Prometida ao Alfa

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POP PRECIOUS · Concluído · 81.5k Palavras

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Introdução

AVISO Leitores sensíveis podem achar este livro perturbador, ele é classificado para maiores de 21 anos, então você pode precisar pular, é um livro de Romance Dark BDSM que contém sexo abusivo ou forçado, tortura e tudo mais, então, por favor, não espere algo romântico***

"A partir de hoje, você governa minha cama, só você" O rei gemeu enquanto aumentava o ritmo das estocadas.


Após um coma de três anos, Pearl estava de volta à sua família e pronta para celebrar sua festa de 23 anos.

Sua festa de aniversário deveria ser uma reunião feliz, mas não, foi o fim de sua vida feliz.

Ela estava prometida ao jovem rei impiedoso em sua ausência e ele estava de volta para tomar o que lhe pertencia por direito. No dia da cerimônia de noivado, Pearl descobriu que estava grávida.

Como é possível ela estar grávida se esteve em coma por 3 anos?

Capítulo 1

Depois de três longos e agonizantes anos em coma, Pearl finalmente estava de pé, comemorando seu 23º aniversário. A alegria de rever os amigos e a família depois de todo aquele tempo era esmagadora.

Ninguém poderia imaginar que um simples tombo descendo um barranco deixaria Pearl inconsciente por três anos, suspensa entre a vida e a morte.

Agora, depois de anos de desesperança, ela tinha voltado, saudável e forte. Pearl sempre fora conhecida como uma mulher feroz — a garota de cabelos ruivos como fogo e olhos azuis cortantes que não tinha medo de ninguém. Sua fama de espadachim habilidosa e mestra em chutes altos era mais do que merecida. Força e resistência sempre tinham sido suas marcas.

— Fico tão feliz de ver você assim, Pearl. A gente realmente achou que tinha te perdido pra sempre — disse Seren, enquanto arrumava o cabelo de Pearl com cuidado, os olhos refletindo alívio e admiração.

— Eu sei. Eu senti tanta falta de vocês duas. Não consigo nem imaginar como teria sido perder vocês — respondeu Pearl, com a voz suave de gratidão, ao abraçar as amigas.

— É seu primeiro aniversário depois de três anos na cama. A gente vai garantir que você fique de cair o queixo hoje à noite. Vão vir amigos e alguns inimigos, então você precisa estar no seu melhor — acrescentou Rosamund com um sorriso de quem sabia das coisas, e Pearl não conseguiu evitar sorrir de volta.

— Eu tenho muita sorte de ter vocês duas. Obrigada por ficarem comigo em tudo — disse Pearl, num tom brincalhão, fazendo um biquinho de mentira enquanto Rosamund escolhia um frasco de esmalte.

— Tô pensando em branco pras unhas do pé. O que você acha, Seren? — perguntou Rosamund.

— Branco, com certeza. Vai ficar perfeito na Pearl. Ainda mais com esses unhãozões — provocou Seren, e as três riram juntas.

Pearl lançou um olhar para os pais, parados num canto do quarto, cochichando um com o outro. Havia um nervosismo neles, olhares e gestos furtivos que deixavam claro que alguma coisa pesava em suas mentes. Mesmo assim, Pearl não se prendeu a isso. Seu foco continuou na conversa leve com as amigas, os primeiros momentos de normalidade de verdade que ela vivia em tanto tempo.

Minutos depois, sua mãe entrou no quarto com um sorriso aberto.

— Minha querida, você está linda demais. Mal posso esperar para todo mundo te ver. Seren, Rosamund, vocês estão fazendo um trabalho incrível. Continuem assim, mas sejam rápidas. Os convidados vão chegar já já — disse ela, depositando um beijo suave na bochecha de Pearl antes de sair apressada.

— Estamos quase terminando, senhora — responderam Seren e Rosamund ao mesmo tempo, enquanto a mãe de Pearl saía.

— Sua mãe está tão feliz. Ela não sorria assim fazia anos. É tão bom ver ela desse jeito — observou Seren, prendendo um enfeite delicado no cabelo de Pearl.

Pearl se levantou e se encarou no espelho, o vestido rodopiando de leve quando ela se virou.

— Esse vestido ficou perfeito em você, Pearl — comentou Rosamund, admirando o vestido floral esvoaçante.

— Né? Eu sempre amei estampa floral, e esse combina tão bem com o meu cabelo — respondeu Pearl, passando as mãos pelo tecido macio.

— Certo, hora de descer. Tenho certeza de que todo mundo está doido pra te ver — incentivou Seren, e Pearl assentiu, saindo do quarto.

Desci a grande escadaria, levantando a saia com cuidado para não tropeçar nos degraus de mármore já gastos. Meus dedos deslizaram pelo corrimão enferrujado enquanto eu descia.

O som de risadas e música enchia o ar, tão alto que quase abafava meus próprios pensamentos. As pessoas dançavam, bebida na mão, e a festa estava a todo vapor.

Quando cheguei ao pé da escada e entrei no salão, a multidão explodiu em aplausos. Mas eu sabia melhor do que ninguém. A maioria não tinha vindo para comemorar comigo. Estavam ali para fofocar, para ver o espetáculo da garota que tinha ficado dormindo por três anos.

Vasculhei o salão com o olhar e vi meus pais, ainda cochichando num canto, os rostos marcados pela tensão. Tinha alguma coisa errada. Eu queria ir até eles, perguntar o que estava acontecendo, mas me contive por causa dos convidados.

