
Visita Íntima
jamilesalvatore · Concluído · 121.5k Palavras
Introdução
Naquele momento, Luíza imaginava que estava dando o primeiro passo rumo à independência. Ela queria provar para si mesma e para todos ao seu redor que era capaz de seguir seu próprio caminho. Porém, o que parecia ser o início de uma nova fase acabou se tornando uma sequência de escolhas difíceis e consequências dolorosas.
O relacionamento que prometia proteção e felicidade revelou uma realidade completamente diferente. Aos poucos, Luíza percebeu que havia entrado em uma situação da qual seria muito difícil escapar. Entre promessas quebradas, decepções e problemas que surgiam a cada dia, ela se viu presa em uma vida cheia de desafios.
Quando uma dívida inesperada passou a ameaçar seu futuro e colocou sua própria segurança em risco, Luíza precisou tomar uma decisão extrema. Sem muitas alternativas e pressionada pelas circunstâncias, ela se vê obrigada a procurar uma saída improvável: realizar visitas íntimas ao antigo dono do morro da Rocinha, conhecido como Nem 157.
Capítulo 1
Ser mãe não é fácil.
Mas acho que você mãe ou que conhece alguém que já é mãe, tem consciência disso, pois é um trabalho contínuo e sem folga.
Tecnicamente não escolhi ser mãe, a verdade é que mão tinha muitas informações em relação á isso. Eu sabia que as mulheres que geravam os bebês e também sabia de onde saia mas, eu não sabia e nem entendia todo o processo que se seguia até isso acontecer. Não sabia que precisava de um homem em questão.
Conheci meu atual marido com 15 anos. Um absurdo, não é? Eu sei. Mas eu não compreendia o quanto prejudicial era para mim naquela época, me envolver com um homem mais velho e como isso atrapalharia muita coisa na minha vida.
Ele era mais velho do que eu, enquanto eu ainda estava estudando, ele já trabalhava como ajudante de pedreiro com o pai que era pedreiro. Assim como a maioria das minhas colegas, eles me conheceu a saída da escola, numa pequena multidão de alunos ansiosa para ir para casa. Eu era um deles e só queria ir para casa. Ele me acordou de repente mas, com toda a gentileza do mundo. Gentileza essa, que não conhecia.
Posso garantir que me apaixonei naquele instante. Naquele momento em que ele usou palavras doces e gentis comigo, uma menina de 15 anos, que não conhecia os homens e que nunca havia se relacionado com nenhum até então.
Claro que me fiz de difícil. Não queria parecer que era fácil, sempre ouvi minha mãe com as minhas tias falando sobre o assunto, o quanto era feios mulheres com determinados comportamentos. Como mulher, eu devia manter uma postura diferente, me fazer de difícil até ele desistir ou persistir.
Então assim eu fiz nos dias seguintes, onde ele continuou me encontrando na saída da escola, sempre com algum pretexto para me ver. Nos dias que ele não aparecia, eu sentia falta e me questionava se ele não iria aparecer. Mas no dia seguinte, lá estava ele, com alguma desculpa de que trabalhou até tarde e que depois foi direto para casa pois estava muito cansado.
E eu sempre entendia, como se já tivesse algum relacionamento com ele. Até que em determinado momento, ele resolveu me pedir em namoro e eu mesmo sem saber se a minha mãe apoiaria, se meu pai conservador aceitaria, eu aceitei, esperançosa de que eles me entenderia.
Mesmo sem meus pais saberem, namorávamos como se já tivéssemos permissão, para todo mundo ver. Isso não durou muito tempo, é claro, logo os boatos começaram a rolar com o nome de Mário. Havia boatos por toda parte, mas sempre no mesmo contexto, Mário tinha mulher e estava traindo ela comigo, óbvio que não acreditei, ele não iria mentir descaradamente para mim dessa forma, havia sido sincera com ele desde o primeiro instante e esperava apenas que ele fizesse a mesma coisa comigo.
