
Sistema da Lenda do Rei
Beashark · Atualizando · 149.9k Palavras
Introdução
Capítulo 1
-Ei, não te falei para terminar o trabalho rápido? Já que não terminou, parece que vai fazer hora extra.
-Senhor... você me disse para esperar o Gary me enviar os documentos, mas... ele não enviou.
-O homem olha para Gary, que parece estar se preparando para sair do escritório sem se importar com nada. Gary era o trabalhador mais importante da empresa, gerando 25% dos lucros da equipe de vendas sozinho. Pensar que alguém como ele poderia ter cometido um erro tão simples estava além da imaginação de qualquer um.
-Pare de tentar culpar o Gary e faça sua hora extra. E é bom que esteja pronto até amanhã de manhã ou vou cortar seu salário miserável, ouviu, Alexander?!
-Entendido, chefe...
Algum tempo depois, todos saíram, deixando o miserável Alexander sozinho. Você pensaria que isso é algo que raramente acontece. Mas para Alexander, essa era sempre a realidade. Ele estava sempre à mercê dos outros, não era muito bonito, não tinha dinheiro e seu físico deixava muito a desejar.
-Pelo menos tenho dinheiro para a cerveja.
Essa era a única fuga que Alexander tinha de sua rotina de acordar, trabalhar e dormir. Nos dias em que não precisava trabalhar, ele podia se embriagar para escapar daquela realidade. Ele não se importava com a sobriedade, só queria escapar dessa realidade miserável que tinha.
Depois de várias horas de trabalho, ele conseguiu terminar todo o trabalho que tinha e não tinha que fazer. Então ele fechou o escritório e olhou a hora no celular. Eram 3 da manhã, então, sabendo que não teria que trabalhar amanhã, decidiu ir a uma loja que ficava aberta 24 horas por dia.
Enquanto caminhava, tentou lembrar como sua vida havia caído nesse vazio. Ele era um bom garoto, pensava que seria recompensado por ser uma boa pessoa, mas só teve desastres em sua vida.
Ele foi intimidado no ensino médio. Foi para a universidade, mas não conseguiu terminar a tese porque a cirurgia de sua mãe deu errado. Depois disso, conheceu quem ele pensava ser o amor de sua vida, mas ela apenas o traiu e o envolveu em um divórcio estúpido. Ele pensou que se sairia bem no trabalho como vendedor no escritório da Blue Tiger, mas foi apenas usado como bajulador pelos outros.
-Parece que nem todas as pessoas boas são recompensadas. Ele diz isso para si mesmo para tentar levantar o ânimo ao chegar na loja.
-Boa noite. Onde fica a bebida forte?
-A bebida forte está na geladeira à esquerda.
Seguindo as instruções do homem, Alexander começa a procurar na geladeira algo para se libertar. Hoje à noite ele gostaria de uma cerveja natural, mas com alto teor alcoólico. Então decide pegar três delas e vai pagar.
-Aqui está, quanto é?
-200 dólares.
Alexander pega a carteira e começa a procurar o dinheiro, não que ele tivesse muito para procurar. Enquanto ele procurava, a porta se abre e a pessoa que acabou de entrar fica no balcão ao lado de Alexander.
-Ei, senhor, onde está a bebida? -A pessoa que fez a pergunta era uma garota loira e bonita que chamou a atenção de Alexander porque parecia uma colegial.
-Afinal, a aparência da garota era, sem dúvida, de uma colegial.
Alexander está tão interessado quanto o lojista, é mais do que óbvio que a garota não parece ser adulta.
-Entendi o que está acontecendo aqui. Aqui está minha identidade. -A garota começa a tirar algo da bolsa para mostrar aos olhos do atendente, "Como pode ver, atingi a maioridade ontem."
O vendedor da loja vê que está tudo legal e devolve a identidade para a garota, -Bem, vendo que não há problemas, as bebidas estão neste refrigerador.
Alexander não consegue acreditar que uma garota que acabou de atingir a maioridade ontem já esteja bebendo álcool. Em sua mente, isso o enche de certa raiva dessa juventude de hoje. Então ele decide sair da loja.