No meio do povo, avistei os convidados mais ricos no canto reservado deles, vestidos com o que tinham de melhor. Os homens usavam casacos bem alinhados, e os vestidos longos das mulheres estavam adornados com arranjos de cabeça trabalhados. Pareciam nobres e intocáveis, e a presença deles me lembrava a distância enorme entre as nossas vidas. O salário apertado dos meus pais na fazenda do cavaleiro não pagaria nem o preço de um leque daqueles.

“Obrigada a todos por terem vindo à minha festa. Eu agradeço de verdade por vocês estarem aqui”, anunciei, tentando sorrir apesar do clima pesado.

“Mal tem vinho que chegue pros convidados”, comentou um homem no meio da multidão, e as risadas vieram em seguida, frias e debochadas. Meu coração afundou. Por um instante, pensei em jogar meu sapato naquele homem barrigudo que tinha feito o comentário, mas me contive, nem que fosse só porque os ricos ao redor estavam olhando.

Aquelas pessoas não tinham vindo por amizade, e sim porque eu já tinha ajudado alguns deles antes. Não havia outro laço entre nós.

“Minha querida, pega isso e compra o que precisar pra se manter bem”, disse uma das mulheres mais velhas, colocando algumas moedas na minha mão. Outros fizeram o mesmo, oferecendo dinheiro antes de se prepararem para ir embora.

Eu os observei saindo, e fiquei com os outros convidados, os que me ressentiam pela minha força, por eu ser diferente.

“Você devia dar um jeito nessa casa antes que ela desabe em cima de você. Tá tão pobre assim? Você mora há anos nas terras do rei sem pagar, e mesmo assim não consegue erguer uma casa decente”, zombou um homenzinho, com um chapéu grande demais quase escorregando da cabeça enquanto falava. A raiva acendeu no meu peito, e eu fechei os punhos. Como eles se atreviam a falar assim?

Olhei de novo para os meus pais, torcendo para que eles interviessem, mas eles ainda estavam perdidos na conversa, alheios a tudo. Acima de mim, as paredes exibiam rachaduras profundas, escancarando a verdade da nossa situação.

De repente, a festa pareceu sem sentido. Pisquei com força, lutando contra as lágrimas. Eu me recusava a deixar alguém me ver desmoronar.

A crueldade dos convidados era insuportável. Eu tinha esperado algo melhor — calor humano, talvez gentileza. Mas tudo o que eu sentia era julgamento.

O fato de meus pais não terem conseguido pagar o empréstimo das terras do rei por mais de vinte e três anos era a origem da nossa desgraça. Depois que uma enchente devastadora destruiu a casa de palha deles, não tiveram escolha a não ser tomar a terra emprestada — ainda mais porque minha mãe estava grávida de mim na época.

O rei nunca nos mostrou misericórdia. Pelo menos agora ele estava doente.

“Esta festa acabou!” gritei, com a voz tremendo enquanto eu tentava impedir que as lágrimas caíssem. Fraqueza era algo que eu desprezava.

Vi os convidados que ainda restavam saírem arrastando os pés, resmungando insultos sobre a minha família. A fúria fervia sob a minha pele, mas não havia nada que eu pudesse fazer naquele estado debilitado. Meu corpo ainda doía por causa do coma, e a ferida nas minhas costas era um lembrete constante da minha fragilidade.

Meus pais perceberam a debandada, e os olhares confusos deles se voltaram para mim.

“Por que todo mundo está indo embora tão cedo?” perguntou meu pai.

“De todos os dias pra ficar numa conversa sem fim, vocês escolheram justamente o meu aniversário. Vocês não fazem ideia do que eles disseram…” Minha voz falhou, e eu não consegui terminar. Corri escada acima, engolindo o choro, segurando o vestido para não tropeçar.

“Ela não entende”, disse minha mãe, afundando no sofá gasto. “O rei mandou um recado, e eu tenho certeza de que ele já está vindo. Só espero que isso termine em paz. Eu odeio a ideia de entregar a minha filha como se ela não valesse nada.”

Meu pai começou a andar de um lado para o outro, o rosto marcado pela preocupação.

Momentos depois, a porta frágil de madeira foi arrebentada com um chute, e o rei entrou a passos largos, varrendo o cômodo com os olhos, cheio de desdém.

“Então é aqui que a minha prometida mora? Que miséria. Ela devia agradecer por sair desse barraco e ter uma vida comigo”, ele zombou, encarando meu pai. Meu pai se ajoelhou diante dele, cabeça baixa.

“Onde ela está?”, perguntou o rei, com a voz gelada.

“E-Ela está lá em cima”, gaguejou meu pai, enquanto os guardas se moviam para me buscar.

“Me solta! Vocês vão se arrepender disso se não soltarem!” eu gritei, me debatendo contra o guarda, que mal pareceu notar meus golpes.

“Meu rei, nós a capturamos, embora os amigos dela tenham conseguido fugir. Por favor, me perdoe”, disse o guarda, fazendo uma reverência profunda.

“Os amigos dela não me importam. Levem-na para a carruagem e vigiem de perto. Ela parece teimosa”, ordenou o rei.

“Você não manda em mim! Me levem de volta pra dentro!” eu gritei, lutando contra os guardas enquanto eles me empurravam para dentro da carruagem.

O rei ficou para trás com alguns dos homens dele e meus pais. Ele se sentou com naturalidade na mesa torta.

“Então vocês acharam que podiam escondê-la de mim? Ouvi dizer que estavam planejando mandá-la para outro reino. Isso teria sido um erro gravíssimo. Vocês pegaram emprestadas as terras do meu pai e não conseguiram pagar. Vocês acharam mesmo que iam ficar com a filha de vocês? Chega de conversa. Guardas, queimem este lugar até o chão, com eles aí dentro”, ordenou o rei, antes de se virar e sair da casa.

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