O Executor e a Princesa da Máfia

O Executor e a Princesa da Máfia

Edu Ravallet · Atualizando · 30.2k Palavras

994
Popular
994
Visualizações
0
Adicionado
Adicionar à Estante
Começar a Ler
Compartilhar:facebooktwitterpinterestwhatsappreddit

Introdução

Durante anos, todos que deveriam souberam duas verdades inabaláveis: ninguém ousava desafiar o império construído por Carlo Castellano e ninguém sobrevivia ao homem encarregado de executar sua vontade.

Braço direito da família, estrategista, cobrador de dívidas e fantasma que caminhava entre os inimigos da organização, Rafael Corval dedicou dez anos de sua vida à construção e proteção do legado dos Castellano. A Lealdade era sua única religião e virtude.

Até a queda.

Quando o velho chefe da máfia foi preso em uma operação da polícia federal que abalou os alicerces do submundo, tudo começou a ruir mais rápido do que qualquer rival seria capaz de destruir. Contas congeladas, aliados assumindo delações premiadas, credores rondando como abutres. Em poucas semanas, a família que governava as sombras da capital do país se viu à beira da falência. Tudo espetacularmente orquestrado para ruir como um castelo de cartas, nome dado a operação.

E no centro da tempestade está ela: a princesa da máfia.

Vinte anos, criada entre jantares de gala, segredos de família e promessas de poder eterno, jamais imaginou que herdaria dívidas em vez de um trono. Agora, precisa decidir se abandonará os escombros em ruínas ou se lutará para salvar uma rede tenebrosa, criminal e lucrativa.

A única pessoa disposta a permanecer incontestavelmente ao seu lado é justamente o homem que todos aprenderam a temer.

Ele jurou sempre proteger a família a qualquer custo.

Ela jurou nunca precisar especificamente da proteção dele.

Entre ameaças, traições, disputas pelo controle do império decadente e inimigos sentindo o cheiro da fraqueza e oportunidade, uma antiga faísca renascerá.

No submundo da máfia, apaixonar-se pela filha do chefe encarcerado e continuar vivo pode se mostrar o desafio mais perigoso de todos.

Capítulo 1

Eu acordava cedo por culpa do meu pai.

Carlo Castellano jamais precisou bater à minha porta, a mansão inteira conhecia seus horários e todos nós acabamos nos tornando peças diferentes do mesmo relógio. Às seis o cheiro de café quente já subia desde a cozinha. Às seis e quinze, Marta abria as janelas da biblioteca para os livros respirarem, como gostava de dizer. Às seis e meia, todo o santo dia, religiosamente, papai atravessava o jardim de inverno lentamente, lendo os jornais do dia com tanta atenção que parecia que as notícias haviam sido escritas apenas para ele.

Naquela quinta-feira de Junho despertei antes do alarme e permaneci alguns minutos observando o teto ganhar a luz dourada das manhãs de Brasília. Era ano de Copa do Mundo, eleições presidenciais e o ar-condicionado mantinha o quarto frio, embora o céu já anunciasse outro dia de calor seco.

Da janela, eu enxergava uma vasta faixa do lago Paranoá entre as árvores. Cresci acreditando que aquela paisagem seria eterna. Pior: que seria eternamente minha. O lago continuaria refletindo o céu e meu pai seguiria comandando homens poderosos com poucas palavras.

Vesti uma calça clara, enfiei na cabeça uma camisa branca qualquer, prendi os cabelos e desci.

A mansão ainda conservava seu silêncio habitual. O mármore branco devolvia o som de meus passos, os lírios do corredor que mamãe tanto gostava haviam sido devidamente trocados por flores frescas e os seguranças ocupavam seus lugares com ternos austeros.

Meu pai detestava ostentação espalhafatosa. Preferia móveis italianos escuros, obras de arte brasileiras e peças raras que pareciam simples para quem não sabia reconhecê-las. Segundo ele, o verdadeiro poder dispensava anúncios.

