
O homem errado é meu par perfeito
roseana2701 · Concluído · 294.8k Palavras
Introdução
Dentre suas certezas na vida, sabia que:
Não poderia casar com seu namorado por ele não ser da realeza, embora o tivesse colocado num cargo em que estariam sempre juntos.
Que as obrigações com o povo vinham antes de qualquer coisa, inclusive de si mesma.
Que o povo de Alpemburg amava os D'Auvergne Bretonne e que ela precisava ser uma monarca tão boa quanto ou melhor que seu pai e sua irmã.
O que nossa futura Majestade não esperava era que:
Todas as suas certezas virariam incertas, depois de um fatídico acidente, onde a princesa blogueira agora era chamada de irresponsável, ocupando a primeira página dos principais noticiários do mundo.
Concomitantemente, um escândalo num pequeno reino vem à tona mundialmente, com um príncipe nu estampando os principais veículos de comunicação. Um futuro rei com a pior das famas, levando seu país a ser alvo de especulações sobre uma possível queda do governo monárquico.
Uma proposta é feita para amenizar os noticiários negativos.
Uma princesa é rejeitada.
Um rei é desmascarado.
Uma revelação muda tudo que o povo sempre acreditou.
Aimê estava preparada para absolutamente tudo. Menos para aceitar que poderia ter qualquer coisa na vida, mas tudo que desejava era ser dele, o homem mais errado que já tinha conhecido até aquele momento.
Com diálogos espirituosos, personagens carismáticos e uma dose saudável de reviravoltas inesperadas, "O Homem Errado é Meu Par Perfeito" é uma história de amor hilariante que explora a jornada de Aimê em busca do amor verdadeiro, enquanto ela lida com suas próprias inseguranças e dúvidas.
Capítulo 1
Alpemburg
Desde que eu era criança, sempre desejei ser a rainha de Alpemburg, embora fosse a terceira na linha de sucessão. Pauline, a futura monarca, que se preparou praticamente a vida inteira para assumir o país, desistiu, deixando nas mãos da nossa irmã do meio, Alexia, a responsabilidade de carregar a coroa.
Sempre ouvi das minhas irmãs que ser a futura rainha era um fardo a carregar. Nunca vi desta forma. Sempre me senti privilegiada por ser da monarquia e ter nascido princesa de um reino/país tão maravilhoso quanto Alpemburg, que foi governado por meu pai, meu avô, certamente o bisavô e toda a linhagem D’Auvergne Bretonne.
Eu gostava daquela vida cheia de luxo. Era feliz por ser amada e idolatrada pelo povo do meu país, assim como meu pai havia sido um dia. Alexia, apesar de séria e sempre bem amparada politicamente pelo nosso avô, fechara seu reinado com chave de ouro, considerada uma rainha responsável e de boas alianças políticas. Resumindo: um reinado de paz.
Eu deveria ter assumido o trono quando completasse 18 anos, mas por conta de uma lei feita por minha irmã e infelizmente aceita e assinada por todos os membros da corte, tomaria a coroa quando fizesse 19 anos. Segundo Alexia, eu era muito jovem para ser rainha com aquela idade e o ano que antecederia a coroação seria de estudos sobre Alpemburg.
Alexia também não ficou no poder. Meu pai assumiu interinamente até que eu enfim pudesse ser a rainha. Minha irmã, por sua vez, no dia seguinte que deixou o trono voou diretamente com o marido e os dois filhos para o país onde estava ocorrendo o GP de corridas, que sempre foi seu amor: a velocidade, também partilhada por seu marido, Andy.
Eu já começava a me apropriar das questões políticas, da forma como Alexia desejava. Meu pai assumira Alpemburg, mas por trás eu o auxiliava e estudava feito louca sobre economia, administração, ciências sociais e tudo sobre os países próximos ao nosso, especialmente os que faziam divisa territorial.
Ouvi uma batida na porta e gritei que entrasse. Era Odette. Trazia na mão um celular e o olhar já dizia que era trabalho para mim.
Revirei os olhos, enfadada.
— Não adianta me olhar com estes olhos, “Alteza”! — Foi irônica.
— Vou mandar cortarem sua cabeça — ameacei, segurando o riso.
— Como ainda não é a rainha, minha cabeça está garantida. — Piscou os olhos, debochada.
— O que quer? — Deitei-me de bruços sobre a cama, jogando o livro para trás.
— Donatello Durand já ligou inúmeras vezes, encheu minha caixa de e-mails e acho que você deveria conceder uma exclusiva para ele.
— Nem pensar!
— Isso é profissional, Aimê. Ele só está fazendo seu trabalho. Por que não lhe dá uma chance?
— Porque eu não gosto dele.
— Isso não justifica.
— Posso escolher para quem dou entrevistas e ele eu não quero.
— Amiga, ele só te deu um fora na adolescência. Precisa superar isso.
— Eu já superei.
— Superou? — Ela riu. — Se já superou, dê-lhe a entrevista.
— Não! Ele não ficará famoso às minhas custas.
— Como se você não gostasse de dar entrevistas a qualquer um. — Foi sarcástica novamente. — Dê a exclusiva para ele e acabe de vez com a perseguição deste homem.
— Se depender disto, ele me perseguirá para o resto da vida. — Ri.
— Ele foi nosso colega por tantos anos.
— Não éramos íntimas dele.
— Não? Eu cheguei a mandar seus recados, pelo que me lembro. Só não fomos mais íntimas porque “ele” não quis.
— Porra, ele sempre foi tão feio! O que deu na minha cabeça querer ficar com Donatello?