Em menos de uma semana, chegou aos ouvidos da minha mãe que estava namorando com um homem casado. Ela não hesitou em ir me buscar na escola e perguntar ali mesmo quem era, estava prestes a dizer, olhando fixamente para Mário, quando simplesmente ele subiu em sua bicicleta monarca e foi embora.
Não tive mais reação. Não sabia o que dizer, não sabia o quê fazer. Na minha frente estava minha mãe, furiosa comigo e até com razão, por estar sabendo da boca de outras pessoas algo daquela magnitude. E a única coisa que eu queria fazer era correr para bem longe.
Claro que não tive chance, minha mãe me arrastou para casa, onde meu pai já me esperava com o cinto e me bateu até eu dizer quem era ele. Eu não tinha alternativa a não ser contar toda a verdade, em casa sempre priorizamos isso, era quase que obrigatório.
Como se a surra já não bastasse, meus pais me fizeram ir com eles até a casa de Mário e lá descobri que realmente ele era casado. Meu mundo já estava no chão, então quase que não senti aquele baque. A mulher dele se enfureceu logo e partiu para cima dele, exigindo respostas e gritando que iria se separar. Todo instante meus pais diziam que era para ele se casar comigo, que não teriam uma filha desonrada dentro de casa. E aquela confusão continuou por minutos que pareciam uma eternidade, até que a mulher entra em casa, faz uma trouxa e sai, sem ao menos olhar na cara dele.
Naquele momento, tecnicamente me tornei a mulher dele. Meus pais fizeram nosso casamento acontecer o mais rápido possível e logo estava dentro da casa que um dia ele dividiu com outra mulher. Já não sentia o que sentia antes, era como se tivesse evaporado dentro de mim e via nas atitudes dele que também já não sentia a mesma coisa. As vezes me perguntava, se ele não a amava e só estava comigo com medo de ser preso por estupro, pois meus pais o havia ameaçado com isso.
O primeiro e o segundo mês foi de "boa", até que comecei a passar mal de repente e fui parar no hospital, recebendo o diagnóstico de gravidez. Com tudo que estava acontecendo, ainda seria mãe, quando claramente o que eu e Mário tínhamos, mão era benéfico para uma criança. E mesmo querendo abortar e tendo o apoio dele, acabei não cedendo e permitindo que simplesmente gravidez prosseguisse.
E quer saber? Foi a melhor decisão que tomei.
Júlia se tornou minha luz no final do túnel. Tudo que eu fazia era para ela, e também por causa dela tive que largar a escola e comecei a vender doces e bolos na rua para conseguir fazer o enxoval dela, já que meus pais haviam deixado claro que não iriam se envolver.
Foi indo com pequenos passos, que consegui roupa para lavar, casa para faxinas e conseguir fazer todo o enxoval. E mesmo ainda preste a parir, trabalhei e fui sozinha para o hospital quando comecei a sentir dor.
Tive Júlia sem Mário por perto ou qualquer outro parente, só souberam que havia parido quando cheguei em casa e não houve muita surpresa de Mário. A única diferença agora era que tinha que trabalhar com uma recém nascida, o que não era nada fácil e nem um pouco apropriado. Não esperei meu resguardo acabar, não podia, minha filha precisava de fraldas e o pai dela todo o dinheiro que arrumava era apenas para ele, para as necessidades básicas dele, que diferente e mim tinha até que me preocupar com a minha alimentação.
A creche veio a calhar num momento que já não estava dando para levar Júlia, que já não tinha paciência para me esperar trabalhar, queria sempre atenção e estava numa fase que tudo ela chorava. Até então, minha mãe nunca havia ficado com ela para poder trabalhar, muito menos minhas irmãs, era o jeito da minha família cristã e conservadora, me punir, me deixando padecer sozinha e sem qualquer apoio.
Júlia chorava todos os dias. Todos os dias era um escândalo e as tias da creche até entendia. E eu sempre a deixava com meu coração apertado, querendo largar tudo para me dedicar á ela, era o que mais eu queria no mundo, parar de cuidar dos filhos dos outros e cuidar da minha filha.
