
O Meio-Irmão
Miss Lynne · Concluído · 227.1k Palavras
Introdução
O quê? Eu estava confusa e com medo.
"Você sempre cheira tão bem." Ele disse.
De repente, o sinal tocou.
"Eu-eu preciso ir para a aula," sussurrei, tocando seus ombros e empurrando-o levemente para trás.
Seus olhos imediatamente endureceram enquanto ele agarrava meu pescoço com força e me prensava contra a parede—desta vez seu corpo pressionado contra o meu.
"Você vai sair quando eu disser que pode." Ele disse enquanto sua outra mão se enroscava no meu cabelo e o segurava suavemente.
"Você realmente achou que só porque nossos pais vão se casar as coisas mudariam para você?"
Joella Stevens é uma aluna exemplar e está no penúltimo ano do ensino médio. Ela é muito doce e fala baixinho. Sua mãe está namorando há um tempo, mas nunca trouxe ninguém para conhecer a filha. Isso até que um homem faz a grande pergunta.
Joella se vê lutando para manter a calma quando descobre que o novo noivo de sua mãe é o pai do seu antigo valentão, Haden Cooper.
Haden Cooper está no último ano e é o capitão do time de futebol americano. Ele é muito bonito e charmoso, mas tem um lado sombrio e controlador e uma história familiar oculta que Joella ainda não conhece. Joella tenta evitá-lo, mas não consegue escapar de seu domínio. As coisas só começam a ficar mais intensas quando Joella e sua mãe se mudam para a casa de Haden e seu pai.
Capítulo 1
Joella
"Vou Me Casar!!!"
Eu estava sentada à mesa da cozinha, com a boca ligeiramente aberta, lutando para processar a bomba que minha mãe acabara de soltar. Casar? Com quem? O quê? Meus pensamentos giravam como um carrossel descontrolado. Ela ia se casar? Como isso podia estar acontecendo? Eu nem conhecia o cara. E se eu não gostasse dele? Pior—e se ele não gostasse de mim? Ele tinha filhos? E se não conseguíssemos nos suportar? Meu coração batia forte no peito, o início do pânico subindo pela minha garganta.
“Querida, não fique tão assustada. Ele é maravilhoso. Você vai adorar quando o conhecer,” disse minha mãe, praticamente radiante. Seu olhar continuava a se fixar na enorme pedra em sua mão esquerda, um diamante tão grande que praticamente tinha sua própria gravidade.
Engoli seco, lutando para manter o café da manhã onde deveria estar. As palavras fugiam de mim, mas o nó no estômago não. Finalmente, forcei um sussurro.
“Você tem certeza disso?”
Minha voz soou estranha, oca. Até para mim. Minhas emoções pareciam uma mala cheia demais, tudo transbordando de uma vez.
“Tenho tanta certeza, Joella,” ela disse suavemente, seus olhos brilhando. “Ele me faz tão feliz.”
Eu assenti, mais por hábito do que por concordância. O nó na minha garganta aumentou, dificultando a respiração. A expressão de minha mãe mudou; sua empolgação diminuiu enquanto a preocupação surgia em seus olhos. Ela estendeu a mão em minha direção, mas eu recuei instintivamente.
“Quando eu vou conhecê-lo?” perguntei, forçando um sorriso tão apertado que doeu.
Seu rosto iluminou-se novamente, aliviada. “Agora mesmo!” ela disse, praticamente pulando até a porta. Quando estendeu a mão para a maçaneta, acrescentou casualmente, “Ah, e ele tem um filho.”
Antes que eu pudesse reagir, a porta se abriu, e uma voz profunda encheu o ambiente.
“Oi, querida!” ela disse, seguida pelo som de um beijo que ecoou mais alto do que deveria.
Levantei-me, com os braços cruzados, tentando entender o caos na minha mente. Do corredor, eu podia ver minha mãe derreter nos braços de um homem alto, de cabelos escuros e ombros largos. Ele beijou seu rosto carinhosamente, e ela riu como uma adolescente. Um sorriso relutante surgiu em meus lábios, mas desapareceu no momento em que seus olhos se voltaram para mim.
Ele deu um passo à frente, estendendo a mão. Seu sorriso era caloroso, desarmante.
“Você deve ser Joella,” ele disse, sua voz rica e calma, carregando uma gentileza que me pegou de surpresa.
Eu hesitei, meu pulso acelerado, antes de relutantemente pegar sua mão. Ele me surpreendeu ao me puxar para um abraço. Meu corpo ficou rígido, meus braços presos desajeitadamente ao lado do corpo. Por cima de seu ombro, vi minha mãe sorrindo como se tivesse acabado de ganhar na loteria.