Encontrei-o na varanda, sentado na poltrona. Minha mãe estava no Rio de Janeiro havia três dias, ocupada com a reforma da cobertura no Leblon. Papai vestia uma camisa amarela clara com as mangas dobradas e lia enquanto o café esfriava diante dele.

—Bom dia, principesca.

—Sua benção, papai.

Sentei-me à direita, beijei sua mão e enchi minha xícara. Ele terminou de ler a página antes de erguer os olhos e me encarar com censura:

—Dormiu tarde.

—O senhor instalou câmeras no meu quarto para saber?

—Você postou no Instagram às uma e quarenta e sete. Um gato julgando um quadro, ou algo assim.

—Isso só prova que eu estava bem acordada.

Um sorriso discreto surgiu em seu rosto.

—Vai hoje à universidade?

—Tenho aula às dez.

—O motorista estará pronto às nove.

—Eu posso dirigir.

—Pode.

—Então vou dirigindo.

—O motorista estará pronto às nove.

A discussão terminou como todas as outras: meu pai reforçando sua decisão como lei natural.

Peguei uma fatia de pão e fiz questão de demonstrar minha irritação. Vinte anos na cara e eu ainda lutava por autonomia e independência.

Queimei a boca com o café quente quando vi que Rafael estava ali, próximo às portas do jardim.

Usava terno cinza chumbo, camisa preta e o mesmo relógio de metal cromado que eu via em seu pulso desde sua adolescência. Rafael trabalhava para meu pai havia quinze anos, embora ninguém soubesse explicar exatamente qual era sua função. Cuidava da segurança pessoal e alguns o chamavam de braço direito, Conselheiro.

Eu sabia poucas coisas sobre ele, no começo. Rafael tinha hoje trinta anos, sempre estava disponível e nunca permanecia de costas para uma porta. Durante minha infância, inventei histórias sobre aquele homem silencioso. Acreditava que ele dormia armado. Descobri que de fato dormia.

—Corval.

Rafael se aproximou e lhe entregou um celular. Papai leu a mensagem exibida na tela. Seus dedos permaneceram imóveis por um instante.

—Confirmado?

—Ainda não.

—Brasília ou Rio?

—Os dois.

Meu pai olhou o jardim. A mudança em sua expressão foi mínima, porém suficiente para despertar minha atenção.

—Algum problema?

—Assuntos de negócios.

Os Castellano possuíam muitas empresas. Construção civil, transportes, restaurantes, casas noturnas, importadoras, participações em hotéis e principalmente segurança privada especializada. Eu conhecia os nomes estampados nos documentos e ouvia falar dos diretores durante os jantares. Jamais compreendi como todas as peças se conectavam. Meu pai dizia que um império bem construído se parecia com uma cidade: cada edifício tinha uma função, enquanto os túneis permaneciam escondidos.

Naquela manhã, os túneis começaram a desabar.

O celular pessoal de papai tocou. Ele atendeu e ouviu alguém durante vinte segundos. Levantou-se.

—Ative o protocolo vermelho.

Rafael começou a digitar. Meu pai caminhou até a biblioteca enquanto fazia outra ligação, dessa vez falando em italiano. Voz controlada, passos rápidos.

Um segurança atravessou o corredor carregando duas pastas. Logo depois, a secretária de meu pai desceu as escadas com um notebook comprimido ao peito. Portas começaram a abrir e fechar por toda a mansão. As pessoas ainda evitavam correr, porém a casa perdera o ritmo perfeito que eu conhecia. Todas as peças do relógio descompassaram.

Fui até a biblioteca e encontrei a porta fechada. Quando toquei na maçaneta, ouvi a voz de meu pai.

—Todos os endereços?

—Vinte e seis — Rafael confirmou — Deve aumentar.

—Mandados?

—Busca, apreensão e prisão.

Abri a porta.