O emprego que estava numa casa de família, além de não pagar todos meus direitos, me tratavam mal. Comecei aos poucos procurar por outro emprego, por indicação, consegui chegar até outro bem melhor que pagava todos os direitos trabalhistas e tinha horário para entrar e sair, além que nos finais de semana não era necessário ir.
Praticamente o emprego dos sonhos e numa casa ainda mais dos sonhos. Um apartamento, na zonal sul e com muita coisa chic. Tanta coisa Chic que eu tinha medo de quebrar alguma coisa e não é que quebrei uma vez uma taça de cristal e jurei que seria demitida? Esperei pela doutora Gabriela com o coração na mão, já me preparando para o que iria ouvir.
- Luíza - diz ela surpresa ao me ver, franzindo o venho - Seu horário de trabalho já acabou. Aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu sim! - digo quase sem fôlego, quase chorando.
- O quê?! - diz assustada.
- Quebrei uma taça - choramingo.
Gabriela fecha os olhos, soltando o ar dos pulmões.
- Uma taça, Luíza?
- Me desculpa! Pode descontar do meu salário! - digo rapidamente - Eu... eu...
- Está tudo bem, Luíza. Só é uma taça. Compro outra depois - diz ela com um sorriso despreocupado, dando fim a conversa.
Doutora Gabriela era uma patroa boa. Ela muitas vezes pagava mais do que o combinado, me dava cesta de Páscoa, Natal, presente para Júlia e para mim. Estava sempre me agradando de alguma forma e pedindo respeito aos filhos gêmeos, que de gêmeos não tinham nada. Lucas e Luan não sr pareciam em nada, tinham personalidades diferentes e mesmo o marido de Gabriela, César, dizendo que Luan não era boa pessoa, discordava. Acho que ele não conhecia bem o filho adotivo.
Tinha momentos tensos naquela casa, aonde presenciava muitas discussões e como mãe me sentia mal. Mas não capaz de levar tudo que acontecia para a doutora, ela e o marido me ajudavam muito, ela havia conseguido me convencer a voltar a estudar pela Internet. Eu tirava duas horas do meu horário de trabalho só pata isso e me sentia tão agradecida á ela por acreditar em mim que, não conseguia me imaginar levando problema para ela, principalmente sobre a relação do marido com o filho.
Com a ajuda dela consegui me formar e ela até comemorou essa conquista comigo mas, não demorou para dizer que precisava estudar mais, que precisava de faculdade e não me acostumar com o que já tinha. Claro que eu fiz o que ela recomendou, comecei a estudar para o ENEM, cada dia mais focada.
Mesmo quando do chegava do trabalho, ainda estudava.
- O quê tanto você faz com esse livro? - Mário né perguntou certa noite, após a janta e de colocar Júlia para dormir.
Na mesa da cozinha, debruçada sobre um livro e um caderno, tentava absolver o máximo de informações possível.
- Estudando.
- Estudando - Ele repete, olhando o livro de cima Conta outra, Luíza.
-Então acredite se você quiser.
Não me importava o quê Mário achava
Já algum tempo, acho que desde que entramos naquele "relacionamento" que deixei de me importar com o que ele achava, ele não era tão participativo, nem na criação da nossa filha. As contas eram pagas por mim, praticamente era eu que bancava tudo trabalhando de sol a sol, enquanto ele vivia uma vida de solteiro, como se não tivesse qualquer obrigação.
Eu também não queria ter responsabilidade. Não queria ter que levantar cedo, ir trabalhar, me preocupar com uma criança que era completamente dependente de mim ainda, cuidar de uma casa e me preocupar com as contas que não paravam de chegar. Não queria nada disso, mas infelizmente essa era a minha rotina diariamente e não entendia como ainda havia pessoas que ainda julgavam por esquecer alguma coisa ou por não estar presente completamente na vida da minha filha. Parecia que não viam o tipo de homem que eu era "casada", talvez gostassem de me ver passar por diversos perrengues e ainda manter de pé quando tudo dizia para desistir.
