agora," Judy disse e forçou um sorriso.
"O quê? Não! Eu não vou pegar o pedido dele. Meu turno acabou e estou indo para casa," Alexa protestou.
"Alexa, pegue o pedido."
"De jeito nenhum eu vou fazer isso."
"Alexa, pegue o pedido, droga!"
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