
Encantar o Alfa Cruel
Sher Reev Bakare · Atualizando · 72.4k Palavras
Introdução
Ela olhou fixamente para seu reflexo no espelho, uma beleza encarando-a de volta. Uma que havia sido perdida no futuro, a adorável e gentil criatura que ela costumava ser. Agora, ela era aquela criatura novamente, adorável e graciosa, mas não mais gentil. Desta vez, ela estava pronta para encontrá-lo e fazê-lo pagar por todas as coisas que ele havia feito a ela!
"Nathan Hale da alcateia Sombra Crescente, desta vez serei eu quem vai mandar em você. Eu prometo."
Capítulo 1
A porta da prisão rangeu ao se abrir. Um guarda entrou, lanterna na mão. A escuridão da masmorra era mais opressiva do que a ausência de luz do sol.
"Malditas celas escuras!" Ele resmungou.
"E onde está a rainha das algemas desta vez?" Ele andava de um lado para o outro, lançando a luz da lanterna em todas as direções. De um canto sombrio, Alorea o observava enquanto ele a procurava, chamando-a de rainha das algemas. Ele não estava errado; algemas eram suas companheiras constantes. Elas se prendiam aos seus pulsos e tornozelos, ficavam sob seus pés e se enrolavam ao redor de seu corpo. Ela dormia e acordava com elas. Elas definiam sua existência.
Tudo começou quando ela se apaixonou por Nathan, seu companheiro. Um homem com quem seu destino estava entrelaçado, sua vida ligada. Apesar de seus destinos estarem entrelaçados pelo destino, não era uma bênção, mas uma maldição para Alorea.
Seus pais a enviaram alegremente com ele, contentes que ela se tornaria a rainha dos lobisomens. Afinal, Nathan era o rei, o alfa. Eles acreditavam que ele a colocaria em um trono ao lado do dele, elevando-a acima de todos os outros. As mulheres invejavam sua sorte e desejavam ser sua companheira.
A própria Alorea estava radiante de felicidade. Ele incorporava tudo o que ela havia sonhado. Poderoso, forte, bonito e feroz, ele era o alfa que toda mulher desejava.
Mas todos estavam enganados. Nathan não era quem aparentava ser.
Três anos se passaram, e ele a mantinha confinada nesta masmorra, sujeita aos abusos e maus-tratos de seus guardas e homens comuns.
A masmorra era tão escura que até os guardas precisavam de uma lanterna para navegar por ela. Tão escura que eles tinham que gritar por ela todas as noites quando vinham buscá-la.
Sim, todas as noites ela tinha a chance de sair. Suas algemas eram removidas, suas correntes soltas. Então ela era levada para a cama de Nathan, onde aguardava sua chegada.
Quando ele chegava, usava seu corpo para seu prazer, alheio à dor infligida pelas algemas do dia e pelas torturas da noite.
Pela manhã, ela era devolvida à sua masmorra, reduzida a uma mera escrava, esquecida até a próxima noite, quando seus desejos se inflamavam novamente.
Essa era a rotina todas as noites, e ele nunca parecia se cansar dela. Era sua obsessão, tanto que ele abominava a presença de qualquer outra pessoa nesses momentos. Ele a queria só para si.
"Aí está você, sua vadia miserável!" Um chute furioso atingiu o estômago de Alorea enquanto ela estava sentada, perdida em pensamentos. A dor foi intensa, e ela sufocou um grito. "Você não me ouviu chamando?"
O guarda se abaixou e sorriu. Ele colocou um dedo em seu queixo, levantando seu olhar para encontrar o dele. "Da próxima vez que eu chamar, rainha, é melhor você responder rápido. Ou eu posso não ser tão misericordioso. Entendeu?"
O rosto de Alorea estava inexpressivo, e ela permaneceu em silêncio. Mas ele tomou isso como um sim.
"Bom," ele disse, levantando-a. "Agora, você vem comigo como de costume."
Enquanto saíam da masmorra, um rosnado ecoou dentro dela. Era sua loba, igualmente cansada dessa servidão e, acima de tudo, da falta de respeito.
Mas essa não era uma experiência nova; elas suportavam esse tormento há três anos. Quando isso iria acabar?
Logo, ela estava deitada sozinha na cama do maior quarto, aguardando Nathan. Este quarto, separado e distante do resto do vasto império, era reservado apenas para Nathan. Era onde ele sempre a levava.
Pensamentos perturbadores inundavam sua mente, pensamentos mortais e terríveis. Enquanto esses pensamentos giravam em sua cabeça, sua loba continuava interrompendo, tentando persuadi-la a mudar de ideia.
"Não faça isso, por favor. Deve haver uma maneira melhor," parecia implorar.
"Não," murmurou Alorea, sua decisão tomada. "Não há outra maneira. Eu preciso fazer isso, ou permaneceremos escravas para sempre."
