UM ANO PARA TE AMAR

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joanesburgo2535 · Atualizando · 34.1k Palavras

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Introdução

Quando dois corações quebrados se encontram, surge uma proposta irrecusável de casamento com uma única e inegociável condição: não se apaixonar e se divorciar exatamente um ano depois.
Na teoria, parecia simples. Na prática, a realidade é muito diferente.
Savanna aprendeu cedo a se virar sozinha: aos quinze anos, fugiu de casa para escapar de quem devia protegê-la, e desde então nunca mais deixou ninguém chegar perto de verdade. Já Andrew, o poderoso CEO que comanda impérios com mão de ferro, teve seu mundo destruído quando foi traído por quem mais amou. Ferido e convencido de que o amor só traz dor, jurou que nunca mais se entregaria a ninguém.
Para ele tudo funciona como um negócio, regras claras, acordos firmes e nenhum envolvimento emocional. E esse casamento seria apenas mais um contrato: dentro de casa, dois estranhos que mal se falam; fora de casa, um casal perfeito para as aparências.
Mas o que ninguém esperava é que, ao dividir o mesmo teto, ao se conhecerem além das máscaras, o acordo começasse a escorregar pelos dedos. Manter o coração fechado parecia fácil no papel até que o sentimento começa a nascer onde menos se espera. E quando o contrato chegar ao fim, será que eles ainda vão querer cumpri-lo?

Capítulo 1

Assim que o primeiro raio de sol invadiu o quarto, saltei da cama antes mesmo que o despertador soasse. Vesti rapidamente minha roupa de malha e coloquei os fones de ouvido, e em poucos segundos já estava atravessando a avenida silenciosa, os tênis batendo suavemente no asfalto ainda frio. Era exatamente por isso que eu preferia correr nessas horas, o trânsito ainda não havia acordado, o mundo parecia parado e só eu e o silêncio dividíamos a manhã. O vento morno da aurora beijava meus cabelos soltos, trazendo o cheiro doce de café sendo passado nas cozinhas vizinhas e o aroma inconfundível de pão quentinho recém-saído do forno. Cada respiração funda, cada passo ritmado me lembrava, de forma simples e intensa: eu estou viva. Há dias em que essa verdade se esconde tão profundamente dentro de mim que eu quase me esqueço dela.

Antes de voltar para casa, parei na padaria da esquina e comprei uma cesta cheia de pães ainda quentes meu maior vício , e uma garrafa de leite fresco, ainda gelado. Ao cruzar a porta de casa, a primeira coisa que fiz foi correr para o banho, a água quente escorreu pelo meu corpo cansado, afastando o frio da manhã e as tensões que carregava sem saber. Enrolada apenas na toalha, fui até a cozinha e preparei meu café com calma, saboreando cada segundo daquela solidão tranquila. Essa é a maior vantagem de morar sozinha: não há olhares, não há cobranças, não há expectativas, você pode ser exatamente quem é, da maneira que quiser.

Passei o resto do dia jogada no sofá, alternando entre revistas antigas e séries que já conhecia de cor, aproveitando cada minuto de paz. Mas como diz o velho ditado: tudo o que é bom dura pouco. Antes que eu percebesse, a tarde já dava lugar ao entardecer, e chegou a hora de ir trabalhar. Como sempre, fui a última a chegar ao restaurante. Vesti o uniforme, amarrei o cabelo e saí para servir as mesas, sorrindo quando meu coração pedia para se fechar. Um ou dois clientes, embriagados e sem educação, soltaram comentários obscenos em minha direção; eu apenas baixei o olhar e continuei meu caminho, fingindo não ouvir. Ignorei como faço com tantas outras coisas que me ferem.

Ao fim da noite, eu já estava em frangalhos

os pés doíam, a garganta estava seca e a alma parecia pesada. Juntamente com Nanda, minha melhor amiga e única confidente, caminhamos até o ponto de ônibus. A rua estava deserta, apenas nós duas sob a luz fraca dos postes. Eu sabia do perigo, sentia o frio na espinha, mas não havia escolha, as contas não esperam, o aluguel não se adiia e eu precisava sobreviver.

— E você e o Carlinho? Como andam?perguntei, tentando puxar assunto para afastar o medo.

— Ele vai me levar para conhecer os pais dele neste final de semana . respondeu ela, com os olhos brilhando de alegria.

— Sério mesmo?

— Claro! Estou tão ansiosa, tão feliz...

— Viu só como você estava sendo injusta com ele antes? Ele te ama de verdade.

— Talvez não tanto assim amiga, eu precisei usar de todo o meu poder de sedução ! brincou ela, baixando a voz.

— Como assim?

— Ontem tivemos a nossa primeira noite juntos.

— O quê? Você e o Carlinho...? fiquei parada, sem saber o que dizer.

— Por que esse espanto todo, amiga? Você sabe que uma hora ou outra isso acontece num relacionamento. E além disso, eu nunca fui nenhuma virgem ingênua.

— Não quis dizer isso... é só que... — tentei explicar, mas fui salva pela chegada do ônibus.