Papai estava diante da mesa, com as mãos apoiadas sobre a madeira. Rafael permanecia junto à janela.

—Duda, volte para o seu quarto — meu pai ordenou.

—O que está acontecendo?

—Faça o que eu pedi.

—Você falou em prisão. Eu ouvi você falar.

Rafael tocou o fone preso à orelha e escutou alguma coisa.

—A Polícia Federal saiu da superintendência há nove minutos.

Meu coração acelerou.

—Eles estão vindo para cá?

Papai se aproximou de mim e segurou meu queixo. Seus dedos estavam frios.

—Vá ao quarto, arrume uma mala pequena e espere por Rafael.

—A polícia vai prender o senhor?

Ele respirou fundo.

—Eles têm um mandado.

—Então ligue para os advogados e impeça isso!

Parece meio absurdo pensando agora, mas naquela hora eu acreditava que todos os problemas podiam ser resolvidos por uma ligação de Carlo Castellano. Meu pai conhecia deputados, senadores, juízes e ministros. Homens poderosos se levantavam quando ele entrava em restaurantes.

—Existem batalhas que começam antes de sabermos que estamos em guerra.

—Eu vou ficar contigo. Ninguém vai te levar.

—Você vai com Rafael.

—Pai...

—Eduarda Eloá Vivaldi Castellano, me obedeça e obedeça já!

Meu nome completo encerrou a discussão.

Subi para o quarto, abri o closet e encarei vestidos, sapatos, bolsas e joias, tentando descobrir o que alguém deveria carregar quando a própria vida precisava caber em uma mala. Coloquei algumas roupas, meus documentos, cartões e um envelope com dinheiro. Decidi colocar as joias também, por puro instinto. Quando espiei a janela, vi veículos pretos subindo a rua. Um helicóptero avançava sobre o lago.

Rafael entrou no quarto e fechou minha mala.

—Ainda não terminei.

—Terminou.

—Rafa, quanto tempo ficarei fora?

Ele me encarou por alguns segundos. Estar sozinha com ele assim, tão perto, me trouxe agridoces lembranças. Memórias secretas de segredos proibidos.

—Ainda não sabemos.

Descemos pela escada de serviço e alcançamos a garagem dos funcionários. Saímos de carro, virei-me para a mansão. Agentes atravessavam o portão principal. Havia três drones.

—Que droga, Rafa, você é o maldito segurança dele! Por que não traz papai conosco?

—Ele precisa estar onde esperam encontrá-lo.

—E o que vamos fazer?

—Eu tenho ordens de cuidar de você.

Detestei quando meu coração disparou.

Últimos Capítulos

Você Pode Gostar 😍

O Amor do CEO em Armadilha

O Amor do CEO em Armadilha

7.3k Visualizações · Atualizando · Stevy Liura
Gabriella era uma garota pobre e inocente. Ela morava sozinha em uma casa herdada de seus pais. Até que um dia, a casa foi destruída pela Empresa Quebracha. Quando ela se encontrou com o CEO para protestar, um incidente ocorreu.

"Você, homem lascivo! Não está satisfeito em destruir minha casa? Então, você tirou minha virgindade?"

"Confesse! Você segurou sua casa de propósito para bloquear nosso projeto, e agora está me enganando para dormir com você. Qual é sua verdadeira intenção, hein? Quem te pagou?"

Max Evans, o jovem CEO bem-sucedido e bonito, a acusou de ser uma mulher mensageira.

O que aconteceu depois? Será que Gabriella conseguiria ganhar a confiança do CEO? Ou até mesmo seu coração e amor? Será que essas pessoas perceberiam que ambos foram armados?
Alfas na mansão

Alfas na mansão

4.9k Visualizações · Atualizando · Laurie
Ao observar ao seu redor, Cecília viu apenas carne nua. Os músculos carnais e os rostos bonitos, entrelaçados ao seu redor.

Quatro Alfas.