Eu era uma sobrevivente. Tentava sobreviver todos os dias no caos que era viver numa favela do Rio de Janeiro, aonde não sabíamos se conseguiríamos sobreviver a tiroteios ou as regras ditadas pelos traficantes. Eu não só temia minha vida quando saia da Rocinha, temia mais pela vida da minha filha que continuava naquele lugar. Ali só só éramos vistas como mais uma estatística causo algo acontecesse com uma de nós, não iriam dar a atenção devida e acabaríamos caindo no esquecimento após pedirem por justiça umas duas vezes.
E a última coisa que queria era que minha filha fosse vítima de uma bala perdida. Já havia presenciado muitas vezes o sofrimento de muitas mães e era impossível não se colocar no lugar delas, compartilhar a mesma dor.
Era pensando nisso, temendo que o pior acontecesse que queria ir para outro lugar com Júlia, um lugar que desse para recomeçar do zero, sem Mário por perto, só eu e ela.
Talvez fosse por causa disso que eu trabalhava ao máximo, dava meu máximo, guardando dinheiro toda vez que era possível e economizando o máximo que eu podia. Eu queria um futuro melhor daquele que tínhamos naquele momento, não queria mais passar por necessidade, temer que a vida da minha filha fosse ceifada ou ter que trabalhar excessivamente para que pudéssemos sobreviver naquele mundo.
- Isso é uma perca de tempo - diz Mário por fim resmungando - Isso sim.
- Não é perca de tempo - digo irritada, olhando para ele - Estou pensando no meu futuro.
- Que futuro, Luíza? Fixou louca é? Aonde que pobre tem futuro.
- É aí que você está enganado. Enquanto eu puder tentar, vou estar tentando.
- Só pra perder tempo.
Mário só me apoiou uma vez na minha vida, em todo aquele tempo que estávamos morando mesma casa e foi apenas quando eu cogitei a hipótese de abortar. Ele não queria ser pai, não queria responsabilidade, então de alguma forma estaria ajudando ele com isso. Fora isso, ele nunca me apoiou em absolutamente nada, estava sempre ocupado demais com ele mesmo. Sendo assim, era até surpresa para ele me ver me preocupando comigo mesma, além de estar pensando por dois, por mim e por ele.
Mas eu sentia, mesmo que não tivesse certeza, que iria conseguir chegar aonde eu queria, ter tudo o que sempre quis e iria conseguir, sem a ajuda dele, para poder dizer isso depois com todas as palavras.
Ignorando a existência de Mário, continuou com meus estudos até tarde da noite, quando minha mente estava mais do que cansada e só querendo parar um pouco. Essa era a minha rotina da noite, depois que havia me formado. Sempre depois das minhas horas de estudos, guardava tudo muito bem guardado, já que uma vez de propósito Mário molhou um livro e ainda alegou que eu havia deixado largado por aí, que a culpa era minha.
Diferente da maioria das mulheres dali, eu não me importava em ser traída, muito menos em ouvir as fofocas com o nome de Mário. Vivia ocupada demais para aquele tipo de coisa, então simplesmente deixava que os desocupados falasse. Falassem tudo o que quisessem, com direito em até aumentar um pouco e inventar.
Estava determinada em vencer na vida praticamente sendo uma mãe solteira, precisando trabalhar duro, mesmo que demorasse cem anos, eu não me importava, só queria sentir a sensação de dever cumprido quando chegasse lá e olhasse para trás e visse tudo o que havia acontecido e que, tudo que aconteceu foi importante para eu poder chegar aonde eu queria, aonde eu estava naquele momento.
Eu iria conseguir. Sim, eu iria e um dia lembraria de tudo aquilo com um sorriso no rosto e uma reflexão na mente de que tudo é possível, quando se acredita.
