
Meu Namorado É Um Lobisomem Adolescente!
Sansa · Concluído · 249.6k Palavras
Introdução
O misterioso aluno transferido de olhos azuis como o oceano que me salvou dos valentões. O cara mais gato que eu já conheci. Aquele que fazia meu coração acelerar com um único olhar.
Eu estava enganada.
No seu aniversário de dezenove anos, tudo mudou.
Estávamos no meu quarto. A luz do luar banhava seu peito nu enquanto ele pairava sobre mim, com os olhos escuros de desejo. Quando sussurrei que ele podia fazer o que quisesse, o desejo tomou conta do seu rosto como uma onda. Seus beijos desceram pelo meu pescoço. Sua mão deslizou por baixo do meu sutiã, o polegar roçando no meu mamilo. Um calor explodiu pelo meu corpo. Então, sua boca cobriu meu seio, quente e úmida, e—
Dor.
Uma dor aguda e repentina.
Seu aperto havia mudado. Senti pontas — garras — cravando na minha pele. Abri os olhos num sobressalto.
Olhos dourados me encaravam de volta. Não azuis como o oceano. Eles brilhavam como os de um animal no escuro.
Presas pressionavam seu lábio inferior.
— Sunny? — murmurei, paralisada.
Ele se afastou bruscamente, encarando as próprias mãos com horror. Garras de verdade onde as unhas deveriam estar. Garras que haviam deixado arranhões finos e vermelhos no meu seio.
Foi então que eu entendi: meu namorado — o garoto a quem eu havia confiado tudo — não era humano.
Ele era um lobisomem.
AVISO: Apenas para leitores adultos.
Capítulo 1
Ponto de vista de Rainey
O sol do fim da tarde passava pelos galhos densos dos pinheiros, projetando sombras no meu rosto enquanto eu apertava minha mochila gasta com mais força. Eu já devia saber que não era uma boa ideia voltar por este caminho depois da aula.
— Rainey!
Merda. A voz da Sarah cortou o ar da floresta como uma faca. Continuei andando, fingindo não ouvi-la, mas meu coração já estava martelando contra as costelas. Por favor, me deixa em paz. Por favor, só dessa vez...
— Eu sei que você está me ouvindo, sua vadiazinha!
Seus saltos estalavam no chão úmido enquanto ela me alcançava, com Brad Miller e Devon Clark a flanqueando como cães de ataque leais. Parei de andar, pois qual era o sentido? Fugir só pioraria as coisas. Sempre piorava.
— Vire-se. — A voz da Sarah soou enjoativamente doce.
Eu me virei, mantendo os olhos no chão. O chão da floresta estava coberto de agulhas de pinheiro e folhas do ano passado, tudo encharcado pela garoa constante do Oregon. Muito mais seguro de se olhar do que para o rosto impecável da Sarah.
— Olhe para mim quando eu estiver falando com você.
Como não obedeci imediatamente, a mão dela avançou e agarrou meu queixo, forçando minha cabeça para cima.
— Assim está melhor. — Ela sorriu, mas o sorriso não chegou aos olhos. — Então, fiquei sabendo de uma novidade interessante hoje. Parece que tem gente se achando a tal só porque tirou uma nota maior que a do Benjamin na prova.
Meu estômago gelou. Os resultados da prova de Cálculo Avançado tinham saído naquela manhã. Eu tinha tirado 98. O Benjamin tinha tirado 96. Isso não deveria importar — nós dois tínhamos tirado A —, mas, pelo visto, importava para a Sarah.
— Eu não... — comecei a falar, mas o aperto dela no meu queixo ficou mais forte.
— Você não o quê? Tentou se exibir? Tentou chamar a atenção dele? — A voz dela foi ficando mais aguda, com aquele tom perigoso vindo à tona. — Você acha que, só porque estuda que nem uma eremita patética, pode roubar o que é meu?
— Sarah, eu nunca tentei...
TAPA.
O som ecoou por entre as árvores, e meu rosto explodiu de dor. Minha pele nunca foi boa em esconder marcas, e eu sabia que a marca da mão dela ficaria ali por horas.
— Não minta pra mim! — ela gritou, perdendo qualquer fingimento de compostura. — Acha que eu não vejo o jeito que você olha pra ele no grupo de estudos? Como você sempre tem as respostas certas quando ele está por perto?
Eu queria dizer a ela que sempre tinha as respostas certas porque eu realmente estudava a matéria. Que eu estudava até meus olhos arderem porque entrar na faculdade era minha única chance de sair dessa cidade infernal.
— Me desculpa — sussurrei, em vez disso, as palavras com gosto de cinzas na minha boca.
— "Desculpa" não é mais o suficiente. — A mão de Sarah foi para o meu cabelo, puxando minha cabeça para trás com força. — Sabe de uma coisa? Acho que está na hora de todo mundo ver o que você realmente é por baixo de toda essa encenação de falsa inocente.