-Ainda falta muito para casa... Um tanto deprimido, ele decide sentar no balcão fora da loja e começar a beber suas bebidas ali, pelo menos duas ou uma, e as outras ele terminaria em casa.
-Ele diz isso para si mesmo, era a única coisa que o preenchia.
-A garota que estava na loja saiu com duas sacolas de bebidas alcoólicas. O rosto de Alexander ficou espantado ao ver que uma garota que atingiu a maioridade ontem tinha tanto dinheiro, até mais do que ele (Certamente os pais dela são ricos, ha! Garota de sorte). Ele pensou consigo mesmo, irritado, pegou outra garrafa e começou a beber. Mas... por que ela não vai embora?
Enquanto bebia, ele vê a garota parada na porta, mexendo no celular. Não importa como você olhe, era algo estranho, aumentando a curiosidade de Alexander.
-Oi, boneca! Esperou muito? -três homens se aproximaram da garota, que tinha um conjunto de algo na moda para os jovens de agora, "Não, acabei de sair da loja."
Alexander olhou para a cena um pouco surpreso, como a figura pura da garota poderia estar tão próxima daqueles caras que pareciam membros de gangue?
-Tudo bem, Agustin, Marcus, vamos! -Ele pega as sacolas da garota e a empurra para que ela possa sair rapidamente, parece uma cena de garotos aproveitando a juventude. Mas para Alexander era uma história completamente diferente.
(Eles fariam ela fazer isso?). -Na mente de Alexander, alguém que pode ter sofrido, isso é uma cena típica de forçar uma pessoa que não quer fazer algo ruim a fazer. Isso explicaria por que a garota parece tão diferente dos outros três do grupo.
(Mas... O que devo fazer? Se eu chamar a polícia, vai demorar muito e eles não vão encontrá-la. Eu sei disso porque sempre os chamava quando faziam isso comigo no ensino médio, mas eles nunca chegavam a tempo).
Ele estava com a mente em um nó, não sabia o que fazer para ajudar essa garota, já bastava o bullying. Além disso, aqueles caras pareciam suspeitos, poderiam fazer algo com a garota.
-E se eu ajudar ela sozinho? -Uma ideia de justiça passou pela cabeça de Alexander, sabendo que a polícia não viria e pararia os garotos. Afinal, ele era um adulto, eles deveriam ouvi-lo. Mas ainda lhe faltava coragem.
-Felizmente, tenho você, meu amigo. -Ele viu as garrafas de álcool restantes e decidiu beber todas, ganhando a confiança que precisava.
Cheio de energia, ele começou a seguir o grupo. A uma distância que eles não perceberiam que ele os estava seguindo. Ainda assim, seu físico não permitiria que ele fizesse muito mais.
Os minutos passaram e ele ainda estava seguindo o grupo em um ritmo lento, sem nunca perdê-los de vista. (Eles ainda não pararam em lugar nenhum, parece que a festa é bem longe). -Ele estava ficando cansado e pensou em abandonar a missão. Talvez fossem apenas um bando de garotos aproveitando a juventude (Hã...? Para onde estão indo?).
Como se o céu estivesse dizendo a Alexander que suas suspeitas não eram em vão, o grupo virou em um beco. (Ou não... talvez planejem fazer algo com a garota lá). -Ele se apressa e acelera o passo, o mais rápido que pode, até chegar ao beco.
-Olá? Tem alguém aqui? Ele decide chamar de dentro do beco porque está muito escuro e ele não consegue ver muito bem. Tudo o que ele precisava fazer era encontrar os jovens e ameaçá-los. Ele era o adulto, tinha certeza de que eles o ouviriam.
-Bem, em que tipo de situação te pegamos? -Uma voz é ouvida atrás de Alexander. Era a voz do mesmo garoto de antes, então Alexander se vira.
-O que você quer dizer com isso? Isso deveria ser... As palavras de Alexander são cortadas ao ver a garota abraçando o garoto com uma expressão assustada no rosto.
-É ele, querido? -Se for, ele foi o homem que me observou na loja e nos seguiu.
O olhar de Alexander mudou drasticamente ao ouvir a garota. Se você olhar por esse lado, a garota estava certa. Ele a seguiu todo esse tempo, deve parecer o vilão nessa situação.