Últimos Capítulos
#41 Capítulo 41 Epílogo
Última Atualização: 7/28/2026#40 Capítulo 40 40
Última Atualização: 7/28/2026#39 Capítulo 39 39
Última Atualização: 7/28/2026#38 Capítulo 38 38
Última Atualização: 7/28/2026#37 Capítulo 37 37
Última Atualização: 7/28/2026#36 Capítulo 36 36
Última Atualização: 7/28/2026#35 Capítulo 35 35
Última Atualização: 7/28/2026#34 Capítulo 34 34
Última Atualização: 7/28/2026#33 Capítulo 33 33
Última Atualização: 7/28/2026#32 Capítulo 32 32
Última Atualização: 7/28/2026
Você Pode Gostar 😍
Contrato de Amor e Fraldas
Chloe representa o atleta como sua advogada por dois anos e mesmo que Ryan a cante em toda oportunidade que tem, a mulher tem uma regra de não misturar prazer com trabalho então está sempre o dispensando, mas em uma festa em que os dois passam na bebida, eles acabam se envolvendo em uma noite de diversão sem compromisso.
E quando a noite dar a Chloe mais do que um dor de cabeça e ela descobre que está grávida, a vida deles vira um caos hilário e inesperado.
Para manter suas reputações intactas, Ryan propõe um contrato de fachada: eles devem agir como um casal até o bebê nascer.
Entre situações embaraçosas, encontros forçados e uma série de mal-entendidos engraçados, Chloe e Ryan lutam para manter as aparências, mas acabam se descobrindo de maneiras que nunca imaginaram.
No final, será que o contrato de amor e fraldas pode transformar uma relação de fachada em um verdadeiro conto de fadas?
Sua Rainha Alfa
Desalmada
Jogo do Destino
Quando Finlay a encontra, ela está vivendo entre humanos. Ele fica encantado com a loba teimosa que se recusa a reconhecer sua existência. Ela pode não ser sua companheira, mas ele quer que ela faça parte de sua alcateia, loba latente ou não.
Amie não consegue resistir ao Alfa que entra em sua vida e a arrasta de volta para a vida na alcateia. Não só ela se encontra mais feliz do que esteve em muito tempo, como sua loba finalmente se manifesta. Finlay não é seu companheiro, mas se torna seu melhor amigo. Juntos com os outros lobos de alto escalão da alcateia, eles trabalham para criar a melhor e mais forte alcateia.
Quando chega a hora dos jogos da alcateia, o evento que decide a classificação das alcateias para os próximos dez anos, Amie precisa enfrentar sua antiga alcateia. Quando ela vê o homem que a rejeitou pela primeira vez em dez anos, tudo o que ela pensava saber é virado de cabeça para baixo. Amie e Finlay precisam se adaptar à nova realidade e encontrar um caminho para sua alcateia. Mas será que essa reviravolta os separará?
A Casa dos Segredos
Após um acidente que a deixou sem memória, Julia acorda em um hospital com o marido Otto ao seu lado, mas algo parece fora de lugar. Julia não se lembra de nada sobre sua vida, nem mesmo de Otto, o homem que diz ser seu marido. Em uma tentativa de reconstruir sua vida, ela começa a lidar com as lembranças fragmentadas que começam a emergir lentamente, e cada nova memória traz consigo uma mistura de sentimentos conflitantes.
Otto, tentando manter a fachada de um marido dedicado, se dedica a cuidar dela, mas Julia sente que há algo estranho em sua presença. Ela começa a questionar a veracidade de sua relação, à medida que fragmentos de seu passado surgem com força. Memórias de uma vida antes do acidente começam a emergir, mas nenhuma delas parece completamente clara. Ela luta para entender o que aconteceu, o que é real e quem ela realmente é.
Enquanto tenta recuperar as peças de sua identidade, Julia se vê cada vez mais dividida entre o que Otto lhe diz e as sensações que suas memórias despertam. À medida que as recordações do passado voltam à tona, um relacionamento que parecia sólido se torna incerto e cheio de dúvidas. Será que a verdade sobre o que aconteceu com ela é algo que está sendo escondido?