Um enrolava seu cabelo entre os dedos. Outro segurava sua mão junto à boca, roçando um beijo leve como uma pluma contra seus dedos. Ela se apoiava nos peitos de dois deles, suas risadas suaves em seus ouvidos e seus corpos quentes pressionados contra seus ombros.

Os dedos dos Alfas deslizavam por sua pele nua, provocando arrepios por onde passavam. Linhas quentes e gentis eram traçadas na parte interna de suas coxas, no peito, no estômago.

"Em que humor você está esta noite, Cecília?" sussurrou um dos homens em seu ouvido. Sua voz era suave, baixa e agradável enquanto seus lábios roçavam sua pele. "Quer brincar de forma mais intensa?"

"Você é muito egoísta com ela," disse outro. Este parecia mais jovem, descansava atrás dela, onde ela se apoiava em seu peito nu. Ele inclinou sua cabeça docemente sob seu queixo e beijou o canto de sua boca, dizendo contra seus lábios, "Deixe-nos ouvir você."


Bem-vindo a este mundo hierárquico de Alfa, Beta e Ômega.

Cecília, uma garota Ômega de uma família pobre, e cinco Alfas de alta patente, se encontraram em uma mansão.

Aviso de Conteúdo Maduro
A Luna Contratada do Alfa

A Luna Contratada do Alfa

6.4k Visualizações · Atualizando · Evelyn liam
Ele comprou minha primeira noite… agora ele possui cada centímetro de mim.

BETHANY

Uma noite. Era só isso que deveria ser.

Uma noite na cama de Alpha Damien, um homem cuja voz exala comando, cujos olhos me despem, e cujo toque me faz arder em lugares que eu nem sabia que podiam queimar.

Eu vendi minha virgindade para salvar a vida da minha irmã. Achei que terminaria ali.

Eu estava errada.

Agora, o homem que me fez implorar, o homem que me disse quando eu podia gozar e quando não podia, é o mesmo homem com quem estou obrigada a me casar. Suas regras são simples: meu corpo é dele para usar, meu prazer é dele para controlar, e minha rendição não é opcional.

Eu deveria odiar a maneira como ele me possui.

Eu não odeio.


O mundo de Bethany desmorona em uma única noite. Com sua irmã morrendo e as contas médicas se acumulando, todos em quem ela confiava a traem. Sua madrasta se recusa a ajudar, e seu namorado a trai com sua meia-irmã. Desesperada por dinheiro, ela faz um acordo que mudará tudo: uma noite com o misterioso Alpha Damien.

Quando as circunstâncias forçam Bethany a um casamento contratado com um estranho, ela descobre que seu novo marido é o mesmo homem a quem ela deu sua virgindade.
Lua de prata - O acordo

Lua de prata - O acordo

3.1k Visualizações · Concluído · Paula F.
Um desertor converte quase toda a humanidade em criaturas vivas em um mundo mergulhado em trevas. Toda primavera, uma pessoa da vila em Mojstrana - Eslovênia, era sacrificada e mandada para Sangria, um lugar onde os licantropos se estabeleceram com seu líder cruel e tirano chamado Alfa, cercado de súditos e amantes. O equilíbrio era mantido desde que a vila cumprisse o acordo de entregar uma pessoa a ele e jamais misturar o sangue de um lobisomem com o sangue humano.
Thor quebra o pacto ao copular com uma das concubinas favoritas do Alfa, e ele logo sai de seu palácio em busca do sangue de seu rival. Eugênia é uma doce e jovem donzela, ela resolve se entregar a ele em troca da vida do irmão, por ser corajosa e bela. Alfa aceita o trato e a leva para as dependências de seu castelo. Lá ela lutará para manter sua honra enquanto descobre as origens daquela criatura e de seu próprio irmão, para devolver a luz a toda a humanidade.
Dominada pelo Consigliere

