A preferida do ceo

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Diene Médicci · Concluído · 154.8k Palavras

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Introdução

Daisy mantém um relacionamento virtual com Justin, que parece ter saído do multiverso da Netflix, um empresário de meia idade, muito educado e carismático, um homem que já sofreu o bastante em relacionamentos e decidiu inovar sua vida amorosa. São meses de muitas conversas longas por ligações, mensagens, uma amizade sincera que nasceu de uma pequena sementinha e acabou prendendo dois corações solitários, os unindo cegamente, pois nunca se viram, nem por foto. Começou como uma brincadeira tola e depois se tornou uma coisa séria, o acordo era apenas se verem pessoalmente. Os planos do casal foram interrompidos por um acidente que deixou Daisy em coma, em estado grave. Olívia decidiu encontrar Justin e dar as más notícias, desolada se surpreendeu ao vê-lo, era muito bonito e rico, rapidamente tudo muda de rumo, Daisy precisa de ajuda financeira e sua amiga começa mentir para conseguir.

Capítulo 1

Tudo começou com um comentário sem a menor pretensão de chamar atenção, era a publicação de um meme sobre cachorros brincalhões, Daisy sempre amou cães e sua melhor amiga de intercâmbio Olívia nem tanto, sempre teve medo.

Duas jovens distintas como sangue e água, ou como Olí preferia dizer, os opostos que se atraiam e completavam.

Justiniano conhecido como Justin pelos amigos e familiares, nasceu em berço de ouro, filho de um fazendeiro que soube investir em terras, e multiplicar sua fortuna. Ele é um homem de poucos amigos, um tanto quanto reservado, não gosta de expor sua vida em redes sociais, nem de ficar ostentando, é muito educado e divertido, é o CEO de uma vinícola muito importante no ramo de bebidas.

Era só mais um dia comum, estressante com pilhas de papéis para ler e resolver as pendências no escritório, Justin apaixonado por animais e natureza, estava rindo dos comentários sobre um cachorrinho que destruiu o sapato novo de sua dona, encontrou o comentário de Daisy em um perfil de cursos, dizendo que não brigaria com o pet, porque diferente dos humanos, o doguinho caramelo, iria sempre a acompanhar, ser seu companheiro, mesmo que descalça e sem nada a lhe oferecer.

Compartilhando da mesma idéia, ele curtiu e comentou

" Por isso adoro os animais, são puros e sinceros. "

Ela curtiu e não deu importância, entediado ele abriu o perfil que era sobre cursos de inglês e se deparou com vários vídeos, coisas divertidas, sobre animais, a adicionou e foi curtindo comentando tudo.

Daisy sempre foi abitolada do tipo porra doida mesmo, filha de faxineira cresceu usando coisas usadas e seu jeito determinada de ser, a fez querer evoluir e batalhar por uma vida melhor, aproveitando as oportunidades que a " filha da empregada " tinha, foi estudando e conseguiu uma bolsa de estudos fora do Brasil, sempre se vestiu muito bem e gostava ostentar, quando podia, sua beleza e confiança a faziam uma mulher forte.

Infelizmente perdeu sua mãe antes de poder realizar esse sonho, de se formar e dar uma vida melhor a sua rainha, que sempre a tratou com muito zelo e amor.

Sozinha no mundo a jovem não desistiu e foi atrás dos seus sonhos, no primeiro dia de curso, conheceu Olívia, que diferente dela, era uma menina mais recatada um pouco tímida, a jovem nunca namorou e nem tinha esse tipo de pensamento, filha de um casal mais velho, foi criada a moda antiga, só viajou porque estavam nos planos logo voltar e atuar na área como professora de inglês, morando perto dos pais. Olí sempre foi esforçada e o orgulho da família, nunca fumou ou bebeu, mesmo que longe de casa, com sua amiga insistindo sempre em te levar para a curtição, ela se manteve focada.

Também de classe média baixa, Olí sempre fez vários trabalhos temporários para se manter no intercâmbio, cuidando de crianças, até garçonete ela foi, já Daisy até chegou a ser dançarina de pole dance, no momento mais crítico das dificuldades por lá. Também passeava com cães e fazia faxinas.

Daisy notou a quantidade de curtidas e foi olhar o perfil de Justin, lá só tinha uma única foto dele sentado de costas em uma praia, com um grande cachorro da raça fila ao lado. Ela o adicionou também, começaram conversar a noite sobre castração e uma nova lei de sacrificar animais de rua, durante os dias seguintes a conversa foi rendendo, ela estava curiosa para vê-lo, achando que ele era um homem mais velho, talvez casado com perfil falso a paquerando.

Ele garantiu ser solteiro e brincou

" Não precisamos nos ver, os padrões impostos pela sociedade, atrapalham nossas relações "

" Aceitaria uma amizade a cegas ? "

Ela era segura de si, se achava linda, sensual e realmente era, inclusive não ficava sem pretendentes e seus casos superficiais, regados a muito sexo e grandes prazeres.

Depois de uma semana, tiveram a primeira ligação, para falar sobre uma palestra que ambos assistiram online, ela não gostava de comentar sobre vida pessoal, tinha vergonha de sua realidade, apenas comentou que morava com sua melhor amiga de intercâmbio.

Muito egocêntrico e cansado dos relacionamentos frustrados, Justin quis inovar, era típico dele ter gostos peculiares.

Passaram a conversar sobre o dia a dia, ele comentou que tinha acabado de terminar um relacionamento difícil, regado a brigas e comportamentos tóxicos, confessou que estava escondendo da família o fim do namoro a meses e que iria contar no natal, dali alguns meses.

