Uma babá para a filha do Duque

Uma babá para a filha do Duque

samara.g.6.santos · Atualizando · 66.0k Palavras

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Introdução

Karina sempre achou Richard o homem mais arrogante de Londres. Como chefe do hospital, ele é brilhante, exigente e especialista em testar sua paciência.Mas tudo muda quando um bebê é abandonado na porta de Richard com a notícia de que ele é o pai.De repente, o médico que salva vidas todos os dias não consegue sobreviver a uma única troca de fralda. E, contra a própria vontade, Karina acaba se tornando sua maior ajuda.Entre plantões, noites sem dormir e uma bebê que derrete qualquer coração.

Capítulo 1

Acordei com o barulho insistente do celular vibrando na cômoda. Seis da manhã.

​Mais um dia de trabalho na escola… ou, pelo menos, era o que eu esperava.

​Me espreguicei devagar, controlando a respiração para não fazer barulho. Mas, antes que eu pudesse afastar o lençol, uma mão pesada envolveu meu pulso, puxando-me de volta com força.

​— Vai levantar para onde? — A voz de André cortou o ar, rouca, arrastada pelo sono e pela irritação. — Ainda nem falei com você.

​Engoli em seco. A claridade fraca da manhã filtrava pela fresta da cortina, cortando o quarto ao meio. Respirei fundo, tentando estabilizar o tom de voz.

​— Eu vou trabalhar, André. Tenho aula às oito… você sabe.

​Ele se levantou de um salto. Antes que eu pudesse reagir, ele me prensou contra a parede fria ao lado da cama. O impacto tirou o ar dos meus pulmões.

​— Trabalhar? Trabalhar para quê, Juliana? — Ele aproximou o rosto do meu, os olhos escuros e opacos brilhando de raiva. — Que tipo de homem deixa a mulher sair de casa para ficar dando atenção para filho dos outros?

​— É o meu emprego… — sussurrei, desviando o olhar para o chão.

​Os dedos dele fecharam-se em volta do meu queixo, apertando com força, obrigando-me a encará-lo.

​— Eu não tenho mulher para ficar batendo perna na rua, não. — O tom dele baixou, tornando-se uma promessa perigosa. — Você fica. Hoje você fica. Tá entendido?

​Meu coração martelava contra as costelas, um som ensurdecedor no silêncio do quarto. Não era a primeira vez, mas o medo nunca diminuía; ele apenas acumulava.

​— André… por favor. Eu preciso ir. Eu dependo desse salário.

​Ele soltou uma risada curta. Um som oco, carregado de deboche.

​— Você depende de mim. Não de emprego nenhum.

​Apertei os lábios, engolindo o gosto amargo do sangue onde meus dentes feriram a parte interna da bochecha. A verdade que eu guardava a sete chaves ecoou na minha mente: eu já não dependia dele. Dependia da minha coragem para ir embora. E ela estava começando a se juntar, pedaço por pedaço.

​— Eu vou — repeti. A firmeza na minha própria voz me surpreendeu.

​André deu um passo rápido à frente e bateu a porta do quarto, bloqueando a saída com o corpo.

​— Você não vai a lugar nenhum, Juliana.

​Por um instante, o velho pavor tentou me paralisar. Mas algo quebrou ali dentro. Talvez fosse o esgotamento físico, ou o limite da dignidade.

​— André, sai da minha frente. Agora.

​Ele me encarou fixamente, como se não acreditasse que eu ousava desafiá-lo. Tentei desviar pelo lado, mas ele foi mais rápido. Arrancou a chave da fechadura com um solavanco, girou o trinco por fora e guardou o metal no bolso da bermuda.

​— Pronto. Resolvido. Agora você não sai. — A frieza na voz dele me arrepiou a espinha.

​— André, por favor! — Minha voz falhou, entregando o desespero. — Eu preciso trabalhar!

​Ele deu um passo na minha direção, encurtando o espaço até que eu pudesse sentir o cheiro azedo de álcool da noite anterior exalando de sua pele.

​— Já falei que você não vai. Mulher minha não trabalha fora. — Os olhos dele passearam pelo meu rosto, demorando-se nos meus olhos arregalados, saboreando o controle. — E para de me desafiar, Juliana. Você não é ninguém longe de mim.