Em meio à confusão emocional, Julia precisa aprender a confiar em si mesma e a navegar entre a dor da perda de memória e os sentimentos que começam a surgir com as lembranças que retornam. Mas a verdade está mais próxima do que ela imagina, e a recuperação de sua memória pode significar não apenas recuperar o que perdeu, mas também descobrir segredos que mudam tudo.
Aliança com o Mafioso
Sozinha e consumida pelo luto, ela precisa encontrar forças para continuar, principalmente porque ainda existe alguém que depende dela: sua irmã mais nova. Sabendo que o perigo não terminou e que sua família continua sendo um alvo, ela abandona seus medos e decide lutar contra aqueles que destruíram sua vida. O desejo de justiça se transforma em uma obsessão, e cada passo que dá a aproxima de um caminho sem volta.
Determinada a se vingar, ela descobre que a única maneira de chegar perto do homem responsável pela tragédia é através de seu próprio filho, Alexei Corleone. Herdeiro de um império construído sobre poder e violência, Alexei carrega o peso do sobrenome e também os próprios conflitos com o legado de sua família.
Entre eles existe uma história marcada pelo ódio, pela desconfiança e por uma guerra antiga entre dois clãs inimigos. No entanto, quando circunstâncias inesperadas os colocam lado a lado, uma aliança improvável começa a surgir. O plano inicial é simples: unir forças para destruir o verdadeiro inimigo e garantir a proteção de sua irmã.
Mas para isso, ela terá que fazer o impensável: se casar com o filho do homem que arruinou sua vida. Um casamento baseado em vingança, onde cada olhar esconde uma ameaça e cada sentimento pode se transformar em uma fraqueza.
A Noite Antes de Eu Conhecê-lo
Dois dias depois, entrei no meu estágio e o encontrei sentado atrás da mesa do CEO.
Agora eu busco café para o homem que me fez gemer, e ele age como se eu fosse a pessoa que ultrapassou os limites.
Tudo começou com um desafio. Terminou com o único homem que ela nunca deveria desejar.
June Alexander não planejava dormir com um estranho. Mas na noite em que comemora conseguir o estágio dos seus sonhos, um desafio ousado a leva para os braços de um homem misterioso. Ele é intenso, quieto e inesquecível.
Ela achou que nunca mais o veria.
Até que entra no seu primeiro dia de trabalho—
E descobre que ele é seu novo chefe.
O CEO.
Agora June tem que trabalhar sob o comando do homem com quem compartilhou uma noite imprudente. Hermes Grande é poderoso, frio e completamente proibido. Mas a tensão entre eles não desaparece.
Quanto mais próximos ficam, mais difícil se torna manter seu coração e seus segredos a salvo.
O Alfa Perdido do Mundo das Bruxas
Uma bruxa ousada e linda, que também é enfermeira no mundo humano, tem um perseguidor peludo.
Um lobo, que continua a observá-la na floresta enquanto ela pratica sua magia.
Esse lobo a admira e até quer ser levado para casa. Ele se dá ao trabalho de se machucar para que Hunnie não possa sair da floresta sem ele hoje.
Mal sabia ela... ele queria sua companheira e queria que sua magia quebrasse um selo que o prendeu em sua forma de lobo!
Um Rei Lobo-Demônio, BAHM!!
"Fechei os olhos para voltar a dormir depois que tudo se acalmou. O que exatamente aconteceu a seguir, provavelmente me assombrará para sempre.
Abri os olhos quando senti suas garras se alongarem e arranharem minha calcinha.
A brisa da minha janela bateu nos meus pelos expostos por um curto período de tempo, antes que Wolfy enfiasse seu nariz profundamente sob minha perna, jogando-a sobre sua cabeça e lançando sua língua contra meu tecido agora rasgado."
Por que esse homem também quer marcá-la?
Ela não pode permitir isso! Ela tem que rejeitar essa criatura e viver sua vida.