A amizade começou com a troca de afeto de duas pessoas carentes, a distância de países, tornou tudo mais divertido, doidinha Daisy tomou gosto em conversar com ele, como se o conhecesse, e Olí foi logo contra, dizendo que era muito estranho conversar tanto com um estranho, que poderia estar mentindo sobre tudo o que dizia, eles se chamavam por apelidos, ela usava o nome de Flor e ele apenas Ju.

Eles tinham muitas coisas em comum, amantes da natureza, gostavam de nadar, fazer trilha, acampar, saltar de bung jump, paraquedas, também não tinham medo de bichos e até curtiam a pegada de aventura. As conversas eram tantas e fluíam tão naturalmente, que ele tocou no assunto sobre se encontrarem pessoalmente, em momento algum ele deu a entender que tinha boas condições, de propósito deixou isso escondido, em tom de brincadeira começaram namorar virtualmente e com o trato de só verem a aparência pessoalmente, estavam se apaixonando e as probabilidades eram ótimas de realmente irem adiante futuramente. Ela não tinha condições para estar viajando à toa e nem família para visitar no Brasil, só para vê-lo decidiu ir para casa de Olí com ela, pra passar as festas no fim de ano, juntando dinheiro ambas começaram fazer mais trabalhos temporários, sem jeito algum com cachorros, Olí passava em todo passeio uma vergonha diferente, enquanto Daisy estava aprendendo a adestrar os cães.

Era uma tarde chuvosa e Daisy estava atrasada para entrar trabalhar como babá, correndo na chuva, sofreu um atropelamento, apenas duas semanas antes da viagem. Ela ficou em coma, em estado grave, irreconhecível e teve fraturas no rosto e corpo. Olí era a única pessoa próxima e se desesperou, sem condições para pagar os médicos e internação, foi gastando a reserva da viagem, dias depois quando Daisy se estabilizou, Olí foi pra casa com os pertences da amiga e ligou seu celular, que tinham muitas chamadas e mensagens de Justin, que ansiosamente esperava por sua paixão no Brasil, e desistiu. Assim indo até o país dela de surpresa, como todas as mensagens chegaram juntas, Olí não teve tempo nem cabeça para pensar em muita coisa. Começou ler tudo e logo o celular tocou, com a tela toda trincada, ela atendeu apreensiva

- Alô?

Ele nem acreditou que foi atendido depois de tanto tempo sem respostas

- Flor? Sou eu, Justin . Está tudo bem? Eu venho tentando falar com você, fazem dias. Achei que íamos nos encontrar.

Ela começou chorar, aos prantos disse que não, ele ficou preocupado ouvindo

- O que aconteceu? Eu fiquei confuso, mas decidi viajar para te encontrar. Estou aqui. Querida, eu estou ficando assustado. Podemos nos encontrar?

Ela disse que sim, ele mesmo sugeriu que fosse no café onde ela gostava de ir e vivia postando, Olí mandou o endereço por mensagem confirmando, nem chegaram conversar porque o celular desligou, desolada para contar a tragédia que aconteceu, Olí foi lendo todas as últimas mensagens da amiga, foi ao café no final do dia com o coração partido, estava muito frio. Ela foi usando botas de cano alto, vestido quentinho vermelho e verde, meias calças grossas, dois casacos, cachecol, luvas e touca, como um casulo chegou no café tremendo de frio, toda rechonchuda, Olí era mais gordinha e isso sempre a manteve fora das pistas de azaração, insegura não se sentia bem em mostrar muito seu corpo. Sem nem imaginar a aparência de Justin, encostou no balcão apreensiva

- Olá boa noite, pode me servir um chocolate quente? Com canela por favor.

Enquanto esperava se virou para a porta apreensiva olhando um moço que entrou falando no celular rindo, o acompanhando com o olhar não reparou que ao seu lado um homem a encarava fixamente, reparando em cada detalhe atento

- Moça, deixou cair a nota.

Ele se abaixou e pegou sorrindo

- Brasileira?

Ela olhou decepcionada o rapaz que acabará de entrar indo sentar com uma moça, foi pegando o celular para ligar ao Justin

- Sim sim. Obrigada!

Ele encostou ao seu lado olhando o copo que se aproximava

- Com canela e adoçante, imagino.

Ela foi se afastando com o copo

- Sim.

O celular dele começou tocar, em sincronia com as chamadas dela, ele sorriu apreensivo a olhando se virar de volta

- Acho que me encontrou!

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Esta não é uma história de romance leve. É intensa, crua e desordenada, e explora o lado mais sombrio do desejo.


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"Por quê?"

"Porque seu ex está assistindo," ele disse, recostando-se na cadeira. "E eu quero que ele veja o que perdeu."

••••••••••••*
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Algumas noites depois do evento no clube onde conheci o Senhor, fui com meu pai a uma festa de boas-vindas para um dos amigos dele que voltou para Las Vegas. Desde a morte da minha mãe e do meu irmão, eu sou sempre o par do meu pai, não que sejamos muito próximos, mas eu tenho que fazer o que é esperado de mim. Meu pai é um homem muito rico e influente, o que eu tento ao máximo não ser. A festa de boas-vindas de hoje à noite era uma daquelas que eu realmente não queria ir. Quero dizer, ele é um velho amigo do meu pai, o que eu faria lá? Eu estava de costas para o grupo quando o amigo do meu pai se juntou a nós. Quando ele falou, eu tinha certeza de que conhecia aquela voz, assim que me virei e meu pai nos apresentou, tudo o que saiu da minha boca foi: "Senhor?"...
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