O terror tomou conta de mim quando Brad pegou o celular.
— Não... — murmurei, finalmente entendendo o que ela pretendia fazer.
"Ah, sim." O sorriso de Sarah agora era pura maldade. "Tirem a roupa dela. Vamos ver como a nossa pequena oradora da turma vai se sentir quando a escola inteira vir a vadia barata que ela realmente é."
"Por favor, não façam isso", implorei, odiando o quão fraca minha voz soava. "Sarah, por favor, eu vou ficar longe do Benjamin, eu vou—"
"Tarde demais para negociar, vadia." Ela agarrou a barra do meu suéter barato. "Deveria ter pensado nisso antes de decidir me fazer passar vergonha."
Foi aí que algo dentro de mim se rompeu. Talvez tenha sido a humilhação, talvez a ideia daquelas fotos sendo espalhadas pela escola, mas, de repente, eu estava reagindo.
"Não!", gritei, empurrando Sarah o mais forte que pude. "Sai de perto de mim!"
Ela cambaleou para trás, mais chocada do que machucada, mas Brad já estava me agarrando. Suas mãos eram ásperas, apertando meus pulsos com força suficiente para deixar hematomas.
"Socorro!", gritei em direção às árvores, sem me importar com o quão desesperada eu soava. "Alguém me ajude!"
A floresta permaneceu em silêncio, exceto pela minha própria voz ecoando de volta para mim.
"Pode gritar o quanto quiser", Devon riu, pegando o próprio celular. "Ninguém tá nem aí para um lixo de periferia como você."
Sarah havia se recuperado da surpresa e agora tinha um olhar assassino. Ela pegou seu copo meio vazio do Starbucks e despejou o café frio na minha cabeça. O líquido encharcou meu cabelo e escorreu pelo meu rosto, manchando minhas roupas.
"Segurem ela firme", ela ordenou, e Brad torceu meus braços para trás enquanto Devon foi agarrar minhas pernas.
Continuei me debatendo, continuei gritando, mas era inútil. Aquilo realmente ia acontecer. Eles iam tirar a minha roupa, me fotografar e mandar para todo mundo, e depois? Como eu conseguiria dar as caras na escola de novo? Como eu conseguiria me olhar no espelho?
"Isso vai ser tão bom", Sarah ronronou, esticando a mão para o meu suéter de novo. "Fico imaginando o que o Benjamin vai pensar quando a vir desse jeito."
"Acabou o tempo."
A voz veio do fundo da floresta, calma e grave. Todos nós paralisamos.
Uma figura emergiu das sombras entre os pinheiros — alto e esguio, vestindo um moletom escuro e calça jeans rasgada. Um boné gasto fazia sombra em seu rosto, e a fumaça de um cigarro pairava ao redor dele como neblina matinal.
"Quem caralho é você?", Brad exigiu saber, mas seu aperto em mim afrouxou um pouco.
O estranho não respondeu de imediato. Ele apenas se encostou em um dos enormes troncos de pinheiro, parecendo completamente relaxado apesar da situação. Quando falou de novo, sua voz tinha uma estranha autoridade, como se estivesse acostumado a ser obedecido.
"A polícia está a caminho. Vocês têm uns trinta segundos para sumir daqui antes que isso vire um problema muito maior."
"Conversa fiada", Devon desdenhou. "Você não ligou pra ninguém."
"Ah." O cara deu um longo trago no cigarro e, por um breve momento, a brasa iluminou as maçãs do rosto marcadas e o maxilar angular. "Acho que vamos descobrir."
Sarah olhava alternadamente para o estranho e para a direção da escola.
Últimos Capítulos
#198 Capítulo 198 O fim
Última Atualização: 6/15/2026#197 Capítulo 197
Última Atualização: 6/15/2026#196 Capítulo 196
Última Atualização: 6/15/2026#195 Capítulo 195
Última Atualização: 6/15/2026#194 Capítulo 194
Última Atualização: 6/15/2026#193 Capítulo 193
Última Atualização: 6/15/2026#192 Capítulo 192
Última Atualização: 6/15/2026#191 Capítulo 191
Última Atualização: 6/15/2026#190 Capítulo 190
Última Atualização: 6/15/2026#189 Capítulo 189
Última Atualização: 6/15/2026
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Sexo é opcional.
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PS: Eu estava brincando. Vamos nos encontrar daqui a três anos para acabar com essa merda e ganhar mais dinheiro.
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Os Reis Lycan e Sua Companheira Híbrida
Livro Dois de Os Reis Lycan e o Lobo Branco. Também pode ser lido de forma independente.
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Renascimento: Atriz Estrela
Mas o que eu nunca esperava era que a razão pela qual eles me procuraram era para meu medula óssea... Eles queriam usá-la para salvar outra pessoa!