"Onde ela está?!" Uma voz ecoou à distância. Era uma voz que Alorea conhecia muito bem. Antes, tinha sido música para seus ouvidos, mas agora, só instilava terror em seu coração.
Nathan havia retornado, e parecia que ele havia cruzado com o guarda que a escoltou.
Alorea desejava desesperadamente que o tempo parasse, que ele não entrasse no quarto. Ele era seu inimigo, sua ruína, seu flagelo ardente, mas também seu companheiro. Um fato que ela estava gradualmente esquecendo, obscurecido pela opressiva escuridão das masmorras da prisão.
"Saíam! Ninguém deve se aproximar!"
Sua voz trovejava mais perto enquanto ele dava a ordem. Ela podia dizer que ele estava se aproximando da porta. Apertando os lençóis macios da grande cama com força, ela se encolheu em uma bola, preparando seu coração para o tormento que ele infligiria.
"Alorea!"
Ele pronunciou seu nome e seu coração estremeceu. Ele estava bem do lado de fora da porta. Ela sabia o que aconteceria a seguir; ela estava muito familiarizada com isso.
Alorea aguardava em agonia gélida. Ela sabia que ele logo estaria lá com ela. Ele logo se ergueria sobre ela, pressionando-a sob sua força masculina de lobo, prendendo-a nas profundezas dos lençóis enquanto se banqueteava com sua essência feminina. Era o mesmo todas as noites. Ela conhecia isso muito bem.
Era tudo o que ele a via, tudo o que ele a reconhecia. Não sua companheira destinada, ligada pelo destino, mas seu brinquedo sexual, seu passatempo, que tinha lugar apenas em sua cama à noite, nunca em seu coração.
Todas as noites ele a usava dessa maneira e, durante o dia, ela se tornava uma estranha para ele mais uma vez. Ela se tornava sua cativa, sujeita a tormentos incessantes até que ele se cansasse disso.
Qualquer luna poderia ter acreditado que ser a companheira de Nathan era a maior honra do mundo, estando como rainha ao lado do renomado conquistador de alcateias.
Nathan era temido em todas as terras, por lobisomens e vampiros igualmente. Adorado por donzelas que disputavam sua atenção e desejavam que ele fosse seu companheiro.
Mas Alorea era sua companheira. Ela era a sortuda.
No entanto, para ela, ele não era nada além de uma maldição. Além de se acasalar com ela à noite, ele não fazia nada para reconhecer sua posição na alcateia ou em sua vida. Ele era obcecado apenas em possuí-la, e naquela noite ele havia vindo para fazer exatamente isso.
A porta se abriu com um estrondo, e por trás dela, Nathan emergiu das sombras. Ele estava bêbado novamente, e parecia ansioso para colocar as mãos em Alorea.
"Esta noite, eu vou gerar um filho com você." Ele avançou em direção à cama enquanto o quarto tremia com sua voz potente. "É isso que a alcateia deseja, não pense demais."
Alorea já esperava essa declaração; era o que ele sempre dizia antes de fazer amor com ela. Mas naquela noite, ela não estava preparada para satisfazê-lo.
Segurando a adaga escondida perto de seu coração, ela permaneceu imóvel na cama. O toque gelado da adaga penetrava profundamente em sua pele. Ela a havia roubado do guarda que a trouxe mais cedo, aquele que se aproximou para avisá-la na masmorra.
E ela tinha a adaga por um único propósito - ela havia tomado sua decisão... Matar ele.
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Alguém está me seguindo.
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Do lado de fora do salão, ela foi até ele enquanto ele fumava perto da porta, querendo pelo menos se explicar.
— Você ainda está com raiva de mim?
Ele jogou o cigarro longe e olhou para ela com um desprezo evidente.
— Com raiva? Você acha que eu estou com raiva? Deixe-me adivinhar: a Maya finalmente descobre quem eu sou e agora quer "se reconectar". Mais uma chance, agora que ela sabe que meu sobrenome vem acompanhado de dinheiro.
Quando ela tentou negar, ele a interrompeu.
— Você foi um mero detalhe. Uma nota de rodapé. Se não tivesse aparecido esta noite, eu nem teria me lembrado de você.
Lágrimas arderam nos olhos dela. Ela quase lhe contou sobre a filha deles, mas se conteve. Ele apenas pensaria que ela estava usando a criança para prendê-lo e ficar com seu dinheiro.
Maya engoliu tudo a seco e foi embora, certa de que seus caminhos nunca mais se cruzariam — apenas para que ele continuasse aparecendo em sua vida, até ser ele aquele a se rebaixar, implorando humildemente para que ela o aceitasse de volta.
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"Você não me mandou parar," murmuro.
Seus dedos tremem como se ele quisesse me bater ou me agarrar, talvez ambos.
Ele vira a cabeça para o lado, como se estivesse tentando encontrar oxigênio, mas eu posso ver, o rubor em seu pescoço, o pulso batendo rápido sob meu polegar, a maneira como seu corpo o trai mesmo enquanto sua boca continua mentindo.