Sorri aliviada por não ter que terminar aquela frase. Como sempre acontece, não havia nenhum assento livre; tivemos que viajar em pé, agarradas firmemente às barras de ferro, pois se soltássemos, o primeiro sacolejo do veículo nos jogaria ao chão. O ônibus seguia seu curso, parando em pontos vazios, até que chegou a hora de Nanda descer ,. dois quarteirões antes do meu. Ela me deu o abraço apertado de sempre, cheio de carinho, e saltou para a calçada.

Pela janela, vi o que meu coração mais temia, Carlinho estava encostado no seu Siena, esperando por ela. Nanda correu em sua direção como se não se vissem há séculos, jogando-se nos braços dele, e eles se beijaram com uma paixão tão intensa, tão verdadeira, que doeu só de olhar. O motorista deu a partida novamente, e aos poucos aquela cena foi desaparecendo de vista, levando consigo o meu último resquício de tranquilidade.

Sem que eu percebesse, uma lágrima solitária e quente escorreu pelo meu rosto, rolando devagar até cair no uniforme. Odeio ver essas demonstrações de amor. Odeio porque elas me mostram, de forma cruel e nítida, o quanto eu sou desprovida disso. Nunca ninguém me olhou como ele a olha. Nunca ninguém esperou por mim na calçada. Nunca amei e nunca fui amada. Na verdade, eu não apenas não sei amar ,eu tenho medo. Medo de me entregar, de abrir as portas do meu mundo e acabar ferida, usada ou abandonada como tantas outras vezes. Para mim, o amor não é algo bonito ou leve. Para mim, o amor é uma navalha afiada que entra e sai, deixando a alma sangrando sem parar. E eu já tenho cicatrizes demais para querer arriscar mais uma vez.

Definitivamente melhor a dor da solidão do que a dor de um coração partido.

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"Você tem certeza de que quer isso?" Ela assentiu, incapaz de falar mesmo que quisesse, seu cérebro tão sobrecarregado de desejo.

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"Eu preciso ouvir você dizer isso, linda."

"Sim, Lucas, por favor, me leve." Sua voz está quase implorando, posso sentir o doce aroma de sua excitação perfumando o quarto.

É como se meu corpo se recusasse a parar, mesmo sabendo que deveria.


Capturada e levada para longe de sua casa junto com outras cinquenta mulheres, ela é lançada em um mundo totalmente novo.

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!!!AVISO. ESTE É UM DRAMA UNIVERSITÁRIO, MAS SAIBA QUE TODAS AS MINHAS HISTÓRIAS SÃO UM POUCO SOMBRIAS E OS PERSONAGENS ÀS VEZES SÃO QUESTIONÁVEIS. PROSSIGA SE VOCÊ QUER ALGO QUENTE, MAS TAMBÉM DOCE!!!

Ser aceita em uma das universidades mais prestigiadas do país é um sonho realizado — especialmente porque meu irmão adotivo já está lá, como a grande estrela do futebol americano.

É tudo o que eu sempre quis.....

Até que todos os meus sonhos desabam.

Meu “irmão” me odeia.

Ele não é o mesmo garoto que saiu de casa rumo à grandeza. Ele não quer nada comigo e me trata pior do que trataria um inimigo.

Até eu ver ele com uma garota.

E, de repente, ele já não parece mais meu irmão.

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“Por que você continua me perseguindo?” ela perguntou baixinho, lutando para manter a compostura. Ela parecia perder o fôlego só de vê-lo. Como esperado, ele não disse uma palavra enquanto seus olhos frios continuavam a fixar-se em seu rosto. “Você gosta de mim?” ela perguntou novamente, ignorando a indiferença em sua expressão.

Desta vez, ele fez um som de reprovação enquanto pegava uma mecha de cabelo perto da orelha dela, brincando com ela entre os dedos. “Você não acha que 'gostar' é uma palavra muito forte, Sininho?” ele sussurrou, inclinando-se mais perto, para que ela pudesse senti-lo. No entanto, seus olhos ainda estavam sombrios e vazios, desprovidos de emoção. Ela engoliu discretamente, sem saber o que poderia estar passando pela cabeça dele. “É natural, Branca de Neve, só me ocorreu que você é a primeira mulher que reconheci como uma dama.”


Ela é a boa menina. Não é diferente de uma introvertida entediante, uma dama reservada que falava pouco. Ela não tinha um relacionamento mútuo com sua família. Com o tempo, ela se apaixonou por um homem que não estava fora de seu alcance. Mas esse homem a quebrou e a deixou em pedaços, o que a fez odiar a si mesma.

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Em vez disso, eu vejo o estranho que arruinou a minha vida.

Aqui vai a história:
Seis anos atrás, eu estava no pior primeiro encontro da história.
Um encontro às cegas com um babaca que não aceitava um não como resposta.
Apareceu um estranho bonito, chegando como um salvador.
Me salvou.
E se sentou para terminar o encontro no lugar dele.

Eu achei aquilo uma loucura.
Mas a química entre a gente era absurda.
A gente começou a conversar, uma coisa levou à outra, e acabamos no banheiro do restaurante, e...
Você sabe.

Eu engravidei.
Ele sumiu.
Minha vida: arruinada.

Eu tentei seguir em frente.
Durante seis anos, eu achei que tinha conseguido.
Mas agora, do nada, ele está de volta — justo no meu dia de casamento, de todos os dias.
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“Seu noivo não é quem você achava que ele era...

Eu não vou deixar você se casar com ele...”

E, o pior de tudo...

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