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A CORÇA DELE, SUA DANAÇÃO (Um Romance Erótico de Bilionário)
Esta história contém temas maduros e conteúdo explícito destinado a públicos adultos (18+). A discrição do leitor é aconselhada.
Inclui elementos como dinâmicas de BDSM, conteúdo sexual explícito, relações familiares tóxicas, violência ocasional e linguagem forte.
Esta não é uma história de romance leve. É intensa, crua e desordenada, e explora o lado mais sombrio do desejo.
"Tire o vestido, Meadow."
"Por quê?"
"Porque seu ex está assistindo," ele disse, recostando-se na cadeira. "E eu quero que ele veja o que perdeu."
••••••••••••*
Meadow Russell deveria se casar com o amor da sua vida em Vegas. Em vez disso, ela flagrou sua irmã gêmea montando seu noivo.
Um drink no bar virou dez. Um erro bêbado se tornou realidade. E a oferta de um estranho se transformou em um contrato que ela assinou com mãos trêmulas e um anel de diamante.
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Ele também sofre de uma condição neurológica—não pode sentir. Nem objetos, nem dor, nem mesmo o toque humano.
Até Meadow tocá-lo, e ele sentir tudo. E agora ele a possui. No papel e em sua cama.
Ela quer que ele a destrua. Tome o que ninguém mais conseguiu. Ele quer controle, obediência... vingança.
Mas o que começa como uma transação lentamente se transforma em algo que Meadow nunca viu chegando.
Obsessão, segredos que nunca deveriam vir à tona, e uma dor do passado que ameaça destruir tudo.
Alaric não compartilha o que é dele.
Nem sua empresa.
Nem sua esposa.
E definitivamente não sua vingança.
Desta Vez Ele Me Persegue Com Tudo
Do lado de fora do salão, ela foi até ele enquanto ele fumava perto da porta, querendo pelo menos se explicar.
— Você ainda está com raiva de mim?
Ele jogou o cigarro longe e olhou para ela com um desprezo evidente.
— Com raiva? Você acha que eu estou com raiva? Deixe-me adivinhar: a Maya finalmente descobre quem eu sou e agora quer "se reconectar". Mais uma chance, agora que ela sabe que meu sobrenome vem acompanhado de dinheiro.
Quando ela tentou negar, ele a interrompeu.
— Você foi um mero detalhe. Uma nota de rodapé. Se não tivesse aparecido esta noite, eu nem teria me lembrado de você.
Lágrimas arderam nos olhos dela. Ela quase lhe contou sobre a filha deles, mas se conteve. Ele apenas pensaria que ela estava usando a criança para prendê-lo e ficar com seu dinheiro.
Maya engoliu tudo a seco e foi embora, certa de que seus caminhos nunca mais se cruzariam — apenas para que ele continuasse aparecendo em sua vida, até ser ele aquele a se rebaixar, implorando humildemente para que ela o aceitasse de volta.
Perdendo o Controle: Sua Loucura, Sua Cura
"Você não me mandou parar," murmuro.
Seus dedos tremem como se ele quisesse me bater ou me agarrar, talvez ambos.
Ele vira a cabeça para o lado, como se estivesse tentando encontrar oxigênio, mas eu posso ver, o rubor em seu pescoço, o pulso batendo rápido sob meu polegar, a maneira como seu corpo o trai mesmo enquanto sua boca continua mentindo.
Eu pressiono meu corpo contra o dele, peito a peito, calor a calor.
"Você quer me odiar. Tudo bem. Me odeie o quanto quiser. Mas não minta para si mesmo. Não finja que seu pau não fica duro toda vez que eu digo seu nome."
Ele geme, um som preso entre frustração e necessidade.
Xander nunca teve a intenção de se envolver. Dois anos atrás, ele tropeçou em um beco e travou os olhos com um estranho espancando alguém até sangrar.
Esse estranho era Jax.
Desde então, ele se pega pensando no cara de forma obsessiva. Ele foi uma fantasia por dois anos inteiros... até que não foi mais. Agora eles circulam um ao outro como fogo e gasolina... faíscando, queimando, nunca se tocando sem deixar marcas. Xander não está acostumado a ser dominado. Mas Jax domina como se tivesse nascido para isso, e Xander odeia o quanto deseja isso.
É empurrar e puxar. Morder e sangrar. Querer e negar...
Jax se esconde atrás de silêncio e sombras. Um passado violento, impulsos mais sombrios, muros construídos com arame farpado. Mas Xander continua cavando, continua aparecendo, e isso assusta Jax mais do que qualquer coisa. Porque Xander não está apenas arranhando a superfície.
Ele está entrando e despedaçando Jax. E quanto mais fundo eles caem, mais perigoso fica.
✨Ele deveria ser um passatempo. Não um desejo. Mas algumas obsessões não se apagam. Elas queimam até o fim.✨