Seu coven nunca aceitaria o fato de que ela transformou um lobo em homem e ele se tornou seu companheiro! Afinal, seu próprio coven a rejeitou por praticar magia negra. Então ela definitivamente não pode causar mais problemas.
Mergulhe na série quente e ardente de Witchy World!
Curvas Perigosas
Ao chegar à futura casa, Stella depara-se com uma situação que o coração recusa aceitar. Tomada pelo choque, ela não encontra forças para confrontar a realidade ou buscar a verdade por trás do que presenciou. Ferida, Stella busca refúgio no motorhome herdado de seu avô e foge, sem medir as consequências.
Na rota incerta, o destino coloca Maya em seu caminho, uma mulher marcada por segredos profundos. Completamente desolada, Maya também carrega o fardo de um passado doloroso. Juntas, em uma conexão inesperada, elas decidem compartilhar o teto móvel para reconstruir suas vidas fragmentadas.
Contudo, essa jornada está longe de ser um refúgio tranquilo. Pelos quilômetros que percorrem, enfrentarão altos e baixos, conflitos intensos e perigos que jamais imaginaram. Desafios que testarão seus limites e, ironicamente, as levarão de volta ao ponto de partida.
Será que estarão prontas para encarar seus fantasmas? O que aprenderão enquanto uma teia de mal-entendidos acompanha cada curva perigosa? Descubra neste romance arrebatador, uma trama onde a linha entre o certo e o errado é tênue, cada decisão pode mudar tudo e o que parece ser a realidade, nem sempre é a verdade.
As Mentiras Que Herdamos
Mas a morte de Olivia não enterrou nada. Ela abriu uma porta.
Tudo começa com uma fotografia antiga. A partir dela, Hazel descobre que sua mãe não era apenas uma mulher em fuga. Olivia esteve envolvida em uma rede de denúncias contra uma das famílias mais poderosas de Manhattan, acusada de encobrir um incêndio que matou crianças, desaparecimentos suspeitos e adoções ilegais.
E o herdeiro dessa família é Ethan Calloway.
Frio, controlador e habituado a manter segredos enterrados, Ethan é exatamente o tipo de homem que Hazel deveria odiar. E, por tudo o que sua família representa, ela deveria mantê-lo longe.
Mas a atração entre os dois é tão intensa quanto as mentiras que cercam o passado de Olivia.
Enquanto investigam juntos cartas, testemunhas e documentos esquecidos, Hazel começa a perceber que sua mãe não foi apenas vítima. Ela foi uma das poucas pessoas que tentaram enfrentar homens poderosos para salvar inocentes. E que pagou um preço alto por isso.
Agora, Hazel precisa descobrir quem Olivia realmente foi antes que aqueles que destruíram sua mãe decidam que ela também sabe demais.
Mas há uma pergunta que a persegue mais do que qualquer outra.
Ethan é cúmplice das mentiras da família ou também foi vítima delas?
E a resposta pode ser ainda mais perigosa do que qualquer verdade que Hazel está procurando.
O Homem da Vixen
No Alto do Morro
Na tentativa de conversar pela última vez, durante uma festa organizada em sua própria casa, Manuela envia uma mensagem pedindo que ele a encontre discretamente em seu quarto. Convencida de que ele atenderia ao chamado, ela aguarda no ambiente escuro, sem desconfiar de que a pessoa que atravessaria a porta não era quem ela esperava. A falta de luz e o momento de vulnerabilidade resultam em um enorme mal-entendido, e ela acaba vivendo um momento íntimo com um homem cuja identidade só descobre depois.
O choque é imediato. O desconhecido, na verdade, era o filho de seu padrasto, alguém que havia acabado de entrar para a família. O constrangimento toma conta dos dois, transformando aquela noite em um segredo difícil de encarar e ainda mais difícil de esquecer. Decididos a fingir que nada havia acontecido, ambos seguem caminhos separados, acreditando que aquele episódio jamais voltaria a interferir em suas vidas.