​Com um movimento brusco, ele pegou minha mochila sobre a cadeira e a jogou no chão. Os cadernos se espalharam pelo piso.

​— Eu volto à noite. — Ele caminhou até a porta da sala e, antes de passar, lançou o último aviso: — Tenta sair daí… se conseguir.

​A porta bateu com tanta força que as janelas tremeram. Em seguida, o som duplo da tranca do lado de fora.

​Fiquei estática no meio da sala. O silêncio que se instalou era pesado, sufocante. Levei os dedos trêmulos ao rosto, tocando a lateral do olho esquerdo. Uma dor aguda e pulsante me fez encolher. Estava inchado. O roxo de dias atrás tinha ganhado uma tonalidade ainda pior.

​Peguei o celular com as mãos trêmulas. Desbloqueei a tela com pressa, antes que a centelha de revolta recuasse diante do medo.

​Abri a conversa com a única pessoa que restava no meu mundo. Karina.

​Ju: Kari… ele me trancou em casa. Levou a chave. Eu não aguento mais, pelo amor de Deus.

​A resposta veio quase instantânea, o topo da tela indicando que ela já estava digitando antes mesmo de eu terminar de respirar.

​Karina: Ju??? O que ele fez?! Me conta agora!

​Ju: Eu tentei ir pro trabalho. Ele me prensou na parede, meu olho tá muito inchado, tá roxo. Kari, eu tô com medo de ele voltar.

​O status de "digitando" sumiu por alguns segundos longos e torturantes. Quando voltou, veio como uma enxurrada.

​Karina: Amiga, chega. Acabou. Você não vai passar mais nenhuma noite nessa casa.

​Karina: Eu vou te ajudar a sair daí. Vou comprar sua passagem para Londres hoje mesmo.

​Karina: Você pede demissão da escola, junta suas coisas escondida e vem direto para cá. Você vai ficar comigo.

Meu peito subiu e desceu com força. Londres. Um oceano de distância. Outro idioma. Uma folha em branco.

​As lágrimas finalmente transbordaram, quentes, queimando a pele machucada do meu rosto. Mas não eram lágrimas de derrota. Pela primeira vez em anos, o choro trazia o alívio de ser vista, de ser protegida.

​Olhei para a mochila caída no chão, para os papéis espalhados e para o meu reflexo distorcido no vidro da janela.

​A Juliana que aceitava os termos de André tinha ficado presa naquele quarto. Olhei para a porta trancada e, no lugar do pânico, senti o peso de uma decisão tomada.

​Eu ia sobreviver. E ia para longe dele.

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When I was twelve, I lost my parents and was taken in by the Brooks—bound to them by an old marriage pact. For ten years, everyone assumed I’d marry their golden boy, Conner. I’d made my peace with it. It was duty. Stability. The life I owed them.

Then Conner’s scandal splashed across the tabloids—and shattered everything.

Our families’ reputations crumbled. The businesses we’d built together were suddenly on the brink. And in the middle of the chaos, the last person I ever expected stepped forward:

Dylan Brooks. Conner’s uncle. The quiet one. The man who’d barely met my eyes in a decade.

“Marry me instead,” he said.
It was outrageous. It was desperate.
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“Você acha que eu vou deixar o Cassian levar a culpa?”

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Lucien nasceu com um segredo.
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Enquanto o irmão gêmeo, Cassian, vivia uma vida de liberdade, Lucien vivia trancado atrás de portas, punido por simplesmente existir.

Ele não podia sair.
Ele não podia viver.
Ele era escondido. Esquecido. Quebrado.

Até que uma festa mudou tudo.

Uma princesa da máfia foi ferida.
A culpa caiu em Cassian.
Mas o pai deles fez questão de garantir que Lucien pagasse o preço.

Naquela noite, Lucien foi entregue a Zayn Kingsley —
Um herdeiro bilionário da máfia.
Um dos Oito que governam a cidade das sombras.
Ele tem duas esposas. Uma filha. E um pai morrendo, sussurrando:

“Me dê um filho. Um verdadeiro herdeiro. Ou você vai perder tudo.”

Zayn não acredita em fraqueza.
Não acredita em amor.
E com certeza não acredita em homens como Lucien.

Zayn é frio. Implacável. Homofóbico.

Mas o que Zayn não sabe…
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