Dominada pelo Consigliere

3.8k Visualizações · Concluído · Edilaine Cargnin Beckert
Eu não pedi para que se casasse comigo, vá embora e me deixe em paz!“ — Maria Eduarda disse pausadamente, enquanto segurava uma arma debaixo da mesa da cozinha.
Ela levantou virando as costas, soltando o ar com força comprimindo os lábios, apertando o objeto que estava prestes a engatilhado.
Maria Eduarda havia o rejeitado há quatro anos, só que agora, Maicon havia sido aquele escolhido para casar com ela, que tentava dia após dia, fazê-lo se arrepender, sem sucesso.
“Deixá-la agora seria desperdício, não me desfaço de nada que possuo, fique ciente!“ — ele a puxou de repente, fazendo com que a arma ficasse pendurada na ponta de seus dedos.
“Pra me possuir vai precisar de muito mais do que ter o meu corpo..." — sussurrou enquanto se sentia ser desarmada com facilidade por ele.
“Isso é o que vamos ver... até o diavolo tem medo de mim, italiana!"
Depois de Uma Noite com o Alfa

Depois de Uma Noite com o Alfa

578.2k Visualizações · Concluído · Sansa
Uma Noite. Um Erro. Uma Vida de Consequências.

Eu achava que estava esperando pelo amor. Em vez disso, fui fodida por uma besta.

Meu mundo deveria florescer no Festival da Lua Cheia na Baía de Moonshade—champanhe borbulhando em minhas veias, um quarto de hotel reservado para mim e Jason finalmente cruzarmos aquela linha depois de dois anos. Eu vesti uma lingerie rendada, deixei a porta destrancada e me deitei na cama, coração batendo com uma excitação nervosa.

Mas o homem que entrou na minha cama não era Jason.

No quarto completamente escuro, afogada em um cheiro forte e picante que fazia minha cabeça girar, senti mãos—urgentes, ardentes—queimando minha pele. Seu grosso e pulsante pau pressionou contra minha boceta molhada, e antes que eu pudesse respirar, ele empurrou com força, rasgando minha inocência com uma força implacável. A dor queimava, minhas paredes se contraindo enquanto eu arranhava seus ombros de ferro, sufocando os soluços. Sons molhados e escorregadios ecoavam a cada golpe brutal, seu corpo implacável até ele estremecer, derramando quente e fundo dentro de mim.

"Isso foi incrível, Jason," consegui dizer.

"Quem diabos é Jason?"

Meu sangue gelou. A luz cortou seu rosto—Brad Rayne, Alpha da Matilha Moonshade, um lobisomem, não meu namorado. O horror me sufocou ao perceber o que eu tinha feito.

Eu corri para salvar minha vida!

Mas semanas depois, acordei grávida do herdeiro dele!

Dizem que meus olhos heterocromáticos me marcam como uma verdadeira companheira rara. Mas eu não sou loba. Sou apenas Elle, uma ninguém do distrito humano, agora presa no mundo de Brad.

O olhar frio de Brad me fixa: "Você carrega meu sangue. Você é minha."

Não há outra escolha para mim senão escolher esta prisão. Meu corpo também me trai, desejando a besta que me arruinou.