Quando ele finalmente me soltou, manteve as mãos suavemente nos meus ombros. Seu toque era firme, quase reconfortante.
“Sua mãe me falou muito sobre você,” ele disse sinceramente. “Estou tão feliz que finalmente nos conhecemos.”
Eu assenti novamente, sem saber como responder. Ele era... bonito. Bonito demais, quase, com cabelos escuros e grossos penteados cuidadosamente para o lado e olhos verdes marcantes que brilhavam com sinceridade. Ele se portava com uma confiança que eu respeitava a contragosto. No entanto, havia algo nele que parecia familiar, como uma melodia que eu não conseguia identificar.
Antes que eu pudesse falar, passos pesados se aproximaram. O sorriso do homem vacilou enquanto ele olhava para a porta, afastando-se para revelar outra pessoa.
Minha respiração ficou presa. Aqueles olhos. Os mesmos olhos verdes penetrantes me encaravam, mas desta vez, não eram calorosos ou acolhedores. Eram distantes. Familiares. Demasiado familiares.
“Joella, este é meu filho—”
“Haden,” o homem mais jovem interrompeu, com a voz cortada. “Ela sabe, pai.”
Meu estômago despencou.
Os olhos da mamãe piscaram entre nós, seu sorriso vacilando. “Vocês se conhecem?”
Haden sorriu, sua expressão indecifrável enquanto olhava para ela. “Sim,” ele disse, sua voz suave mas com algo afiado. “Ela esteve um ano abaixo de mim a vida inteira.”
Eu fiquei parada, sem palavras, enquanto as memórias do ensino médio inundavam minha mente. Haden. O Haden. O mesmo cara que transformou meus anos de adolescência em um pesadelo. O mesmo cara que nunca falava comigo a menos que fosse para fazer um comentário sarcástico ou me humilhar na frente de todos.
Esse era o pai dele?
Mamãe tentou suavizar a tensão. “Bem, acho que isso não é tão constrangedor quanto pensávamos!” ela disse com uma risada nervosa.
Constrangedor não começava a descrever.
“É,” o pai de Haden riu, tentando soar animado. “Acho que podemos relaxar agora.”
Mas eu não podia relaxar. Não com Haden ali, braços cruzados, seu sorriso frio mascarando algo mais sombrio.
Então o pai de Haden se virou para a mamãe, sua voz abaixando, como se suas próximas palavras fossem apenas para ela. “Você já contou para ela?”
Mamãe congelou.
Um calafrio percorreu meu corpo ao perceber a mudança em sua expressão—hesitação, depois culpa.
“Contar o quê?” eu perguntei, minha voz baixa e trêmula.
O pai de Haden suspirou, juntando as mãos como se estivesse se preparando. “Por que não vamos almoçar? Há muitas coisas que precisamos conversar.”
Eu não sabia o que me aterrorizava mais—ficar presa na mesma sala que Haden, ou o terrível sentimento de que o que eles estavam escondendo de mim estava prestes a destruir meu mundo.
Últimos Capítulos
#120 Epílogo
Última Atualização: 2/6/2026#119 Capítulo 75: O peso que eu carrego
Última Atualização: 2/6/2026#118 Capítulo 74: Eu tenho você II
Última Atualização: 2/6/2026#117 Capítulo 73: Eu entendi você
Última Atualização: 2/6/2026#116 Capítulo 72: Estimar
Última Atualização: 2/6/2026#115 Capítulo 71: Melhor amigo e pior pesadelo
Última Atualização: 2/6/2026#114 Capítulo 70: Eu aceito
Última Atualização: 2/6/2026#113 Capítulo 69: Pensamentos não ditos
Última Atualização: 2/6/2026#112 Capítulo 68: Herdeiros
Última Atualização: 2/6/2026#111 Capítulo 67: Nova Era II
Última Atualização: 2/6/2026
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Como Não Se Apaixonar por um Dragão
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Eu vou me acostumar.
Eu tenho que me acostumar.
Ele é irmão do meu namorado.
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**
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**
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Ele me entregou uma sacola de supermercado na frente de todos com uma expressão séria.
"O quê—"
Comecei a perguntar, mas ele já estava se afastando.
Os outros alunos na sala estavam me olhando com curiosidade, se perguntando o que ele tinha acabado de me entregar.
Olhei dentro da sacola e a fechei instantaneamente, sentindo o sangue fugir do meu corpo.
Era o sutiã e o dinheiro que eu tinha deixado na casa dele.