Eu pressiono meu corpo contra o dele, peito a peito, calor a calor.
"Você quer me odiar. Tudo bem. Me odeie o quanto quiser. Mas não minta para si mesmo. Não finja que seu pau não fica duro toda vez que eu digo seu nome."
Ele geme, um som preso entre frustração e necessidade.
Xander nunca teve a intenção de se envolver. Dois anos atrás, ele tropeçou em um beco e travou os olhos com um estranho espancando alguém até sangrar.
Esse estranho era Jax.
Desde então, ele se pega pensando no cara de forma obsessiva. Ele foi uma fantasia por dois anos inteiros... até que não foi mais. Agora eles circulam um ao outro como fogo e gasolina... faíscando, queimando, nunca se tocando sem deixar marcas. Xander não está acostumado a ser dominado. Mas Jax domina como se tivesse nascido para isso, e Xander odeia o quanto deseja isso.
É empurrar e puxar. Morder e sangrar. Querer e negar...
Jax se esconde atrás de silêncio e sombras. Um passado violento, impulsos mais sombrios, muros construídos com arame farpado. Mas Xander continua cavando, continua aparecendo, e isso assusta Jax mais do que qualquer coisa. Porque Xander não está apenas arranhando a superfície.
Ele está entrando e despedaçando Jax. E quanto mais fundo eles caem, mais perigoso fica.
✨Ele deveria ser um passatempo. Não um desejo. Mas algumas obsessões não se apagam. Elas queimam até o fim.✨
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O dia deveria ser preenchido de alegria e amor, mas ele o transformou em um pesadelo. Ainda estou procurando o que poderia ter feito para merecer a sua raiva. Ele me forçou a jurar nunca mais aparecer diante dele, e eu obedeci... até agora.
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"Tá bom," Aden cedeu, "para onde eu mando as informações?" Ele perguntou.
"Mande para o e-mail do Alfa Vega para que ele possa imprimir para mim e minha equipe." Ela instruiu.
Vega checou seu e-mail, "obrigado, Beta." Ele disse. "Minha equipe estará no aeroporto em duas horas. Eles precisam de tempo para arrumar as malas e avisar seus parceiros que estão saindo. Não há discussão sobre isso." Ele afirmou.
"Eu avisarei o Alfa Mason," Aden disse a ele, "quem será nosso ponto de contato?"
"A General Fyer será, ela estará no comando do caso." Disse Vega. "Quando a General Fyer não estiver disponível, você falará com o Tenente Austin ou o Tenente Rollins."
"Ah," foi a resposta de Aden.
"Se você tem problema em receber ordens ou trabalhar com mulheres," Safyer começou, "então é melhor superar isso," ela disparou. "Eu NÃO e NÃO vou aceitar seu desaforo ou atitude. Trabalhei muito para chegar onde estou. Se você não consegue lidar com isso, sugiro que supere ou encontre outra pessoa para ser meu ponto de contato."
Por Favor, Volte, Meu Amor
— Julian... o que você faria se eu engravidasse? — perguntei, me agarrando a uma esperança boba.
Ele avançou com força; o calor do gozo dele se espalhou entre minhas coxas.
— Você? Gerar meu herdeiro? — a risada dele foi gelada. — Filha de empregada nunca vai ser digna do sangue Sterling.
Eu sou Elena — a filha da empregada que ousou amar Julian Sterling.
Ele é o herdeiro implacável que se casou comigo por vingança.
— Você não passa de uma vadia interesseira — ele sussurrou. — Você achou mesmo que eu algum dia ia amar alguém como você?
Ele me usou. Me quebrou. Me fez implorar por migalhas enquanto desfilava o primeiro amor dele dentro da nossa casa.
Naquela noite, eu fiquei na ponte, encarando a água escura lá embaixo.
Eu tinha perdido tudo. Minha mãe. Minha dignidade. Minha vontade de lutar.
Cinco anos depois, num shopping lotado:
Minha filha puxa a manga de um estranho.
— Moço, você pode me ajudar a encontrar a minha mamãe? Eu me perdi.
O homem paralisa, olhando para ela.
— Qual é o seu nome, querida? — a voz dele sai quebrada.
— Lila! E o seu, tio?
— Julian.
Minutos depois, ele vem andando na minha direção, com a mão da minha filha na dele, o rosto sem cor.
— Elena.
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Antes que eu consiga responder, ele já atravessou a distância entre nós. Os braços dele me envolvem com uma força desesperada.
— Meu Deus, você está viva. Eu achei que... — a voz dele falha. — Me perdoa... eu sinto muito...
Ele se inclina, procurando minha boca.
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O tapa ecoa pelo shopping.
— Com licença? — eu dou um passo para trás, gelada, puxando Lila para trás de mim. — Por favor, se controle, senhor. A gente se conhece, por acaso?