AVISO: Apenas para Leitores Maduros
Uma Rainha do Gelo à Venda

Uma Rainha do Gelo à Venda

3.6m Visualizações · Concluído · Maria MW
"Coloque-os." Peguei o vestido e a roupa íntima, então quis voltar para o banheiro, mas ela me impediu. Pareceu que meu coração parou por um segundo quando ouvi sua ordem. "Vista-se aqui. Deixe-me ver você." Não entendi o que ela queria dizer no início, mas quando ela me encarou com impaciência, soube que devia fazer o que ela disse. Abri meu roupão e coloquei-o no sofá branco ao meu lado. Segurando o vestido, eu queria vesti-lo quando a ouvi novamente. "Pare." Meu coração quase pulou para fora do peito. "Coloque o vestido no sofá por um segundo e fique em pé." Fiz o que ela disse. Fiquei ali completamente nua. Ela me examinou dos pés à cabeça com os olhos. A forma como ela verificou meu corpo nu me fez sentir terrível. Ela moveu meu cabelo para trás dos ombros, passando suavemente o dedo indicador sobre meu peito, e seu olhar parou em meus seios. Então ela continuou o procedimento. Seu olhar desceu lentamente entre minhas pernas, e ela olhou por um tempo. "Abra as pernas, Alice." Ela agachou, e eu fechei os olhos quando ela se aproximou para me ver de perto. Eu só esperava que ela não fosse lésbica ou algo assim, mas finalmente ela se levantou com um sorriso satisfeito. "Perfeitamente depilada. Homens são assim. Tenho certeza de que meu filho também vai gostar. Sua pele é bonita e macia, e você é musculosa, mas não demais. Você é perfeita para o meu Gideon. Vista a roupa íntima primeiro, depois o vestido, Alice." Eu tinha muitas coisas para dizer, mas as engoli de volta. Só queria escapar, e aquele era o lugar e momento em que jurei a mim mesma que teria sucesso uma vez.

Alice é uma patinadora artística de dezoito anos, bela. Sua carreira está prestes a atingir o ápice quando seu cruel padrasto a vende para uma família rica, os Sullivans, para se tornar a esposa do filho mais novo deles. Alice presume que há uma razão para um homem bonito querer se casar com uma garota estranha, especialmente se a família faz parte de uma organização criminosa conhecida. Ela encontrará o caminho para derreter os corações gelados, para libertá-la? Ou conseguirá escapar antes que seja tarde demais?
Ligada ao Alfa Instrutor Dela

Ligada ao Alfa Instrutor Dela

1m Visualizações · Concluído · Marina Ellington
Sou a Eileen, a excluída da academia de metamorfos, tudo porque eu não tenho um lobo. Minha única salvação é um talento para cura que me garantiu uma vaga na Divisão dos Curandeiros. Aí, numa noite, na floresta proibida, encontrei um estranho à beira da morte. Um toque, e algo primitivo se quebrou entre nós. Aquela noite me prendeu a ele de um jeito que eu não consigo desfazer.

Semanas depois, nosso novo instrutor de combate Alfa entra na sala. Regis. O cara da floresta. Os olhos dele se fixam nos meus, e eu sei que ele me reconhece. Então o segredo que venho escondendo me acerta como um soco: estou grávida.

Ele vem com uma proposta que nos liga ainda mais. Proteção… ou uma prisão? Os sussurros ficam venenosos, a escuridão se fecha ao redor. Por que eu sou a única sem lobo? Ele é a minha salvação… ou vai me arrastar para a ruína?
O coração que não era meu: A babá do filho do viúvo

O coração que não era meu: A babá do filho do viúvo

3.7k Visualizações · Concluído · Diene Médicci
Sky passou a vida inteira limitada por uma doença que a impedia de viver de verdade. O transplante lhe dá um novo coração e a promessa de um recomeço. Mas junto com ele… veio algo mais.
Após a cirurgia, Sky começa a sentir, sensações intensas e uma atração inexplicável, quase obsessiva, pelo viúvo de sua doadora. Dizem que órgãos carregam memórias emocionais. Talvez seja isso que agora pulsa em seu peito.
Agnes, a mulher que lhe salvou a vida, tinha tudo o que Sky nunca teve: amor, família, pertencimento. E, aos poucos, ocupar o espaço que ela deixou passa a parecer a única forma de preencher o vazio que a consome.
O problema é que o viúvo não está sozinho.
Ele tem um irmão gêmeo, igual no rosto, oposto na essência. Presa entre dois homens que carregam o mesmo sangue, Sky se vê dividida entre o amor que parece herdado e o desejo que nasce de escolhas próprias. Em quem confiar quando o coração não sabe a quem pertence?
Entre culpa, luto e paixão, Sky precisa enfrentar a pergunta mais perigosa de todas: o que, dentro dela, é sentimento verdadeiro… e o que é herança de alguém que já partiu?
Reivindicada Pelo Bilionário

Reivindicada Pelo Bilionário

891.9k Visualizações · Atualizando · Khey Coco
—Assine.