— Adolescência? — Riu. — Hormônios à flor da pele? Vagina coçando?
Puxei-a com força, fazendo-a sentar na cama:
— Talvez eu pense sobre isso mais tarde. Por hora, não.
— Prometa que pensará com carinho? Não aguento mais este homem fissurado em uma entrevista exclusiva com a princesa.
— E qual assunto ele quer abordar?
— Relacionamento amoroso e outro que não quis mencionar.
Eu ri:
— Aposto que arrisca ele dizer que me rejeitou no passado, quando eu era uma adolescente cheia de espinhas. E se fizer isso, virará um repórter famoso do dia para a noite. Não vou deixá-lo fazer sucesso às minhas custas. Além do mais, não tenho um relacionamento amoroso.
— Não? — Odette arqueou a sobrancelha. — E o que Max significa?
— Max é... Bem...
— Demorou a responder. Ou seja, ele significa alguma coisa?
Respirei fundo e virei-me, olhando para o teto, o rosto “dele” vindo à minha mente:
— Imagine se eu decidisse contar a Donatello Durand a verdade? Que a vida toda eu só gostei de um homem... E que ele é marido da minha irmã?
— Babado! Agora com Andrew longe, você vai se libertar deste amor de infância.
Suspirei:
— Eu sempre contei a verdade: que o amava. Nunca acreditaram em mim.
— Ele tem idade para ser seu pai.
— Não tanto! — Virei o rosto da direção dela. — Mas ele fez o Arthurzinho... Que salvou a minha vida.
— Ok, depois deste seu amor platônico por Andrew, que já está longe por estas horas e é loucamente apaixonado por sua irmã, irá assumir Max?
— Não! — Fui sincera, pois Odette era uma das poucas pessoas que eu não escondia absolutamente nada, nem meus pensamentos mais loucos e profundos.
— Não? — Ela pareceu surpresa. — Achei que agora que está com a data para assumir o trono já estipulada e com Andrew longe, finalmente revelaria a todos sobre você e Max.
Sentei-me na cama gigantesca e bem-posta, embora eu já tivesse me mexido inúmeras vezes sobre ela. Encarei Odette no fundo dos seus belos olhos escuros, parecendo bolas de gude, de tão arredondados e bem maquiados, com o preto do rímel e lápis em traços grossos ressaltando ainda mais sua beleza.
— Eu gosto de Max — confessei. — E curto os beijos e as pegadas quentes dele. Admito que ele me faz molhar a calcinha. Mas jamais assumiria algo com ele.
— Mas... Achei que se gostavam.
— E nos gostamos. Nunca lhe menti isso. E nem menti a ele. Mas gostar de Max e curtir ficarmos escondido não significa que eu casaria com ele.
— Não estou falando de casamento. Mas... Um namoro.
— Max é o meu segurança.
— E? — Odette mostrou as palmas das mãos, em sinal de dúvida. — Qual o problema? Seus pais jamais se importariam com isso. E o povo a ama de qualquer jeito.
— Eu serei rainha de Alpemburg.
— E ele pode ser seu marido.
— Odette, esperei a vida inteira para assumir o trono. Sempre sonhei com o momento da coroação. Eu amo a minha vida e sei que sou uma privilegiada depois de tudo que passei quando criança. Sempre pus na minha cabeça que eu casaria com um príncipe, alguém da realeza.
— Andrew Chevalier? — Ela riu.
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Uma Noite Com Meu Chefe
O CEO Acima da Minha Mesa
“Eu sei que precisa.”
“E se ela não quiser esse tipo de proteção?”
“Ela vai querer”, eu digo, baixando um pouco a voz. “Porque ela precisa de um homem que seja capaz de dar o mundo a ela.”
“E se o mundo pegar fogo?”
Minha mão se fecha de leve na cintura de Violet.
“Então eu construo um novo pra ela”, eu respondo. “Mesmo que eu tenha que queimar o velho com as minhas próprias mãos.”
Eu não trabalho para Rowan Ashcroft.
Eu trabalho abaixo dele.
Da minha mesa, eu decido quem consegue acesso ao CEO mais implacável da cidade e quem nunca passa da recepção. Eu administro o tempo dele, o silêncio dele, os inimigos dele. Eu mantenho o mundo dele funcionando enquanto o meu desaba em silêncio sob contas atrasadas, uma mãe internada numa clínica de reabilitação e um irmão que sumiu sem nem se despedir.
Rowan Ashcroft é poder embrulhado num terno sob medida.
Frio. Intocável. Impiedoso.
Ele não flerta. Não sorri. Não enxerga pessoas, só utilidade.
E por muito tempo, eu fui apenas útil.
Até que ele começou a me observar.
No começo, a mudança na atenção dele é sutil. Uma pausa longa demais. Um olhar que se demora. Ordens que me puxam para mais perto em vez de me manterem à distância. O homem que fica de pé acima da minha mesa começa a controlar mais do que a minha agenda, e eu percebo tarde demais que ser notada por Rowan Ashcroft é muito mais perigoso do que ser ignorada.
Porque homens como ele não desejam afeto.
Desejam posse.
Era pra ser só um emprego.
Não um teste dos meus limites.
Não uma descida lenta e calculada para dentro da autoridade dele.
Mas se Rowan Ashcroft decidir que eu pertenço debaixo da mesa dele, que seja.
Sobreviver tem um preço, e as contas não querem saber como eu pago.
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Entre segredos, disputas por poder e inimigos à espreita, eles descobrirão que, às vezes, a obsessão é muito mais perigosa do que o amor.