-Então, o que você tem a dizer sobre por que está seguindo minha amiga? Você gosta dela, não é? -O garoto se aproximou, preparando os punhos para atacar Alexander.
(Merda!!!, eu me meti em uma grande confusão, o que devo fazer? Se eu não explicar a situação para eles, vou acabar sendo um criminoso aqui. Devo explicar para ele como o adulto que sou.)
-Parece que há um erro aqui, você vai ver o que acontece é que... -Mas antes que Alexander pudesse terminar sua explicação, ele levou um soco no rosto. Mais precisamente, no nariz.
-Ei, a boca desse desgraçado cheira a álcool, eu realmente queria fazer algo hoje!
Alexander caiu no chão, ele nunca tinha lutado antes, era a primeira vez que recebia um soco tão doloroso. Ele tentou se levantar, mas foi imediatamente chutado no estômago pelo garoto.
-!!! Vamos, desgraçado, levanta, com essa força, você estava pensando em aproveitar da minha namorada?! -O jovem, ainda furioso, continuava batendo em Alexander sem que ele pudesse se defender!
(Este jovem não pretende parar, eu tenho que escapar de alguma forma) -Levado pelo seu instinto de sobrevivência, ele decide pegar uma pedra e jogá-la no garoto, acertando-o no rosto.
-Maldito, filho da puta!!!, -Essa era a chance de Alexander e ele sabia disso. Então, com o pouco de força que lhe restava, ele se levantou e derrubou o garoto no chão para segurá-lo ali.
Alexander o segurou pelo pescoço, impedindo-o de respirar, isso era uma vitória para ele, mas ele sentiu uma dor forte na nuca. (O quê? - o que foi isso?) Os olhos de Alexander olham para trás. É a garota com um pedaço de pau na mão, que dá outro golpe em sua nuca.
O corpo de Alexander perde toda a força e cai no chão enquanto sangue pode ser visto atrás dele. Era seu corpo que estava sangrando, uma das muitas perguntas que passaram pela mente de Alexander naquele momento. Um momento que parecia muito lento.
-Damian, você está bem? -O jovem se levanta e olha para sua namorada que está preocupada com ele. -Sim, estou, mas...
Quando se deram conta, todos os jovens ficaram atônitos ao ver o corpo de Alexander no chão. Começaram a discutir, mas Alexander não conseguia entender o que estavam dizendo, sua visão ficou turva. Ele mal podia ver enquanto os jovens corriam para fora do beco.
(Uau, é assim que termina?). Em conjunto com a declaração de morte de Alexander, seu corpo começou a sentir frio, era o frio da chuva caindo para se despedir dele.
Vários momentos felizes passaram por sua mente. Mas ele se lembrava mais dos ruins, vendo a vida que teve, realmente foi uma vida miserável.
-Deus, se você está ouvindo... Por que eu, o que eu fiz para merecer esta vida?
Com suas últimas forças restantes, Alexander disse essas palavras enquanto lentamente fechava os olhos.
[Por que você?]
Mas antes que a chama da vida de Alexander se apagasse, ele ouviu uma voz dominante responder a ele. Ele pensou que estava delirando antes de morrer, mas para sua surpresa.
[Eu vou te responder!]
!!! A voz respondeu novamente!
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••••••••••••*
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Por Favor, Volte, Meu Amor
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Eu tinha perdido tudo. Minha mãe. Minha dignidade. Minha vontade de lutar.
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— Moço, você pode me ajudar a encontrar a minha mamãe? Eu me perdi.
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Minutos depois, ele vem andando na minha direção, com a mão da minha filha na dele, o rosto sem cor.
— Elena.
Meu nome na boca dele soa como sofrimento.
Antes que eu consiga responder, ele já atravessou a distância entre nós. Os braços dele me envolvem com uma força desesperada.
— Meu Deus, você está viva. Eu achei que... — a voz dele falha. — Me perdoa... eu sinto muito...
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Minha mão se mexe por instinto.
O tapa ecoa pelo shopping.
— Com licença? — eu dou um passo para trás, gelada, puxando Lila para trás de mim. — Por favor, se controle, senhor. A gente se conhece, por acaso?