A voz dele era fria, afiada como aço.

—Espera... tem alguma coisa errada.

—Assina essa porcaria de papelada —ele disse, a voz baixa e cortante como lâmina.

Eu engoli em seco.

As ameaças do meu pai ecoaram na minha cabeça: Se você não assinar, nunca mais vai ver seu filho.

E eu assinei.

Elizabeth Harper nunca deveria se casar com ele. Ele era perigo dentro de um terno sob medida, riqueza embrulhada no silêncio, poder disfarçado por olhos azuis e gelados.

Um erro, uma assinatura na sala errada, e agora ela está presa a Christian Reed, o bilionário implacável conhecido por destruir impérios... inclusive a própria linhagem.

Ela devia ser invisível. Obediente e descartável.
Dreamworld - Corações em conflito

Dreamworld - Corações em conflito

815 Visualizações · Concluído · roseana2701
Jamais passou pela cabeça de Ariane um dia ter que escolher entre o amor da sua vida ou seu chefe lindo e gentil, que começava a mexer com seus sentimentos.
Mas foi o que aconteceu quando ela beijava Luciano, pela primeira vez, percebendo que poderia estar completamente apaixonada por ele e Jonathan chegou, com suas malas, disposto a ficar definitivamente com ela.
Ela fugiu de Jonathan e abriu mão de toda sua vida no Dreamworld quando foi morar com os pais no interior. Mal ela sabia que que aquela não era sua fuga e sim o lugar onde ela se encontraria.
Dois homens perfeitos, um que ela deixou por consideração a sua melhor amiga, que era apaixonada por ele e o outro que ela encontrou em sua fuga e de certa forma a resgatou de todos os seus medos e inseguranças.
Mas seu coração não podia mais continuar em conflito. Ele merecia ficar em paz e a escolha só dependia dela.
Minha tentação usa terno

Minha tentação usa terno

3k Visualizações · Concluído · roseana2701
Maria Lua tinha a vida que qualquer mulher podia sonhar: linda, rica e com uma família perfeita. Mas por trás da garota sortuda e com carinha de anjo, se escondia uma menina rebelde, que fugia do passado e tinha como objetivo ser feliz e fazer tudo que tivesse vontade, especialmente com relação aos homens.
Imersa no mundo dos CEO's desde que nasceu, sua vida sempre se enlaçou a homens que usavam ternos. E ela cabia despir cada peça de roupa que os envolvia, a começar pelas gravatas, aproveitando-se dos belos corpos que cruzavam seu caminho, dos donos e herdeiros das maiores empresas de Noriah Norte.
O que ela não esperava era ser envolvida num grande escândalo no dia de seu noivado, armado por alguém que estava dentro de sua própria casa. Disposta a dar a volta por cima, já que nada lhe abalava e tudo que queria era mostrar-se uma mulher forte, Malu não esperava pelo segundo tombo, agora para destruí-la por completo.
Tendo que deixar seu próprio lar, e obrigada a amadurecer e ter responsabilidades, deixando a vida de bebedeiras e homens de uma noite para trás, agora ela tinha que escolher o caminho a tomar: recuperar seu noivo, seguir com o amante ou lutar pelo seu verdadeiro amor.
O que Maria Lua não esperava era que em meio a todas as suas dúvidas, imersa num mundo de negócios, chantagens, roubos e antiético, um novo homem cruzasse seu caminho. Seria ele a sua redenção? Ou estaria disposto a destruir o coração dela por completo, como ela fez a vida inteira com os homens?
Tudo poderia ser incerto e catastrófico na vida de Maria Lua Casanova, exceto os homens de terno... Estes sim, sempre foram a sua tentação.